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Obra
VAN ENGEN, John (ORG.). Devotio moderna: basic writings. New York: Paulist Pr, 1988.
RESOLUÇÕES E INTENÇÕES, MAS NÃO VOTOS, ESCRITAS POR MESTRE GEERT EM NOME DO SENHOR
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O propósito declarado por Mestre Geert é ordenar a própria vida para a glória, honra e serviço de Deus e para a salvação da própria alma, sem colocar nenhum bem temporal à frente da salvação espiritual.
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Buscar a imitação de Deus de toda maneira consonante com o aprendizado, o discernimento, o próprio corpo e a própria posição social, que predispõem certas formas de imitação.
BUSCA DE GANHO
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Geert resolve não desejar mais nenhum cargo ou renda e, no futuro, não depositar esperança ou desejo em ganho temporal, reconhecendo que quanto mais se tem, mais se quer.
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Ele argumenta que, de acordo com a igreja primitiva, não são permitidos múltiplos benefícios e que, na morte, haveria arrependimento, como é dito comumente: “Ninguém morreu tendo vários benefícios sem se arrepender disso”.
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Considera que mais benefícios e bens acarretariam mais serviço, tornando a pessoa mais sobrecarregada, o que é contrário à liberdade de espírito, que é o princípio do bem da vida espiritual.
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Ele observa que as afeições se tornariam vinculadas a todo tipo de coisa e permaneceriam em cativeiro, infectando a alma, expulsando a paz do coração e a tranquilidade da mente.
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Geert afirma que a fome por mais deve ser cortada e, então, as posses devem ser reduzidas ao mínimo, pois Deus considera o coração e não a quantia, preferindo a viúva que deu duas pequenas moedas acima de todos os ricos.
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Ele já tem o suficiente para as necessidades comuns da vida e da dignidade, recusando-se a servir a cardeais ou eclesiásticos para ganhar benefícios ou bens temporais, pois tal serviço é propenso a muitas quedas e retrocessos.
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Geert reconhece que é frágil, está muito perto da morte e não sustentaria grandes banquetes, portanto não servirá a nenhum senhor temporal em busca de ganho e nunca servirá como astrólogo para nenhum senhor.
ASTROLOGIA
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É ordenado não praticar nenhuma das ciências proibidas para qualquer homem do mundo, porque essas coisas são, na maior parte, supersticiosas, suspeitas e proibidas.
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Deve-se remover tais superstições e curiosidades das mentes dos homens tanto quanto possível, preservando a própria tranquilidade de espírito, pureza e liberdade de vontade.
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Ele decide nunca fazer previsões para viagens, sangrias ou qualquer outra coisa, exceto talvez muito aproximadamente como sugerido pelo clima, pois tais previsões são proibidas nos decretos e pelos santos padres.
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Tudo o que for começado deve sê-lo em nome do Senhor, depositando a esperança nele para ser direcionado em todas as questões para o caminho da salvação, não depositando fé no destino ou nos orbes celestiais.
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Geert pergunta como seria útil saber se prosperaria em alguma jornada, já que frequentemente a ansiedade ou a tribulação são mais úteis, portanto ele se sujeitará à ordenação de Deus, pois é bendito o homem que espera em Deus: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”.
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Nenhum cristão com coração puro deve estar ansioso sobre o que comerá, muito menos sobre as estrelas e outras superstições, abandonando-se e comprometendo-se com Deus, sem fazer julgamentos para o futuro, preocupando-se apenas moderadamente com ele.
BUSCA DE APRENDIZADO E AVANÇO
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O homem é corrompido pelas honras, favores e especialmente pela ganância que move todos, tornando-se tão manchado e inflamado pelas artes lucrativas que sua retidão natural é esquecida e seus apetites infectados.
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Geert decide não gastar tempo com geometria, aritmética, retórica, dialética, gramática, poesia lírica, direito civil ou astrologia, pois Sêneca já reprovava todas essas coisas como algo que o homem bom deveria ver com olhar cauteloso.
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Considera tudo uma perda de tempo inútil, sem proveito para a vida, exceto a filosofia moral, que é a menos repreensível e frequentemente muito útil e benéfica tanto para si mesmo quanto para ensinar outros.
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Ele nota que os segredos da natureza não devem ser buscados estudiosamente, mas quando encontrados, deve-se louvar e glorificar a Deus por eles, para que o aprendizado natural se torne meritório.
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Ele decide nunca obter um diploma em medicina, direito civil ou direito canônico, pois a finalidade desses diplomas é apenas ganho, benefícios, vanglória vazia ou fama mundana.
