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Gálatas
PAGELS, Elaine H. The gnostic Paul: gnostic exegesis of the Pauline letters. 1st paperback ed ed. Philadelphia: Trinity Press International, 1992.
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DISTINÇÃO ENTRE O ENSINO PNEUMÁTICO DE PAULO E A PREGAÇÃO PSÍQUICA DOS DEMAIS APÓSTOLOS (Gálatas 1:1-5)
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Paulo tenciona distinguir seu próprio ensino pneumático do evangelho da mera pregação psíquica dos outros apóstolos, como afirmam os exegetas valentinianos.
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Inferem de Gálatas 1:1 que Paulo contrasta a comissão que os outros apóstolos recebem “dos homens e por meio do homem” com aquela que ele mesmo recebe de “Deus Pai”.
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O Pai é identificado como aquele que recebe “glória entre os eons dos eons”, pois ele “nomeia claramente os eons” em sua ordem plerômica, e deseja “nos livrar do presente eon mau” governado pelo demiurgo.
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O “OUTRO EVANGELHO” PREGADO PELOS DEMAIS APÓSTOLOS (Gálatas 1:6-8)
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Os valentinianos afirmam que os outros apóstolos — incluindo Pedro e Lucas — pregaram outro evangelho, até mesmo outro deus, diferente do proclamado por Paulo.
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Paulo adverte que qualquer um que pregue algo diferente do que ele mesmo pregou, mesmo que esse “outro” seja um “anjo do céu” (o próprio demiurgo), seja “anátema”.
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A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO A PAULO, NÃO RECEBIDA DE HOMENS (Gálatas 1:11-17)
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Paulo diz que uma vez pregou “o que também recebeu” em comum com os outros apóstolos, mas aqui divulga “o que não recebi de homens”.
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De todos os apóstolos, Paulo “sozinho conheceu a verdade, pois a ele o mistério foi revelado por revelação”, admitindo que ele mesmo, como os outros, era anteriormente ignorante do Pai e fora ensinado “no judaísmo”.
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A RELAÇÃO DE PAULO COM OS APÓSTOLOS ANTERIORES A ELE (Gálatas 2:1-5)
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Paulo esclarece sua relação com os apóstolos “antes dele” — aqueles que pregam a versão psíquica do evangelho — enfatizando sua independência deles ao declarar que os visitou apenas após quatorze anos, acompanhado por Barnabás e Tito (um “grego”, isto é, pneumático como ele), e que foi “por revelação”.
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Paulo sabe que a privacidade é a pré-condição essencial para comunicar o evangelho pneumático, e declara que não cedeu em submissão aos “falsos irmãos” psíquicos que queriam “escravizar” seus irmãos pneumáticos, nem por um momento.
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Irineu e Tertuliano, tentando refutar a exegese “herética”, seguem uma variante rara que omite a negativa para ler “por um tempo cedemos à sujeição”, baseando-se nisso para afirmar que Paulo se submeteu à autoridade dos apóstolos de Jerusalém.
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O RECONHECIMENTO DA MISSÃO DE PAULO PELOS LÍDERES PSÍQUICOS (Gálatas 2:6-10)
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Os valentinianos inferem desta passagem que até os líderes da comunidade psíquica reconheceram que Paulo foi enviado para proclamar a gnosis perfeita, recebida através da graça, aos “gentios” eleitos.
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Pedro, “carente da gnosis perfeita”, permaneceu ele mesmo “ignorante” e “imperfeito” (não iniciado), sendo enviado como apóstolo “aos judeus” do demiurgo (o “deus dos judeus”) para pregar a mensagem kerigmática de “Jesus”.
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Embora o contraste entre o evangelho pneumático de Paulo e a pregação psíquica de Pedro continue sendo uma premissa fundamental, os valentinianos aparentemente reconhecem que o mesmo Deus energiza ambos os tipos de pregação, e que os psíquicos podem finalmente chegar à gnosis perfeita e conhecer o verdadeiro Pai.
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A CONFRONTAÇÃO DE PAULO COM PEDRO EM ANTIOQUIA (Gálatas 2:11-16)
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Paulo explica seu confronto com Pedro, que quando se aventurou em território gentio, por um tempo desconsiderou os escrúpulos morais que caracterizam os psíquicos, mas na presença de certos psíquicos tentou compelir até mesmo alguns dos “gentios” pneumáticos a “agir como judeus”.
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Os apóstolos psíquicos, estando “ainda sob a influência das opiniões judaicas”, ainda observam a “lei de Moisés” em obediência ao demiurgo.
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MORTE PARA A LEI E VIDA PARA DEUS ATRAVÉS DA CRUZ (Gálatas 2:19-21)
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O leitor iniciado poderia ver aqui a afirmação de Paulo de que ele “morreu” para a lei, tendo sido redimido do cosmos e de seu governante demiurgo, pois a crucificação simboliza o processo de separação descrito em Gálatas 6:14 (“o cosmos foi crucificado para mim, e eu para o cosmos”).
