PÉROLA EVANGÉLICA PREFÁCIO 2
Prefácio
Mas se com cuidado e vigilância eles atentassem interiormente aos instintos divinos, se renunciassem de bom coração, se revissem Deus sempre presente, e guardassem com todo cuidado e solicitude seu coração, aconteceria que não deixariam passar neles, não nem mesmo as menores deficiências sem as ver e conhecer. Eles não se deixariam tão facilmente deslizar aos prazeres sensuais, não aspirariam com tão grande desejo a pequenas consolações, não teriam tão grande cuidado e cura das coisas criadas. Finalmente tudo que fariam, seria por uma verdadeira devoção, ao invés de um árido e tépido costume. E depois tomariam da mão de Deus, tanto as coisas prósperas quanto as adversas, e não seriam tão subitamente atraídos a tantas diferentes afecções e perturbações em razão da diversidade de eventos das coisas, e não se tornariam tão instáveis, cúpidos, vãos, negligentes, amargos, adormecidos, levianos, dissolutos, pretensiosos, desconfiados e petulantes. Mas enfim, quão grande é a multidão das calamidades que lhes são reservadas no dia do juízo. Miseráveis que são, quão grandemente serão atormentados, sobrecarregados e confundidos, depois que nosso Senhor tiver iluminado a obscuridade das trevas e tiver manifestado os conselhos dos coração que preferencialmente foram atentos a eles mesmos, que a Deus seu Criador? Se tais espécies de pessoas conhecessem tão seja um pouco quão finalmente será grande o horror, quão grande e inestimável a dor que os apreenderá na hora da morte, — é maravilha se a moela mesma de seus ossos não viesse em seguida a se dessecar neles, é maravilha se dia e noite eles não se deplorassem eles mesmos.