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Geert decide não estudar nenhuma arte liberal, escrever nenhum livro, empreender nenhuma viagem ou trabalho, praticar nenhuma ciência aplicada para espalhar a própria fama ou renome, a fim de ganhar honra ou gratidão de quem quer que seja.
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Ele afirma que a glória, a renome e a fama vazias foram tão completamente repudiadas até mesmo por filósofos que alguém digno de louvor dificilmente as aceitaria, e todo louvor por uma obra feita para Deus deve ser renderizado ao Altíssimo.
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Bernardo ensina a não proferir uma única palavra para parecer religioso ou erudito, e Geert decide evitar e abominar toda disputa pública realizada apenas para obter um triunfo ou fazer uma boa aparência.
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Ele decide nunca disputar com qualquer pessoa em particular, a menos que um certo bem esteja em perspectiva e a pessoa queira ouvi-lo, ou a menos que algum mal exija argumentação rigorosa para atingir um bem.
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Ele nunca estudará para obter um diploma em teologia, nem se esforçará para isso, pois não busca ganho, benefícios ou fama, e pode ter o aprendizado tão bem sem o diploma.
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Geert enumera razões para evitar o diploma em teologia: é um assunto carnal, que o afastaria da salvação do próximo, da oração, da pureza da mente e da contemplação, além de exigir presença em muitas palestras vãs e entre uma multidão de homens.
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Ele não estudará direito civil ou medicina, a menos que possa fazer algo bom com eles, pois não são nada nutritivos em si mesmos, mas desviam a mente, embora possa olhar livros de direito ou medicina por amor à paz ou em uma instância necessária.
ATIVIDADE MUNDANA
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Geert decide não dar medicamentos duvidosos, ou qualquer medicamento quando a doença é desconhecida, a menos que prescreva um pouco em caso de grave necessidade, não intervindo de outra forma.
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Ele não dará conselhos nem intervirá em quaisquer controvérsias ou casos judiciais, a menos que seja um caso claro de calúnia, de uma pessoa muito necessitada, uma causa piedosa, a repressão de homens maus ou a elevação de pobres.
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Ele decide não fazer aparições perante quaisquer oficiais ou juízes espirituais em nome de amigo, parente ou qualquer outra pessoa, a menos que a absoluta necessidade da piedade o exija, e mesmo assim deve enviar outro procurador.
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Geert argumenta que a paz de espírito é perturbada se alguém for e se interpor na turbulência e na confusão, e que o camponês é bem-aventurado, como Virgílio diz, porque não vê as “leis de ferro e o tribunal insano”.
CONHECIMENTO ÚTIL
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Ele permitirá o estudo e entendimento dos ditos de Salomão (Eclesiastes e Eclesiástico) contidos nas leituras da Igreja, para orar no espírito e também na mente.
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Permite o estudo e entendimento do Saltério porque está contido na Igreja dos santos Padres, e cantará o Saltério no espírito e também na mente.
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Permite o estudo dos livros de Moisés, das histórias (Josué, Juízes e Reis), dos profetas e da exposição dos Padres sobre eles.
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Ele decide folhear os decretos para saber o que as antigas autoridades e a Igreja estabeleceram, apenas para folheá-los, para que a ignorância da lei não transforme a piedade em desobediência.
SOBRE A MISSA
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Geert resolve ouvir a missa lida até o fim todos os dias que puder, permanecendo na igreja nos dias de festa até que a celebração da missa seja completada.
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Ele observa que o canto, como se sabe por experiência, ajuda a natureza carnal em direção à devoção, e resolve sempre se levantar na leitura do Evangelho e permanecer em pé.
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Ele cita o decreto que decreta por autoridade apostólica que não se deve sentar, mas ficar em pé com uma reverência respeitosa na presença do Evangelho, que deve ser ouvido atentamente e adorado com fé.
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Geert considera que os atos corporais de veneração incluem: curvar-se, tirar os chapéus como é costume e curvar-se nas palavras Jesus e Maria.
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Quando o Evangelho é lido, a mente não deve substituir alguma outra oração ou direcionar sua atenção para alguma outra leitura, pois uma mente atenta a muitas coisas é menos atenta aos detalhes.
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Ele afirma que os exercícios exteriores visam induzir seus equivalentes mentais, sendo vãos se não houver correspondência, e meditar com a boca e a mente é muito mais do que com a boca e a cabeça sozinhas.
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Após a consagração do Sacramento, se não for possível ver a hóstia ou o cálice, deve-se permanecer com a cabeça descoberta, joelhos dobrados e costas curvadas, o que auxilia a devoção.
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Ele recomenda receber o Pax reverentemente e devotamente, porque se está em contato com o corpo do Senhor através da boca do sacerdote, preparando-se para recebê-lo como o corpo de Cristo.