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Exegetas valentinianos explicam que o que nele era hílico foi consumido, e o que é psíquico foi purificado, e ele agora “vive” pneumaticamente ou, antes, Cristo vive “nele”.
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Em vez de rejeitar a “graça”, ele rejeita a “justiça pela lei” na qual os psíquicos colocam sua esperança.
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A “LOUCURA” DOS GÁLATAS E A RECEPÇÃO DO ESPÍRITO (Gálatas 3:1-5)
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Paulo castiga os “tolas”, isto é, na terminologia gnóstica, os psíquicos que rejeitam o evangelho pneumático por uma versão inferior dele.
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Basilides diz que aqueles que confessam Jesus como o crucificado ainda estão escravizados ao “Deus dos judeus”; os Naassenos dizem que tais pessoas foram “enfeitiçadas” pelo demiurgo.
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ABRAÃO COMO EXEMPLO DE FÉ PARA OS PSÍQUICOS (Gálatas 3:6-11)
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O leitor iniciado reconheceria que a referência de Paulo a Abraão não deve ser tomada mais literalmente do que suas referências anteriores aos judeus, pois “Abraão” significa o demiurgo e os “filhos de Abraão” são os psíquicos.
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Caracterizado como Abraão, o demiurgo exemplifica a fé em Deus, e apenas aqueles da criação psíquica que compartilham sua fé são abençoados juntamente com ele, homens e anjos igualmente.
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Aqueles que rejeitam sua fé “em Deus” são consignados às trevas exteriores, e Paulo diz que “é claro que pela lei ninguém é justo diante de Deus” — pela lei alguém só pode ser justificado diante do demiurgo.
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CRISTO SE TORNANDO MALDIÇÃO PARA REDIMIR OS PSÍQUICOS (Gálatas 3:13-14)
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O que é “maldito” é o corpo carnal, que envolve a humanidade na maldição sobre a materialidade, e a crucificação significa a entrega do corpo material à destruição, enquanto simultaneamente o homem interior é libertado para a reunião com Deus.
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Heracleon explica que o salvador se revela primeiro aos eleitos; eles, por sua vez, o proclamam aos psíquicos, “pois através do espírito (o eleito pneumático) e pelo espírito a alma (o psíquico) é conduzida ao salvador”.
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A SINGULARIDADE DA SEMENTE QUE RECEBE A PROMESSA (Gálatas 3:15-18)
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Paulo enfatiza aqui a singularidade da semente que recebeu a promessa de Deus, que não foi dada “a muitos” (o que para o iniciado poderia sugerir “os muitos psíquicos”), mas especificamente “a um”, isto é, à “natureza eleita, de forma única e unificada”.
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Que esta “única semente” é “Cristo” pode ser interpretado como indicando que Cristo e os eleitos são essencialmente um.
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A FUNÇÃO DA LEI COMO INSTRUTORA ATÉ A VINDA DA SEMENTE (Gálatas 3:19-20)
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Paulo revela que a lei foi dada “por causa das transgressões”, como uma provisão “até que viesse a semente”, e Heracleon interpreta isso em referência à semente pneumática, que foi semeada e criada através da mediação dos anjos do demiurgo.
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Outro valentiniano concorda, citando 3:19 para mostrar que “a semente foi semeada imperceptivelmente em Adão por Sophia” por meio dos anjos do demiurgo.
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O mediador — aparentemente o demiurgo — “não é de um”, assim como Deus Pai “é um”.
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A LIBERTAÇÃO DOS ELEITOS DA TUTELA DA LEI DO DEMIURGO (Gálatas 3:23-28)
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O leitor iniciado poderia ver em 3:23-25 a declaração de Paulo da libertação dos eleitos — como “filhos de Deus” — das restrições e tutela da lei do demiurgo.
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Um mestre valentiniano descreve como aqueles “batizados em Deus” no nome do Pai, Filho e espírito santo “renascem” e “tornam-se mais altos do que todos os outros poderes”.
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Aqueles que ainda se identificam em termos de distinções raciais e sociais (como judeus, gregos, escravos ou livres) ainda não são verdadeiramente cristãos.
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AS DUAS FILIAÇÕES DISTINTAS: POR NATUREZA E POR ADOÇÃO (Gálatas 4:1-7)
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Paulo revela duas “filiações” distintas: o pneumático, nascido como “filho de Deus”, desenvolve-se naturalmente em direção ao seu status maduro como “filho de Deus”, enquanto o psíquico, por outro lado, é “sem pai”, mas pode “obter um pai e uma mãe” e tornar-se “filho de Deus” por adoção.
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O apóstolo sugere que enquanto o filho de Deus, o pneumático, permanece “imaturo”, sua situação é idêntica à do “escravo” psíquico, permanecendo sujeito aos poderes cósmicos até que o Pai reconheça sua maturidade.
