TROVÃO
: The Thunder, Perfect Mind; La Brontè
Simone Pétrement
2. O Trovão
- O Trovão não apresenta, segundo D. M. Parrott, nenhum traço claramente judaico, cristão ou gnóstico, mas os que conhecem o gnosticismo podem reconhecer nele traços gnósticos e cristãos modificados por um cristianismo gnóstico e sobretudo valentiniano.
- D. M. Parrott: estudioso que nega o caráter cristão, judaico ou gnóstico da obra
- Uma entidade feminina fala na obra definindo-se por uma série de paradoxos, de afirmações opostas e contraditórias, após dizer que foi enviada e que se deve ouvir suas palavras.
- “Eu sou a primeira e a última. / Eu sou a honrada e a desprezada. / Eu sou a prostituta e a santa. / Eu sou a esposa e a virgem. / Eu sou a mãe e a filha. / Eu sou os membros de minha mãe. / Eu sou a estéril / e muitos são seus filhos. / Eu sou aquela cujo casamento é grandioso / e não tomei marido…. / Eu sou a noiva e o noivo, / e é meu marido que me gerou. / Eu sou a mãe de meu pai / e a irmã de meu marido, / e ele é meu descendente.” — 13, 16-32
- “Por que, vós que me odieis, vós me amais, / e vós odiais os que me amam? / Vós que me negais, confessai-me, / e vós que me confessais, negai-me… / Vós que me conheceis, ignorai-me, / e os que não me conheceram, que me conheçam. / Pois eu sou o conhecimento e a ignorância. / Eu sou a vergonha e a audácia… / Eu sou a força e eu sou o medo. / Eu sou a guerra e a paz…” — 13, 16-32
- “Eu sou um estrangeiro e um cidadão. / Eu sou a substância e a que não tem substância…. / Os que estão próximos de mim me ignoraram, / e os que estão longe de mim são os que me conheceram. / No dia em que estou próxima de vós, vós estais longe, / e no dia em que estou longe de vós, eu estou próxima de vós. / Eu sou a que está abaixo, / e eles sobem até mim. / Eu sou o julgamento e a absolvição. / Eu, eu sou sem pecado, / e a raiz do pecado deriva de mim…. / Eu sou o conhecimento de meu nome. / Eu sou a que clama, / e eu escuto.” — 14, 15-32; 18, 25-19, 4; 19, 12-35
- Segundo Quispel essa entidade é a Sabedoria, pois ela mesma se declara assim, mas também pode ser o Espírito — geralmente figura feminina entre os gnósticos —, simultaneamente a Mãe suprema irrepreensível e a Sofia caída, e daí os paradoxos.
- Gilles Quispel: estudioso que identifica a entidade com a Sabedoria do Antigo Testamento e de Filon, de origem pré-cristã, pensando que a obra pode datar do primeiro século antes de Cristo
- Cf. 16, 3-5: “Pois eu sou a Sabedoria [sophia] dos Gregos, / e o Conhecimento [gnosis] dos Bárbaros”
- H. G. Bethge, em nome do Círculo de Estudos de Berlim: a obra não pode ser compreendida sem um mito de queda e salvação de Sofia por trás dessas afirmações contraditórias
- O Trovão tem o título “O Trovão, Mente Perfeita” — e a entidade se diz ser o Nous — cf. 18, 9: “Eu sou o Nous”
- Ela é também Logos e Silêncio — cf. 14, 19-13: “Eu sou o Silêncio… Eu sou a Voz… Eu sou a Palavra”
- Quispel recorre aos mitos de Inanna-Ishtar e Ísis para explicar os paradoxos da entidade, mas muitas afirmações de Sabedoria no Trovão implicam especulações sutis e sofisticadas que só se encontram entre os valentinianos e não podem ser explicadas por Ísis ou Ishtar.
