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CRISTOLOGIA
Hermas. Le Pasteur. Tr. Robert Joly. Paris:Cerf, 1958
- A cristologia de Hermas é considerada obscura e os esforços do século XIX para salvar sua ortodoxia foram abandonados, sendo os estudos mais sérios sobre o tema os de J. Lebreton e M. Dibelius.
- A principal fonte para extrair a cristologia de Hermas é a Parábola V, mas é necessário cautela na interpretação, pois o gênero parabólico não deve ser pressionado demasiadamente sob pena de se chegar a absurdos teológicos.
- Na visão de Hermas, o Filho de Deus é identificado com o Espírito, que se encarnou e criou toda a criação, diferentemente de Justino Mártir, que menciona o Verbo, o que indica que Hermas não conhecia a distinção entre o Filho e o Espírito Santo.
- A encarnação do Espírito na carne é entendida como uma coabitação que permite ao Filho realizar a obra de remissão dos pecados, mas essa mesma carne, por ter cooperado com o Espírito, foi adotada como filho e recompensada com a participação na herança.
- A Similitude IX está em pleno acordo com as explicações anteriores e não traz novidades, afirmando o Filho como o mestre da Igreja, cuja mediação é necessária e universal, o que desenvolve ideias já expressas anteriormente.
- A cristologia de Hermas não provocou protestos nos séculos seguintes porque a atenção dos Padres da Igreja sempre se concentrou no seu aspecto moral, e não teológico, uma vez que Hermas se apresenta como moralista e a interpretação moral das parábolas precede a teológica.
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