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Após a comunhão, o desejo deve permanecer fixo e persistir interiormente por um longo tempo; se a mente começar a se distrair, deve-se direcionar para a paixão de Cristo.
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A partir do Sanctus Sanctus, deve-se preparar para ver o Sacramento, preparar-se para dele participar, pois naquele momento a presença de Cristo está em ação, auxiliando a fraqueza.
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Ele decide sempre se aproximar do sacerdote, conforme o decoro permitir, para ouvir a missa, ver o Sacramento e ficar em sua presença.
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Geert decide nunca aconselhar, dizer ou ajudar alguém (a menos que seja uma pessoa muito devota) a receber as ordens sagradas, por causa dos ensinamentos pertinentes ao ofício, da simonia que comumente se interpõe e do estado lastimável da Igreja.
SOBRE A ABSTINÊNCIA
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Ele decide manter os jejuns prescritos, nunca comer carne (com razões dadas na glosa marginal do Decreto), jejuar sempre no advento e na septuagésima, e jejuar diariamente, nunca se enchendo completamente, a menos que o frio o exija.
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Seguindo filósofos como Sêneca e Aristóteles, enquanto ainda há apetite, deve-se puxar a mão de volta, considerando quanto se comeria se pudesse tomar o quanto quisesse e então reter um pouco.
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Ao final da refeição ou com o último prato, deve-se considerar quanto se comeu e quanto se comeria se continuasse, e cortar a partir disso.
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Ele recomenda cuidado com mais de uma pêra cozida após a refeição, ou uma muito grande, ou três muito pequenas.
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Geert decide sempre comer à noite entre a quarta e a quinta hora, a menos que convidados, enfermidade ou outra coisa impeça, com base em doze razões relacionadas à digestão, consciência e qualidade do sono.
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Ele observa que um homem que come deseja mais comida do que um que jejua, e decide comer apenas uma vez ao dia da Exaltação da Santa Cruz até a Páscoa, prática dos cartuxos, cistercienses e outros.
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Ele permite comer duas vezes moderadamente em caso de frio extremo, mas ainda assim apenas uma vez, conforme o ensinamento de Hipócrates, dormindo uma hora ou meia a mais.
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Geert decide nunca beber vinho sem causa devida, enquanto for saudável, para não ir contra o ensinamento de Paulo, pois beber vinho é excessivo e muito caro.
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Ele decide nunca beber antes, depois ou durante uma refeição, a menos que exigido por doença ou causa razoável, e nunca beber durante ou após o trabalho até que o calor tenha diminuído.
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Deve haver uma hora determinada para ler as coisas escritas neste livro, pois elas ordenam sua posição social.
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Ele resolve em nome do Senhor jejuar sempre às quartas-feiras (pois Judas traiu o Senhor), aos sábados e às sextas-feiras (quando ele foi crucificado), a menos que doença ou causa razoável o impeça.
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Geert argumenta que quem se recusa a jejuar parece trair e crucificar Cristo com seus crucificadores, sem causa, e ele está vinculado a isso ainda mais porque é um clérigo, um dos eleitos do Senhor.
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Ele percebe que a saúde é melhor preservada e sua alma está melhor com Deus, devendo sempre render algo a Deus, independentemente de pequeno dano ao corpo.
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Ele adverte contra a alimentação gananciosa ou glutona, que vem de um amor desordenado pelo objeto, e tal apetite desordenado é manchado com desejo e vício, como diz Gregório em sua exposição sobre Jó: “Isso excita a tagarelice, ou melhor, inebria, aquece e desorienta”.
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A pressa na alimentação corta e sufoca todos os pensamentos de Deus, e um ato feito bem e com muita deliberação é melhor do que um aberrante feito com pouca.
CONDUTA GERAL
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Ao escrever, falar e agir, não se deve ter pressa, pois não se pode buscar a glória de Deus nessas coisas quando se é levado a elas com tanta força que toda a força é estendida.
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Aprende-se a esperar e a se conter da ação, não fazendo nenhum bem de tal maneira que se apresse para a desobediência.
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Em assuntos temporais (dinheiro, renda e livros), deve-se conduzir como um mordomo, sendo fiel e prudente, alocando uma porção frugal para roupas e comida, mais para os pobres e merecedores, e mais ainda para a salvação das almas.
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Nunca se deve dar nada a alguém que não esteja necessitado, porque se pode encontrar muitas pessoas empobrecidas; se der a alguém com mais do que suficiente, não dispensou fiel nem prudentemente quanto à própria salvação.
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Ao dar, não se deve tornar carnalmente inchado, e Geert decide não aceitar bens temporais de ninguém enquanto pessoas mais necessitadas puderem ser encontradas, pois não pedirá aos outros o que não deseja que eles façam.
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