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DA ELEIÇÃO E DA GRAÇA
DA INTRODUÇÃO DA CIÊNCIA OU DO DESEJO ÍGNEO EM FORMAS PARA A ESSÊNCIA E PARA A NATUREZA; COMO A CIÊNCIA SE INTRODUZ NO FOGO; DE ONDE PROVÉM A MULTIPLICIDADE DOS SERES
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A descrição da criação do mundo por Moisés revela que Deus falou para que algo existisse, e então existiu, além de Deus ter criado o céu e a terra e realizado tudo por seu Verbo.
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“Deus falou que isso fosse, e isso foi” (Gênesis I, 3).
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“No princípio, Deus criou o céu e a terra” (Gênesis I, 1).
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“Deus fez tudo por seu Verbo” (João I, 1-2).
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Tais palavras encerram o fundamento profundo da ciência, pois desde toda a eternidade nada existia além de Deus, em sua Trindade, Sabedoria e contemplação.
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Na Sabedoria divina, nada havia além da própria ciência ou do desejo.
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Existiam apenas o Verbo, a palavra, a emanação, a exalação, a concentração, a progressão, a atração, a formação e a introdução em qualidades e propriedades.
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A concentração ou atração é a palavra “criou”, e a ciência é o começo do movimento que tende à separação da temperatura divina.
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O Verbo ou a Palavra permanece em Deus e sai de si mesmo em uma divisão por meio da ciência; essa divisão deve ser compreendida a partir do desejo eterno no Verbo, que tem sua origem na Vontade eterna.
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No Verbo, essa ciência é Deus; na divisão e na concentração das potências, ela é o começo da natureza.
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É necessário observar que todos os efeitos necessários e inseparáveis do movimento — ou todas as sete qualidades da Natureza — são indissolúveis.
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Não há propriamente primeiro, segundo ou terceiro efeito; todos os sete efeitos formam um movimento momentâneo, instantâneo e simultâneo, como o do pensamento.
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A progressão numérica é usada apenas para tornar mais claro o sentido da progressão do movimento da Natureza em suas sete qualidades diferentes.
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Esses sete efeitos são totalmente espirituais na Natureza eterna e se tornam palpáveis e materiais apenas na Natureza temporal.
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A primeira qualidade, forma ou propriedade é acre, sendo a concentração ou atração de si mesma, que gera trevas, dureza, densidade, acridez, frio e toda essência ou realidade palpável.
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A concentração de si mesma sombreia a livre vontade, tornando-a turva e tenebrosa pela ciência ou desejo atrativo.
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No Grande Mistério, essa qualidade é a mãe de todos os sais e a raiz ou princípio da Natureza, sendo chamada de Sal.
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Trata-se de uma acridez espiritual, fonte da ira divina e também fonte da alegria e da felicidade perfeita na temperatura divina.
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A segunda forma ou qualidade do movimento da natureza na ciência ou desejo atrativo é o aguilhão, a vivacidade ou o agudo da sensibilidade, sendo a própria atração, de onde nascem a sensibilidade, a sensação e o sentimento.
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Quanto mais a acridez se imprime, mais o aguilhão da atração torna-se agudo, forte e vivo, como uma espécie de furor ou força perturbadora e destruidora.
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Sua divisão ocorre em uma sensação amarga, penosa, dolorosa e inquietante; em um começo da vontade contrária à da temperatura divina; em uma causa da vida espiritual e também do movimento.
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Essa qualidade é o pai ou princípio da vida mercurial nos vegetais e animais, causa da volatilidade dos sentidos e das alegrias na luz.
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É também causa das contrariedades repugnantes e inimigas na forte impressão da dureza, donde nascem a discórdia e a vontade própria.
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A terceira qualidade é a angústia, que nasce da contrariedade entre a acridez e a amargura do aguilhão, formando uma essência da sensação e sendo o começo da essência, da inteligência, a raiz do fogo e de toda pena e dor.
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A angústia é uma fome e sede de recuperar a liberdade da imensidade incompreensível.
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É uma manifestação da Vontade eterna na ciência, onde a Vontade se introduz em formas espirituais.
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É uma causa da morte ou o princípio da morte, donde não provém uma morte propriamente dita, mas antes o começo da vida da Natureza.
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É a fonte, raiz ou princípio onde Deus e a Natureza são distintos um do outro, sem que isso forme uma separação.
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Essas três primeiras formas ou qualidades da natureza — acridez, amargura do aguilhão e angústia — são os três primeiros efeitos na ciência ou no desejo da única Vontade eterna, que se chama Pai de todos os seres.
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Elas têm sua origem ou princípio na ciência da Trindade da Divindade.
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Não se deve imaginar que essas qualidades são Deus, mas sim que são sua manifestação operada por seu Verbo de potência.
