Valentin
Weigel viveu a vida estável de um pastor urbano luterano durante a segunda metade do século dezesseis, agindo como um defensor dissidente de uma congregação invisível.
O contexto religioso e político da vida de Valentin
Weigel apresenta extrema complexidade, embora a história biográfica seja simples.
A pátria saxônica de Valentin
Weigel encontrava-se dividida e sob pressões que confundiam os habitantes daquela geração, moldando diretamente a produção dos escritos.
O nascimento ocorreu em algum momento do ano de 1533 na cidade de Hayn ou Großenhayn, localizada na Saxônia Albertina.
A Saxônia de meados do século quinze estava dividida dinasticamente entre as linhas de sucessão Ernestina e Albertina, cindindo um importante território do nordeste alemão.
O território da Saxônia Ernestina recebia o governo de um príncipe eleitor, enquanto a Saxônia Albertina ficava sob o domínio de um duque.
As duas Saxônias politicamente divididas sofreram uma fragmentação ainda maior com a chegada da Reforma.
A Reforma de Martinho Lutero emergiu e se estabeleceu no território do eleitor ernestino Frederico, o Sábio.
O governante da Saxônia Albertina, Duque Georg, destacou-se como um dos oponentes mais ferrenhos da Reforma em seus anos iniciais.
Valentin
Weigel nasceu e foi batizado na Igreja Católica Romana em 1533 devido à localização de sua cidade natal na Saxônia Albertina.
O Duque Heinrich iniciou imediatamente a reforma de seu território saxão em colaboração direta com Martinho Lutero e os teólogos de Wittenberg.
A mudança de orientação religiosa pode ter sido considerada um evento favorável pela maioria dos súditos albertinos após a dura supressão da liberdade religiosa pelo Duque Georg.
A conversão territorial não recebeu afirmação universal, registrando-se oposição inclusive na cidade de Valentin
Weigel, embora não existissem pesquisas de opinião na época.
Os indivíduos que se apegaram à antiga fé católica sofreram punições ou foram forçados ao exílio.
A sombra da dominação principesca acompanhou a mensagem libertadora da salvação obtida unicamente pela fé.
As duas Saxônias mantiveram a rivalidade política como um contraponto discordante em relação aos desenvolvimentos religiosos dentro do Luteranismo.
O luterano Duque Moritz da Saxônia Albertina entrou em guerra como aliado do imperador católico Carlos V contra a Liga de Esmalcalda logo após a morte de Martinho Lutero em 1546.
O conflito ocorreu durante a infância ou juventude de Valentin
Weigel.
As forças imperiais saíram vitoriosas do conflito militar.
O Luteranismo enfrentou uma situação de extrema precariedade em todo o território da Saxônia após a vitória imperial.
O imperador Carlos V pressionou por um compromisso teológico entre luteranos e católicos.
O Duque Moritz instou o teólogo de Wittenberg Philipp Melanchthon a trabalhar na elaboração do compromisso religioso.
Philipp Melanchthon obedeceu à solicitação produzindo o documento que ficou conhecido como o Ínterim de Leipzig.
O Ínterim de Leipzig recebeu essa denominação por possuir caráter temporário até a resolução das diferenças por um concílio geral.
O Ínterim de Leipzig buscou preservar a doutrina luterana central da salvação pela fé isoladamente, aceitando concessões em cerimônias consideradas coisas indiferentes.
O jovem professor luterano de Wittenberg, Matthias Flacius Illyricus, de origem croata, opôs-se ao acordo teológico.
Um grupo conhecido como os Gnesio-Luteranos opôs-se aos compromissos oferecidos por Philipp Melanchthon e seus apoiadores.
O termo Gnesio-Luteranos significava os Luteranos Autênticos.
O reformador mais velho Nikolaus von Amsdorf atuou ao lado de Matthias Flacius Illyricus na liderança do grupo.
Os apoiadores de Philipp Melanchthon eram chamados de Philippistas.
O grupo combateu veementemente a imposição do acordo do Ínterim.
Os Gnesio-Luteranos iniciaram uma campanha publicitária e prepararam os cidadãos ortodoxos da Cidade Imperial Livre de Magdeburgo para resistir ao Duque Moritz.
A resistência de Magdeburgo pode ser vista como um capítulo heroico na busca pela liberdade religiosa ou como um triunfo do fanatismo, dependendo do ponto de vista.
