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PALMEIRA DE DÉBORA

CORDOVÉRO, Moïse. Le Palmier de Débora. Edição, tradução e comentário de Charles Mopsik. Lagrasse: Verdier, 1985.

Prefácio

  • O ensinamento conhecido por seus adeptos como a sabedoria da verdade possui no livro em questão uma introdução voltada aos interessados na cabala.
    • O livro não se caracteriza como um resumo ou uma exposição de cunho didático.
  • A introdução ideal a um pensamento deve apresentar seus elementos integrando as implicações existenciais, a profundidade especulativa e a elevação espiritual.
    • A obra A Palmeira de Débora oferece essa modalidade de iniciação ao leitor.
    • O livro não constitui um texto simples ou um tratado de divulgação popular, residindo sua força iniciática justamente em sua densidade.
  • A obra escrita no século XVI reflete e transforma toda a tradição rabínica, concentrando a totalidade da cabala e o pensamento de seu autor.
    • Rabbi Moïse Cordovéro, ou Moché Cordovéro, autor do texto, é classificado como um dos escritores mais produtivos de todos os tempos.
  • Notas explicativas foram incorporadas à tradução para indicar de forma parcial a riqueza presente no texto original.
    • As notas buscam demonstrar que A Palmeira de Débora é parte indissociável da vasta produção escrita de seu autor.
    • O autor é frequentemente designado pelas iniciais Remaq, que correspondem a rabbi Moché Cordovéro.
    • A compreensão adequada do livro depende da correlação direta com o conjunto da obra de Remaq.
    • O livro é frequentemente considerado de forma errônea como um escrito menor do cabalista, embora constitua uma de suas obras principais.
    • O texto dialoga diretamente com o leitor e o convida a partilhar de seu percurso.
  • O convite para a transformação pessoal e para o aperfeiçoamento das condutas em relação ao próximo visa a semelhança autêntica com a divindade através da linguagem dos cabalistas.
    • A linguagem cabalística direciona-se à sensibilidade por meio de interpelações à inteligência humana.
  • A ausência prévia de investigações ou de traduções da produção de rabbi Moïse Cordovéro na língua francesa motivou a elaboração de uma introdução geral sobre sua trajetória e seus escritos.
    • A introdução proposta não substitui um exame exaustivo sobre a matéria.
    • O texto em língua hebraica que serviu de base para a tradução foi reproduzido integralmente, sofrendo alterações unicamente em virtude de correções tipográficas ou retificações de citações errôneas.
  • A formulação do pensamento de Cordovéro estruturou-se como uma justificativa para a própria existência e sua recuperação exige a reconstrução de sua unidade sob a mesma perspectiva original.
    • A frase mencionada adapta um enunciado de Jean Trouillard.
    • O enunciado original consta na página 12 do prefácio à tradução da obra Elementos de Teologia de Proclos, publicada por Aubier-Montaigne em Paris no ano de 1965.
  • O acesso à dimensão verdadeira de uma razão de viver encontra na tradição viva o caminho mais seguro para atingir a unidade germinal de um pensamento através do tempo.
    • A afirmação reproduz o posicionamento de Jean Trouillard na página 13 da obra citada.
    • O documento escrito constitui sempre uma tradução parcial e ambígua que necessita do amparo do esforço e da intenção do espírito.
  • O esforço e a intenção direcionados ao texto recebem o nome de estudo no interior da tradição judaica.
    • A prática do estudo representa o caminho indicado para o aprofundamento em todas as direções propostas pelo livro.
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