- Inanna-Ishtar poderia ter dito “eu sou a prostituta e a santa” — e Epifânio conhecia uma tradição em que Ísis era uma prostituta em Tiro
- Ísis poderia ter dito “eu sou a irmã de meu marido”
- Mas nem Ísis nem Ishtar podem explicar: “eu sou a esposa e a virgem”, “eu sou a mãe e a filha”, “eu sou os membros de minha mãe”, “eu sou a noiva e o noivo”, “é meu marido que me gerou”, “eu sou a mãe de meu pai”, “meu marido é meu descendente”
- Essas declarações só se explicam pela consubstancialidade das pessoas divinas — ideia que os valentinianos foram talvez os primeiros cristãos a formular explicitamente
- “Eu sou a esposa e a virgem”: a Mãe suprema, Barbelo dos “setianos”, é o “Espírito virginal” e também associada a Deus como esposa
- “Eu sou a mãe e a filha”: identidade essencial do Espírito Santo com a Sofia caída
- “Eu sou os membros de minha mãe”: o Espírito é também a Igreja
- “Eu sou a noiva e o noivo”: Deus é também espírito — cf. João 4:24
- Entre os valentinianos Cristo às vezes aparece como primeiro marido e futuro marido da Sofia inferior e, por outro lado, separa-se dela como uma criança de sua mãe no momento em que ela se torna imperfeita
- A explicação dos paradoxos do Trovão encontra-se facilmente ao comparar a obra com a Protênoia Trimórfica — obra “setiana” abertamente cristã — e com a Origem do Mundo, não pela referência a mitos pré-cristãos judaicos.
- A Protênoia Trimórfica parece depender do Apócrifo de João, diretamente ou pelo Evangelho dos Egípcios
- A Origem do Mundo, segundo H.-G. Bethge, pode datar do fim do século III
- O Trovão tem vínculos diretos com a Origem do Mundo — nesta se encontra uma citação que parece provir de uma versão do Trovão ligeiramente diferente da conhecida
- O Trovão pertence portanto a um grupo de obras gnósticas todas abertamente cristãs, cujas mais próximas — a Protênoia Trimórfica e a Origem do Mundo — são tardias
- Pelo Apócrifo de João e pela Hipóstase dos Arcontes — da qual a Origem do Mundo parece depender — as obras relacionadas ao Trovão procedem do valentinianismo
- Um exame do texto do Trovão confirma os vínculos valentinianos e revela traços de conhecimento direto do Novo Testamento.
- O “Silêncio” valentiniano: “Eu sou o silêncio que é incompreensível” — 14, 9-10
- A “deficiência” valentiniana: “não me expulseis dentre os que estão desonrados” — 15, 13-14
- O “tálamo nupcial” valentiniano: “até que se tornem sóbrios e subam ao seu lugar de repouso” — 21, 27-28 — Koimeterion, o “quarto do leito”, é sinônimo de koiton, traduzido por “tálamo nupcial” por R. McL. Wilson e W. W. Isenberg no Evangelho de Filipe 84, 21 e 85, 21 e 33
- Em 20, 18-22 há uma citação do Evangelho de Tomé — provavelmente uma reelaboração valentiniana de um Evangelho judeu-cristão de origem cristã incontestável
- A alusão a Isaías 54:1 — cf. 13, 22-23: “Eu sou a estéril e muitos são seus filhos” — pode ser alusão mais direta a Paulo, Gálatas 4:27: “Alegra-te, ó estéril… pois os filhos da desolada são muito mais numerosos”
- “Eu sou a inculta e eles aprendem comigo” — 16, 27-29 — pode aludir à distinção paulina entre a sabedoria do mundo e a sabedoria de Deus em 1 Coríntios
- A “cobiça em aparência” — 19, 18-19 — pode ser expressão joanina: “o desejo dos olhos” — 1 João 2:16
- “Dai atenção então, vós ouvintes… e vós espíritos que ressurgistes dos mortos” — 21, 14-18 — evoca João 5:25: “vem a hora… em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus”
- “Direi seu nome” — 21, 11 — pode ecoar João 17:26: “fiz-lhes conhecer o teu nome”