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A acridez é o começo da manifestação da força e da potência, sendo de qualidade do Pai em seu Verbo.
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A amargura do aguilhão resiste à atração da acridez e é o começo da vida, tendo sua origem no princípio da qualidade do Filho no Verbo.
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Ela é a causa de todas as potências e divisões, bem como do som, da palavra, da inteligência e dos cinco sentidos.
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A angústia tem sua origem na qualidade do Espírito Santo no Verbo, sendo a causa dos dois fogos: o fogo da luz e do Amor divino e o fogo penoso e doloroso.
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É o princípio da vida encontrada pela criatura para a alegria e felicidade, assim como o princípio da morte para a dor.
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É também a raiz e princípio de toda vida da ciência ou do desejo da única Vontade eterna.
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Esses três primeiros efeitos ou qualidades do movimento da Natureza são chamados de sal, enxofre e mercúrio na vida eterna, conforme a coesão ou atração na criação.
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Nesse contexto, a vida espiritual é introduzida em uma natureza visível, material e palpável que cai sob os sentidos.
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Essa matéria está em todas as coisas: na vida e na carne dos animais e nos vegetais da terra, tanto espiritual quanto corporalmente.
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A invisibilidade, o mundo espiritual, introduziu-se em um ser visível e palpável por meio dessas três primeiras qualidades do movimento da Natureza, tanto espiritual quanto corporalmente.
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Toda a terra com todas as matérias, assim como os astros com os elementos, têm sua origem nesse processo.
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É preciso considerar todas as sete formas inseparáveis do movimento interior espiritual, que forma a essência e a vida de todo ser.
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A quarta forma ou qualidade da Natureza na ciência é o abrasamento do fogo, onde a luz e a treva se separam em princípios particulares, dando origem à luz e à vida eterna na sensibilidade e na pena dos três primeiros efeitos.
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A primeira Vontade eterna, que é Deus, concentra-se em si mesma para formar seu próprio assento pela e na geração da santa Trindade.
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Ela se introduz pela ciência na potência e pela potência no Verbo gerador e criador, que é uma voz ou som sensível e essencial.
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Em seguida, introduz-se no desejo para desenvolver a sensibilidade e a compreensibilidade dessas potências, ou seja, nos três primeiros efeitos do movimento.
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Quando a vontade se introduziu na angústia (começo da natureza), ela se concentra novamente em si mesma pelo desejo da liberdade, a fim de ficar livre da angústia.
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A Vontade eterna apreende em si a livre imensidade incompreensível, a temperatura da alegria divina da sabedoria.
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Dessa concentração nasce um grande esplendor, um relâmpago sutil na angústia, diante do qual a pena e a dor se espantam com a grande doçura.
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Desse processo, a vida contrária e venenosa da qual a Natureza tira sua origem.
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Nesse relâmpago ou clarão do fogo nasce a morte; a acridez se concentra em essência e forma uma água espiritual mercurial.
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Dessa água, pela impressão ou atração no começo da criação da terra, provieram os metais, as pedras, a água de mercúrio e de enxofre.
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Esse clarão ou relâmpago do fogo, nos três primeiros efeitos do movimento, forma a vida contrária, inimiga e terrível da ira divina, de onde provém o abrasamento do fogo ou a essência da pena.
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Segundo essa impressão tenebrosa, essa vida é chamada de inferno ou caverna, pois é uma vida penosa concentrada em si mesma.
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Essa caverna não é manifesta na luz, mas permanece a causa do abrasamento do fogo da luz, estando uma na outra como a noite no dia.
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O abrasamento do fogo ocorre por meio da conjunção dos três primeiros efeitos em uma concentração onde reinam o transtorno, a contrariedade e a cólera, em oposição à doce liberdade da essência na temperatura da eternidade.
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Assim como jogar água no fogo produz um clarão, o Amor entra na Cólera, modera-a e adoça-a.
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No Amor, o clarão é um começo do esplendor da luz, tornando-se o começo da alegria e da felicidade espiritual perfeita.
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A divisão ou separação das potências está encerrada nesse Amor, donde nascem as diferenças sentidas pelo paladar e olfato.
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A acridez atrai, imprime e devora; a amargura é o aguilhão da pena e da dor; a angústia que nasce é a morte e ao mesmo tempo a nova vida do fogo.
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A angústia é a mãe do enxofre; a essência do Amor dá uma essência de alívio ou adoçamento a essa mãe para formar uma nova vida.
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A luz é benfazeja e doce, enquanto o fogo é penoso e devorador; o princípio da luz provém da temperatura da Vontade eterna divina (único Amor), e o princípio do fogo provém da vontade dirigente no Verbo pela introdução nos três primeiros efeitos.
