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BARBELO

Entidade feminina que em certos sistemas gnósticos assume as funções de Sophia. (trad. Antonio Carneiro)

Escolas Gnósticas — Barbelognósticos

Entidade feminina que encarna os atributos de Sophia, mãe, virgem, prostituta, paredra do Grande Deus; Espírito primordial, próximo do Deus supremo, frequentemente apresentado como andrógino.

Francisco García Bazán

O nome “Barbelo” aparece tanto nos textos que estamos examinando, no âmbito do Pleroma, quanto em textos posteriores como sinônimo de Sofia (cf. Panarion 25,2 ss., conforme já mencionado na nota 37), entre os “adeptos da Mãe” e no hermetismo. Cf. L.S.G.E., p. 66, n. 43 e Leisegang, Gnose, p. 129. O significado da palavra, derivando-a de uma abreviação do siríaco barbá 'eló (primitivamente be-arba-Eloha, ver FLUSSER, D., em Enc. Judaica, Vol. 7, artigo “Gnosticism”), ou seja, “Deus em quatro”, isto é, o Pensamento implícito da divindade na medida em que contém em si mesmo sua explicitação como tétrada superior (Pensamento, Pré-conhecimento, Incorruptibilidade e Vida Eterna) que, como se verá, é simultaneamente Ogdóada, parece-nos correto. TEODORETO corrobora o afirmado ao nos dizer que essas seitas costumavam usar termos hebraicos (Haer. Fab. Comp. XIII). A nota de HARVEY (Adv. Haer. I, p. 221, n. 2), com mais de um século de redação, continua sendo a mais útil.

Marvin Meyer

A mãe divina e a primeira emanação do pai de todos nos textos sethianos. Ela também é descrita como a presciência do espírito invisível, e recebe o apelido “humano”. O nome Barbelo pode muito bem derivar do hebraico. Uma tradução possível é “Deus em quatro”, com referência ao tetragrama, o nome inefável de quatro letras de Deus.

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