- R. Unger: “não posso concordar com a tese proto-gnóstica e pré-cristã de Quispel, pois creio ter conseguido estabelecer a presença [no Trovão] de citações bíblicas [tiradas do Novo Testamento], e estou convencido de que outros exemplos poderiam ser acrescentados a esses”
Kuntzmann & Dubois
Uma personagem feminina, “Bronté” (ou “Trovão”, o Espírito perfeito, segundo o título), lança-se em monólogo que lembra as auto-apresentações da Sabedoria hipostasiada do Antigo Testamento (Pr 8) e mais amplamente as aretalogias de Ísis, nas quais a Deusa expõe na primeira pessoa as maravilhas nela reveladas. Nossa heroína se apresenta assim desde a primeira página (p. 13,1-14,1):
O Trovão, o Intelecto completo. Eu fui emitida pela Força e vim até aqueles que pensam em mim e fui encontrada entre aqueles que me procuram. Contemplai-me, vós, que pensais em mim, e vós, ouvintes, escutai-me! Vós, que me esperáveis, aco-lhei-me em vossa casa e não me tireis de vosso olhar. E que nem vossa voz nem vossos ouvidos me odeiem! Não sejais ignorantes em nenhum lugar e em nenhum momento a meu respeito. Guárdai-vos: não sejais ignorantes a meu respeito!
Pois eu sou a primeira e a última, eu sou a honrada e a desprezada, eu sou a prostituída e a venerável. Eu sou a mulher casada e a virgem, eu sou a mãe e a filha, eu sou os membros de minha mãe. Eu sou a estéril e aquela que tem inúmeros filhos, eu sou a mulher de numerosos casamentos e aquela que não teve marido. Eu sou a parturiente e aquela que não dá à luz; eu sou o alívio de minhas próprias dores (de parturiente), eu sou a noiva e o noivo e foi meu marido que me gerou.
Eu sou a mãe de meu Pai e a irmã de meu marido. E ele é a minha descendência. Eu sou a escrava daquele que me preparou e sou a senhora de minha descendência.
Seu auto-retrato é construído com base em interpelações e alertas como este:
Vós, que me odiais, por que me amais? E por que odiais aqueles que me amam? Vós, que me negais, reconhecei-me! E vós, que me reconheceis, negai-me! Vós, que dizeis verdades sobre mim, menti a meu respeito. E vós, que mentis a meu respeito, dizei a verdade sobre mim. Vós, que me conheceis, ignorai-me! E que aqueles que não me conheceram possam me conhecer! (p. 14,15-25).
É sobretudo o aspecto antitético e paradoxal dessa litania que chama a atenção:
Eu sou a captada e a inapreensível. Eu sou a união e a dissolução. Eu sou a parada e a partida. Eu sou a descida e a subida até mim. Eu sou o julgamento e a absolvição. Eu sou sem pecado e a raiz do pecado está em mim. Eu sou o desejo do olhar e é em mim que está o domínio do coração. Eu sou a audição perceptível de todo o mundo e o discurso que ninguém pode captar. Eu sou muda que não fala e abundante é meu fluxo de palavras (p. 19,9-25).
Esse tipo de enunciado baseia-se na afirmação de extremos para expressar a totalidade insondável do ser. Quanto ao conteúdo em si mesmo, é difícil avaliar com exatidão as contribuições judaicas, cristãs ou gnósticas que ressoam no texto. A Divindade que monologa neste texto é metamorfose gnóstica da Sabedoria judaica. O nome Bronté é aparentado ao mandeu Namrus, a “mãe da terra”, por sua vez aparentado ao demônio primordial feminino Nebroel ou Namreal do maniqueísmo, que, por seu turno, talvez remeta ao Nimrod bíblico (Gn 10,8-9). Filon utiliza essa figura bíblica como símbolo da alma que caiu sob o poder das paixões. O título, portanto, nada diz sobre o conteúdo do tratado. Em contrapartida, parece mais certa a proximidade com Sofia decaída.