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O reino de Deus está encerrado na luz (reino do Amor); a força e a toda-potência divinas estão encerradas no fogo (vida espiritual da criatura).
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A morte, o inferno e a ira divina, bem como a vida da angústia e do movimento venenoso, estão encerrados nas trevas.
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O leitor não deve interpretar terrenamente o sentido sublime espiritual e sobrenatural; dão-se nomes terrestres ao celeste por analogia, já que o terrestre provém do celeste.
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O fundamento de todos os segredos está encerrado na natureza do movimento do abrasamento do fogo, cujo relâmpago é chamado de sal nitro na Natureza.
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O sal nitro é a raiz de todos os sais das potências, uma separação da Natureza onde o desejo atrai e se divide em uma infinidade de essências.
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O Espírito de Deus torna-se movente no abrasamento do fogo mágico interior, assim como o ar sai do fogo.
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É aí que o único verdadeiro elemento tem sua origem, elemento esse que se desenvolveu ou dividiu em quatro elementos no mundo exterior.
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A divisão ou separação ocorre no instante do relâmpago do fogo e da luz, onde o espírito se separa e se eleva na ciência ou no desejo do fogo das potências.
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A essência do Amor permanece no meio como centro do Espírito e dá um óleo (espiritualmente) no qual a luz vive e se alimenta.
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Dessa essência do fogo do Amor, elevam-se a quintessência, a água espiritual e a virtude do fogo e da luz com o Espírito, cujo nome é Virgem Sofia.
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Menciona-se a referência bíblica: IV Esdras XIV, 39 e seguintes.
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Conhecer essa água espiritual é salutar; ela é a verdadeira humildade, transmuda-se pela temperatura e é atraída pela luz.
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Ela é a alma da luz segundo o amor, enquanto o fogo (ou a alma do fogo) é o macho como qualidade do Pai.
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Nela estão encerradas as duas quintessências (macho e fêmea), os dois amores divinos na temperatura, que foram separados em Adão e reunidos em Cristo.
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A terceira separação do fogo provém da extinção do fogo pela essência dos três primeiros efeitos do movimento (espírito do enxofre, sal e mercúrio), formando o espírito da água.
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Dessa água material do mundo exterior, por obra dos três primeiros efeitos, produziram-se os metais, as pedras e a terra pela propriedade do sal nitro.
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As essências superiores da impressão da essência do Amor aparecem nos metais puros e nas pedras preciosas.
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O princípio do sal nitro é movido e desenvolvido pelo sol para fazer uma vida vegetativa, estando oculto por causa da maldição.
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A quarta separação entra nas trevas, onde todos os seres são postos em movimento e encerrados, como no mundo da luz e no mundo exterior terrestre.
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Esses seres do mundo das trevas dão, na fantasia, segundo suas diferentes qualidades e propriedades.
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Os fariseus não têm verdadeiro conhecimento do inferno, nem da fantasia, nem de sua qualidade e propósito.
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Fora de Deus não há nada, e o inferno está fora de Deus, em outro movimento, vida e luz natural.
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A quinta forma na ciência ou no desejo é o verdadeiro fogo da luz do Amor, separado do fogo penoso pela luz, no qual se concebe o Amor divino no ser.
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As potências se separam no clarão do fogo e se tornam desejosas, porém não na pena, mas na alegria e nas delícias da harmonia.
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Essas potências atraem a quintessência do fogo e da luz, a virgem Sofia, que é seu alimento, uma grande doçura e benignidade.
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O sentimento do prazer e do bom gosto se concentra em uma essência pelo desejo dos três primeiros efeitos, chamada corpo da quintessência, a essência divina e a corporalidade celeste do Cristo.
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João III, 13 (Cristo veio do céu e estava no céu).
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A quintessência é a virtude ou potência da palavra no Verbo, e a essência é a concentração onde a palavra do Verbo se torna essencial e sensível.
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A essência é a água espiritual da qual Cristo disse que daria de beber e que seria fonte da vida eterna.
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A quintessência transforma essa água em sangue espiritual, sendo sua alma; é o Pai e o Filho, de quem procede o Espírito Santo.
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A quinta forma ou qualidade da Natureza tem em si todas as potências e virtudes da Sabedoria divina, sendo o centro pelo qual Deus Pai se manifesta em seu Filho pelo Verbo falante.
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Ela é o caule da vegetação, da vida eterna e da criatura espiritual, um alimento da alma ardente do fogo e dos anjos.
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É a manifestação eterna da divindade trina, onde todas as qualidades e propriedades da Sabedoria divina qualificam e se movem juntas à maneira dos sentidos.
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É a potência ou virtude da glória divina que se espalhou na criação e se deu a todas as coisas criadas.
