BOEHME (JBMM) – MASCULINO E FEMININO
JBMM
Os dois sexos, masculino e feminino, provêm da separação do princípio de *água* e de *fogo* no *enxofre*. Pois foi no *Verbum Fiat* que ocorreu a separação. Com efeito, de um único *enxofre* em um único ponto, dois sexos surgiram de um único ser, sendo a qualidade *ígnea* em si mesma responsável pelo macho e a propriedade de *luz* ou de *água* responsável pela fêmea, já que os dois princípios se separaram. E como se vê que o *fogo* não pode queimar sem a *água* e que a *água* sem o *fogo* não seria nada; e que eles se geram mutuamente ao mesmo tempo em que se desejam violentamente, e que sua verdadeira vida existe em sua *conjunção*, onde se geram um para o outro para depois retornar à unidade, pois no *fogo* eles se transformam na *unidade* para emergir do *fogo* sob a forma de um ser que é a propriedade *oleosa* na qual estão encadeados pelo desejo de *amor supremo*, pois sua *luz* brilha no *óleo*. E da mesma forma que o *fogo* deseja o mundo da *luz* e o mundo da *luz* deseja o do *fogo*, como o *Pai* e o *Filho*: assim acontece também com os dois sexos. A *fêmea* provém do *macho* assim como o princípio da *luz* e da *água* provém do do *fogo*; e na *natureza* eles fazem parte da *unidade*. (Mysterium Magnum, XIV, 6-8)