A perspectiva de uma era secular tende a classificar a rejeição de compromissos por parte de Matthias Flacius como um preciosismo extremista ou a saudar os Gnesio-Luteranos como defensores da soberania popular.
O enquadramento moderno simplifica excessivamente os dilemas históricos enfrentados por Valentin
Weigel e obscurece as razões que o levaram a tentar transcender os termos do conflito.
As principais declarações de Valentin
Weigel sobre o desenvolvimento de sua compreensão da fé contêm alusões diretas a essas controvérsias, justificando um exame detalhado.
As longas controvérsias gnesio-luteranas caracterizavam-se por múltiplas facetas, não se limitando a uma única questão teológica.
As controvérsias estenderam-se pela maior parte da vida de Valentin
Weigel, escalando por vezes para atos de violência e repressão.
O poder estatal foi mobilizado contra a população em episódios específicos dessas disputas.
Professores e pregadores foram destituídos de seus cargos e enviados ao exílio sob acusações de serem philippistas ou flacianos.
Dois dos professores estimados de Valentin
Weigel foram afetados pela repressão política, um rotulado como philippista e o outro como flaciano.
Os escritos de Valentin
Weigel expressam desânimo perante as querelas e recriminações mútuas lançadas pelos teólogos profissionais, assemelhando-se à Apologia de Raymond Sebond de Michel de Montaigne.
O impasse teológico conduziu ao insight seminal do qual brotaram as convicções fundamentais do autor, conforme o próprio relato.
O crente leigo ocupa o centro implícito da reformulação da teologia luterana proposta por Valentin
Weigel.
O contraponto discordante entre poder e fé completou um ciclo completo quando o combativo Eleitor Moritz transformou-se no salvador armado da causa luterana.
O Eleitor Moritz mudou de lado em 1552, atacando e derrotando o imperador católico quando Valentin
Weigel tinha aproximadamente dezenove anos.
A vitória militar preparou o terreno para a Paz de Augsburg em 1555, resgatando a fé luterana e a paz religiosa de seu ponto mais baixo por meio do poder terreno.
As disputas teológicas continuaram até que o Eleitor August, sucessor de Moritz, forçou o fim das querelas disciplinando sucessivamente os grupos doutrinários.
Valentin
Weigel realizou estudos na Universidade de Leipzig e posteriormente na Universidade de Wittenberg, onde também pode ter lecionado por um breve período.
A famosa universidade de Martinho Lutero encontrava-se em pleno declínio na época dos estudos de Valentin
Weigel.
O estado de declínio universitário é evocado na lembrança da experiência espiritual seminal relatada na obra Der güldene Griff de 1578.
A memória registra uma condição mental melancólica que antecedeu a descoberta daquilo que passa a ser denominado a verdadeira fé.
O relato pessoal descreve a preocupação com artigos de fé específicos e a busca por um fundamento seguro antes de atingir o início da verdadeira fé:
Antes de chegar ao início da verdadeira fé, e também quando acreditava junto com os outros para agradar à multidão, muitas vezes ficava muito preocupado com este ou aquele artigo de fé e gostaria de saber sobre o que deveria ter construído a minha crença.
A leitura de livros de múltiplos autores não trouxe satisfação ao investigador espiritual:
A incerteza cardíaca persistia diante da ausência de solo firme ou verdade determinável:
A observação da escuridão contemporânea revelava um cenário de tateamento e desvio generalizado:
A proliferação de crenças e seitas afetava inclusive os indivíduos que alegavam certeza baseada nas Escrituras:
A situação vigente assemelhava-se a uma Babel confusa em termos de definições doutrinárias:
A terceira posição teológica defendia a necessidade absoluta dos sacramentos para a fé ou para a salvação.
A quarta via asseverava a necessidade de extrair a fé diretamente dos sacramentos.
A quinta corrente considerava que a fé precisava preceder os sacramentos para que estes fossem eficazes ou úteis.
A sexta opinião apontava que apenas a verdadeira fé em
Jesus Cristo justifica e salva, independentemente de qualquer outro fator.
O defensor da justificação exclusiva pela fé sofria a denúncia como entusiasta e sacramentário perante as autoridades civis:
Por causa disso, ele era chamado de entusiasta e sacramentário. Vi, assim, como um denunciava o outro à autoridade secular, prendendo, exilando e coisas semelhantes por conta do pecado original, do livre-arbítrio, da pessoa de Cristo e assim por diante;
As batalhas em nome do céu persistiam sem qualquer sinal de término no ano de 1578:
e havia um desvio e escaramuça por causa do céu, no qual ninguém queria entrar, assim como tais coisas ainda estão acontecendo neste ano presente de 1578, e sem fim.
