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Dionísio o Areopagita — Hierarquia Celestial

Caput 1. Ao Meu Compresbitero Timóteo

  • Toda iluminação divina, ao ir amorosamente ao encontro dos objetos de sua providência sob formas variadas, permanece simples e ao mesmo tempo unifica as coisas iluminadas.
  • Toda procissão de luz iluminante procedente do Pai visita os seres como dom de bondade e os restaura gradualmente como poder unificante, voltando-os à unidade do Pai condutor e a uma simplicidade deificante.
    • A citação da Palavra Sagrada é: “Todo dom bom e todo dom perfeito vêm do alto e descem do Pai das Luzes”
    • A citação complementar é: “Pois tudo é dEle e para Ele, como disse a Palavra Sagrada”
  • Invocando Jesus — a Luz Paternal, Real e Verdadeira — aspira-se, na medida do alcançável, às iluminações transmitidas pelos pais nos santíssimos Oráculos, e contempla-se, na medida do possível, as Hierarquias das Mentes Celestiais por eles simbolicamente manifestadas para instrução.
    • A citação invocatória de Jesus é: “que ilumina todo homem que vem ao mundo” e “por quem temos o acesso ao Pai, Fonte de Luz”
    • Ao se receber com olhos mentais imateriais e inabaláveis o dom de Luz primal e superprimal do supremamente divino Pai — que manifesta as mais bem-aventuradas Hierarquias dos Anjos em tipos e símbolos — eleva-se daí ao seu esplendor simples
    • A Luz divina nunca perde sua própria unicidade interior, mas ao multiplicar-se e ir ao exterior, como convém à sua bondade, para uma mistura elevante e unificante dos objetos de seu cuidado, permanece firme e solitariamente centrada em si mesma em sua imutabilidade; e eleva, segundo a capacidade de cada um, os que legitimamente aspiram a ela, tornando-os uno à semelhança de sua própria Unidade unificante
    • O supremamente divino Raio só pode iluminar os seres humanos na medida em que é envolvido, para fins de instrução, em véus sagrados variegados e disposto natural e apropriadamente para os seres que somos, pela providência paternal
  • A Instituição Divina dos Ritos sagrados, julgando digna de si a imitação supramundana das Hierarquias Celestiais, retratou as imateriais Hierarquias em figuras materiais e composições corpóreas a fim de que os seres humanos sejam conduzidos, na medida de sua capacidade, das imagens santíssimas às instruções e similitudes sem símbolo e sem tipo, transmitindo assim a santíssima Hierarquia.
    • A mente humana não pode ser elevada à representação imaterial e à contemplação das Hierarquias Celestiais sem o uso da orientação material adequada a si mesma
    • As belezas visíveis são reflexos da comelidade invisível; os odores doces dos sentidos são emblemas da distribuição espiritual; as luzes materiais são semelhança do dom do esclarecimento imaterial; as detalhadas instruções sagradas são semelhança do banquete de contemplação interior à mente; os graus das ordens aqui são semelhança do hábito harmonioso e regulado em relação às coisas divinas; e a recepção da santíssima Eucaristia é semelhança da participação em Jesus
    • Para essa nossa deificação proporcionada, a Fonte filantrópica dos mistérios sagrados, ao manifestar as Hierarquias Celestiais e ao constituir a Hierarquia humana como co-ministrante com elas pela imitação da sacerdotidade deiforme dessas Hierarquias, descreveu sob semelhança sensível as Mentes supercelestes nas composições inspiradas dos Oráculos, a fim de conduzir os seres humanos do sensível ao inteligível e dos símbolos inspirados às simples sublimidades das Hierarquias Celestiais
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