Paul-Hubert Poirier
MEYER, Marvin W. The Nag Hammadi Scriptures: The Revised and Updated Translation of Sacred Gnostic Texts Complete in One Volume. London: HarperCollins Publishers, 2009.
- O tratado intitulado Trovão — ou Trovão, Mente Perfeita — é uma espécie de anomalia na biblioteca de Nag Hammadi: não pertence a nenhum dos gêneros literários atestados na coleção, não apresenta nenhuma entidade gnóstica conhecida e não tem quadro narrativo nem didático; os textos de Nag Hammadi que mais se lhe assemelham são as Três Formas do Primeiro Pensamento — XIII,1 — e o hino do Salvador — Providência ou Pronoia — ao final da versão mais longa do Livro Secreto de João — II, 30–31.
- O Trovão assume a forma de um discurso composto em sua maioria de autopredições na primeira pessoa do singular — copta anok pe/te, grego egô eimi — entremeadas de exortações e reprovações dirigidas a um público não identificado; o falante permanece sem nome, mas muitos traços no texto mostram que a pessoa ou entidade que fala é um ser feminino
- O gênero do Trovão deve ser definido segundo a declaração de abertura do falante: “Fui enviada do poder e vim àqueles que contemplam e sou encontrada entre os que me buscam” — 13, 2–5 —, que evoca o tipo de discurso pelo qual, nas sociedades antigas, um enviado ou embaixador se apresentaria, nomearia seu remetente e declararia suas qualificações; o Evangelho de João fornece bons exemplos dessas declarações — cf. João 7,28–29; 8,14–18; 8,42
- O texto apresenta alguma organização: abre com um prólogo — 13, 2–15 — em que o falante se identifica e convida seus ouvintes a prestar atenção à sua mensagem, e fecha com uma exortação final a ouvir e aprender suas palavras para viver e não morrer novamente — 20, 26–21, 32; entre esses limites, o texto é composto de seções mais ou menos organizadas, cuja característica mais marcante é o uso constante de afirmações contraditórias.
- A entidade feminina que fala apresenta-se como “a primeira e a última” — 13, 15–16 —, a única que existe e não tem quem a julgue — 21, 18–20 —; ela transcende e abole todos os tipos de relações e dependências, sejam familiares, conjugais ou domésticas: “Sou <a mãe> e a filha. Sou os membros de minha mãe… Sou a mãe de meu pai e a irmã de meu marido, e ele é meu descendente” — 13, 20–32
- O falante reivindica dois modos de existência caracterizados pelo paradoxo e pela contradição: é simultaneamente “honrada” e “desprezada” — 13, 17 —, “prostituta” e “santa” — 13, 18 —, “desprezada” e “professada” — 16, 29–31 —, “tola” e “sábia” — 15, 29–30
- A falante do Trovão tem uma identidade étnica precisa: “sou uma bárbara entre bárbaros” — 16, 2–3 —; embora seja “aquela cuja imagem é grande no Egito e que não tem imagem entre os bárbaros” — 16, 6–9 —, chamada de “morte” e “sem lei”, “sem deus” e “sem instrução” — 16, 12–15.24 —, é na realidade vida e lei, e os muitos deuses dos gregos manifestam sua presença.
- Todas essas afirmações contraditórias são mais bem explicadas se se formula a hipótese de que a referência aos “bárbaros” é uma designação críptica dos judeus, e a falante feminina do tratado é uma metamorfose da Sabedoria judaica ou Sofia
- Como a Sabedoria, a falante do Trovão é uma figura feminina que profere um discurso em primeira pessoa composto de autopredições; como Sofia, assemelha-se a uma entidade divina, segunda apenas em relação ao primeiro princípio, ao qual ela sozinha fornece acesso — cf. Provérbios 8,22; mas ao mesmo tempo exibe traços que a tradição bíblica sapiencial atribui ao oposto de Sofia — a Tolice, a “mulher tola” de Provérbios 9,13–18, retratada como cortesã e prostituta.