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A sexta forma na ciência é a palavra na potência divina, a língua divina, o som ou a voz das potências, de onde o Espírito Santo procede da potência concentrada no Amor.
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O homem é imagem de Deus, assim como sua voz ou palavra.
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Na potência divina, na temperatura e harmonia, há uma palavra atuante e sensível, compreendida nos cinco sentidos espirituais (visão, audição, olfato, paladar e tato espirituais).
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Essa operação é pronunciada pelo Espírito e forma uma voz, um som sensível espiritual, compreensível pela voz humana e das criaturas.
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Nessa sexta forma, concebe-se o verdadeiro conhecimento do sensorium: o espírito sai das diferentes qualidades e se reencontra na temperatura divina, tendo todas elas em si.
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Os sentidos têm origem na multiplicidade das propriedades infinitas fora do clarão do fogo, por isso têm dois centros: o Amor divino e a Cólera divina.
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Enquanto os sentidos permanecem na temperatura, são verdadeiros e puros; quando saem dela para a prova de si mesmos, o mentira é o resultado.
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A qualidade dominante julga as outras como falsas e introduz-se em seu próprio desejo dominante, onde se concebe a grande queda de Lúcifer e Adão.
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Adão foi colocado na temperatura com as qualidades da Natureza, mas sua ciência ou falso desejo dominante o levou à divisão dessas qualidades por meio da palavra sedutora de Satanás.
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A alma quis provar o sabor após a divisão da temperatura: os diferentes sabores do frio e quente, seco e úmido, duro e mole, acre e doce, amargo e azedo.
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Dessa degustação nasceu a fome ardente, e as formas de vida perderam o maná ou pão de Deus proveniente da essência do Amor.
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As qualidades tornaram-se contrárias entre si, concentrando-se numa grande fome, gerando a grosseria da carne e o desejo brutal.
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As qualidades divididas no espírito do mundo penetram no homem (frio e quente, aguilhão e angústia), originando as doenças no corpo e nos membros.
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Quando uma qualidade se eleva acima das outras e se torna dominante, ela faz uma vontade inimiga e contrária às outras, nascendo as doenças e a dor.
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A desarmonia apodera-se dos três primeiros efeitos do movimento da Natureza, gerando a Turba e abrindo a câmara da morte.
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A sétima forma na ciência ou no desejo é a essência concentrada de todas as potências na única Potência divina, onde o som, o Verbo falante, se concentra em essência formando uma espécie de ressonância.
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A quinta forma (concentração pelo Amor divino) é totalmente espiritual e a essência mais pura; a sétima é uma concentração, uma corporificação de todas as outras qualidades.
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Ela é chamada de toda a Natureza, ou o Verbo formado, pronunciado e proferido; é o céu divino interior não criado, encerrado na pré-geração essencial divina da temperatura.
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Esse céu chama-se Paraíso, uma essência verdejante e florida das potências divinas concentradas, a alma vegetativa.
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Quando Deus introduziu o mundo espiritual interior em um mundo e ser exterior segundo todas as qualidades, o mundo interior permaneceu no exterior; o exterior foi um ser criado, mas o interior permaneceu um ser gerador e criador.
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Vê-se o mundo exterior apenas por sua metade, pois perdeu-se o Paraíso (mundo interior) que, no estado de inocência de Adão, florescia pela terra ou mundo exterior.
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Os sete dias da criação com seus nomes tiveram origem nessas sete formas do movimento da Natureza, provenientes de um único nome que foi o começo do movimento do Grande Mistério.
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O sétimo dia é o dia de repouso, onde a vida operante e criadora ou geradora das seis qualidades descansa na temperatura do ser.
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Cristo é o verdadeiro homem criado em Adão; Adão caiu ao introduzir-se na diversidade dos seis dias de criação pela ciência ou desejo, desenvolvendo o movimento do mundo de trevas.
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Deus, por sua mais sublime quintessência (pelo santo nome Jesus), penetrou novamente no homem e o reintroduziu, em Jesus, no sábado eterno de seu repouso.
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Essas são as sete qualidades, formas, propriedades e efeitos inseparáveis do movimento da Natureza eterna e temporal, espiritual e corporal.
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Segundo a eternidade, são espirituais e de uma essência pura, clara, cristalina e transparente.
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Segundo o mundo criado exterior, estão na contrariedade e desarmonia do bem e do mal, a fim de que as potências interiores e espirituais se introduzam pelo desejo atrativo e contrário em diferentes formas, gerações e criações.
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Nenhuma criatura pode ser criada ou progênerada da temperatura divina porque ela é o único Deus, mas podem nascer dela imagens diversas do Verbo formado pelo movimento da ciência ou desejo da única Vontade eterna.
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