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Para redimir os psíquicos (“aqueles que estão sob a lei”), “Deus enviou seu Filho na plenitude dos tempos”, que “veio a existir de mulher”, assumindo sobre si a natureza psíquica gerada de Sophia.
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ADVERTÊNCIA CONTRA VOLTAR AOS ELEMENTOS FRACOS E POBRES (Gálatas 4:8-11)
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O apóstolo está preocupado que os crentes retornem à sua antiga adoração dos “elementos fracos e pobres”, o que envolve observar estrelas e planetas — elementos que os exegetas gnósticos interpretam como os poderes cósmicos.
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Heracleon diz que os “judeus” psíquicos, que “pensam que só eles conhecem a Deus, não o conhecem”, e em seu erro e ignorância adoram “anjos, os meses e a lua”.
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A ALEGORIA DAS DUAS ALIANÇAS: AGAR E SARA (Gálatas 4:21-26)
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Exegetas valentinianos dão atenção cuidadosa a esta passagem, na qual Paulo diz que Agar é o “monte Sinai”, a “presente Jerusalém” que significa a “região psíquica” onde os “judeus” psíquicos adoram o “deus dos judeus”.
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Teódoto diz que seu filho, Ismael, o “filho da escrava”, representa a “transformação do psíquico da escravidão para a liberdade”, enquanto o filho de Sara, Isaque, “representa alegoricamente o pneumático”.
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Os valentinianos, como os Naassenos, louvam a Sophia pneumática como “Eva”, a mãe de todos os viventes, isto é, de todos os que pertencem à “Jerusalém que é acima”.
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ALEGRIA PELA RESTAURAÇÃO DA SOPHIA INFERIOR (Gálatas 4:27)
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O leitor iniciado poderia reconhecer aqui a alegria de Paulo pela restauração da Sophia inferior: embora ela tenha se tornado “estéril” em separação de seu syzygos e tenha dado à luz apenas prole abortada e natimorta, agora ela terá “muitos filhos”, os “muitos psíquicos” que devem ser regenerados através de Cristo.
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O CONFLITO INTERNO DO PSÍQUICO ENTRE CARNE E ESPÍRITO (Gálatas 5:1-24)
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Paulo contrasta novamente a liberdade do pneumático com a obrigação dos psíquicos à lei, e Justino, o gnóstico, interpreta 5:16-17 como significando que a “alma” psíquica se opõe ao “espírito” divino, e o espírito se opõe à alma.
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Teódoto diz que a “carne” de 5:16 significa a “alma hílica”, o elemento inferior da alma que resiste ao espírito, e descreve o conflito interno ao psíquico, pois os pneumáticos, sendo “guiados pelo espírito”, “não estão sob a lei”.
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Aqueles que “pertencem a Cristo” “crucificaram a carne” com suas paixões, assim como a crucificação simboliza a libertação do pneumático dos elementos hílicos e cósmicos.
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COMO RESTAURAR OS PSÍQUICOS E CARREGAR OS PESOS (Gálatas 6:1-5)
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O leitor iniciado poderia ver que Paulo se dirige em cada passagem a uma situação muito diferente: primeiro (6:2) dirige-se aos pneumáticos especificamente para restaurar os psíquicos apanhados em pecado, cumprindo assim a “lei de Cristo” (a lei do amor).
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Mas o apóstolo fala aos psíquicos em um tom muito diferente: aqueles que são “nada” não devem imaginar que estão sendo tratados como pneumáticos, e Paulo adverte cada psíquico a preocupar-se apenas com sua própria obra e a carregar apenas o seu próprio fardo.
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SEMEADURA NA CARNE E SEMEADURA NO ESPÍRITO (Gálatas 6:7-9)
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Teódoto explica que Adão, a criação do demiurgo, semeia “nem do espírito nem da psique”, mas sua natureza hílica é ativa na semente e na geração, e ele semeia “da carne”, colhendo apenas corrupção.
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Os eleitos, como diz Heracleon, semeiam “do espírito” e colhem o fruto da vida eterna.
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GLORIAR-SE APENAS NA CRUZ E A NOVA CRIAÇÃO (Gálatas 6:14-16)
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Finalmente, Paulo rejeita qualquer “vanglória”: como um dos eleitos, ele deve sua redenção inteiramente à “cruz”, que significa sua separação do cosmos material e psíquico, pois, segundo o autor de Filipe, “Jesus veio crucificando o cosmos”, separando os elementos hílicos e psíquicos dos pneumáticos.
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Ele conclui lembrando os gálatas que finalmente “nem a circuncisão nem a incircuncisão significam nada, mas uma nova criação”, e todos os que reconhecem a esperança escatológica comum a psíquicos e pneumáticos são abençoados com “paz e misericórdia”, mas especialmente os eleitos, o “Israel de Deus”.
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