- A declaração contraditória de ser “sem instrução” — 16, 27–29 —, entre muitas outras, é mais bem explicada se o falante for visto como uma reinterpretação drástica da Sabedoria judaica; há na tradição sapiencial bíblica elementos que antecipam o retrato paradoxal do falante: a Sabedoria sabe como caminhar “por caminhos tortuosos” e atormentar seus ouvintes por sua disciplina para testá-los — Eclesiástico 4,17
- A melhor ilustração do falante do Trovão como radicalização universalista da Sabedoria bíblica é talvez a Sabedoria Simoniana das Pseudo-Clementinas: “um ser omnipotente, por cuja causa gregos e bárbaros lutaram, tendo diante de seus olhos apenas uma imagem da verdade, enquanto ela estava com o Deus Supremo” — Homilia 2.25.2
- Embora o Trovão seja devedor da tradição judaica de sabedoria, há indicações no texto que sugerem outros contextos — gnóstico, isíaco ou filosófico; há uma seção do tratado — 13, 19–14, 9: “Sou a esposa e a virgem…e o que quer que ele deseje acontece a mim” — com paralelos claros em dois tratados de Nag Hammadi: Sobre a Origem do Mundo — 114, 7–15 — e a Natureza dos Governantes — 89, 16–17 —, tão próximos que se deve supor dependência mútua ou fonte comum.
- O Trovão mostra paralelos óbvios com textos ou doutrinas gnósticas, sugerindo que poderia ter sido composto em um milieu familiarizado com ideias gnósticas
- O Trovão compartilha muitos traços com as aretalogias de Ísis — uma persona feminina, as autopredições e uma idêntica reivindicação de reconhecimento universal —, mas há diferenças irredutíveis: as aretalogias transmitem apenas a parte positiva das oposições do Trovão, enquanto a Ísis helenística é univocamente sagrada e irrepreensível
- Muitos elementos do Trovão apontam para um modelo filosófico amplamente usado nos séculos II e III para descrever os primeiros princípios metafísicos — especialmente o segundo princípio, visto como uma Mente autogenerativa, como a “Mente Perfeita” do presente tratado; embora o Trovão não seja um tratado filosófico, o estilo “profético” reflete o tipo de Platonismo conhecido de Porfírio e Jâmblico
- O tratado Trovão, Mente Perfeita é uma tradução copta sahídica de um original grego de outro modo perdido; o Trovão provém muito provavelmente de um milieu caracterizado pelo proselitismo e marcado pelo apocaliptismo e uma orientação escatológica.
- O epílogo anuncia o cumprimento das “palavras” e “textos” — 21, 12–13 — e promete aos ouvintes um “lugar de repouso” onde encontrarão vida após a morte
- O estilo do tratado pode ser comparado ao que o filósofo pagão Celso denomina “o tipo mais perfeito de profecia entre as pessoas da Fenícia e da Palestina”: um enviado divino que chama à conversão e afirma trazer a salvação — cf. Orígenes, Contra Celso 7.9
- Esse milieu profético do Trovão deve ter sido judaico ou pelo menos afim ao judaísmo; o caráter peculiar da forma e do conteúdo sugere um milieu judaico ou judaizante marginal — aberto à diversidade literária e doutrinal exemplificada pelo Códice VI, com seus escritos herméticos, apócrifos e gnósticos
- Quanto ao lugar e à data de composição, a menção do Egito em Trovão 16, 7 aponta para um milieu egípcio — talvez Alexandria —; a comparação com Celso sugere que o original grego do Trovão pode ter sido composto por volta do final do segundo século ou início do terceiro