A angústia interior motivava preces fervorosas direcionadas a Deus em busca de esclarecimento sobre o caminhar nas trevas:
E como eu estava tão incerto e dolorosamente preocupado, com suspiros internos a Deus e rezando: Oh, Deus e verdade, diga-me como andamos nas trevas;
O conflito teológico assemelhava-se a uma batalha noturna travada por indivíduos desprovidos de visão:
O clamor por iluminação divina resultou no salvamento daquele deserto de escuridão:
Deixe sua luz brilhar para mim, Senhor! Nisso eu, junto com outros, fui salvo deste deserto de trevas.
A visitação da graça celestial ocorreu no momento da invocação e oração ao Senhor:
A revelação de um livro interior iluminou o coração de modo superior a qualquer instrução clerical externa:
O livro manifesta-se no interior de cada ser humano, servindo de matriz para todas as obras escritas desde a origem do mundo:
Pois a partir dele todos os livros foram escritos desde o começo do mundo, e este livro está em mim e em todos os seres humanos, no grande e no pequeno, no jovem e no velho, no instruído e no não instruído.
A minoria da população alcançava a capacidade de ler a referida obra interior.
Os sábios do mundo rejeitavam o livro da vida interno para se apegarem à letra morta externa:
Mas poucos, de fato, conseguiam lê-lo. Na verdade, pior ainda, muitos dos sábios do mundo o rejeitaram e negaram e, em vez disso, aderiram à letra morta que está fora deles e negligenciam o livro da vida que está dentro deles.
O texto citado resume a recordação de Valentin
Weigel sobre a cacofonia dos argumentos doutrinários da época.
A passagem ecoa elementos da controvérsia majorística sobre as boas obras e disputas relativas à eficácia dos sacramentos.
Um trecho da primeira obra registrada de Valentin
Weigel, intitulada Duas Úteis Tratados de 1570, documenta a preocupação com a controvérsia sinergista.
A disputa entre os falsos teólogos envolvia o livre-arbítrio e a cooperação humana no processo de novo nascimento:
Há uma disputa entre os falsos teólogos a respeito das obras ou da cooperação, a respeito do querer ou não querer, se o ser humano através do livre-arbítrio pode cooperar para alcançar o novo nascimento ou a salvação.
As passagens indicam que a experiência seminal de Valentin
Weigel brotou de uma repulsa em relação às controvérsias intermináveis e ao espírito de denúncia.
O momento exato da mudança de orientação espiritual não pode ser determinado com precisão absoluta.
A melancolia relatada provavelmente remonta aos tempos universitários, onde os debates ocorriam com maior intensidade do que na paróquia isolada de Zschopau.
As primeiras obras datam de apenas três anos após a aceitação do cargo de pastor em Zschopau em novembro de 1567.
Os anos iniciais de pastoreio foram ocupados com os trabalhos de iniciação profissional e o estabelecimento das fundações familiares.
Valentin
Weigel assumiu o cargo de pastor urbano luterano em Zschopau no mês de novembro de 1567, tendo se casado dois anos antes.
O casal Valentin e Katharina teve três filhos durante os primeiros anos do exercício do pastorado na cidade.
Os pastores luteranos não detinham grandes riquezas, mas Valentin
Weigel usufruía de uma posição segura, vantajosa e respeitada pela congregação e superiores.
Uma denúncia formulada pelo pastor de outra localidade em 1572 sugeriu que Valentin
Weigel havia criticado a pureza doutrinária de Martinho Lutero.
A acusação exigiu uma resposta oficial defensiva que acabou sendo encaminhada ao superintendente luterano.
A resposta oficial foi preservada sob o título de Um Pequeno Livro sobre a Verdadeira e Salvadora Graça.
A apologia apresenta uma defesa sincera e convincente do luteranismo do autor, utilizando terminologias marcadamente características de seu pensamento.
Valentin
Weigel venceu a disputa teológica graças à sua defesa e ao apoio recebido dos paroquianos, permanecendo livre de ameaças subsequentes.
Os diversos tratados e sermões foram circulados exclusivamente em formato manuscrito, impedindo que o sentimento de oposição e frustração fosse impresso durante a vida do autor.
A divisão interior entre a fidelidade luterana externa e a dissidência oculta reflete-se na obra tardia Dialogus de Christianismo.
A Fórmula de Concórdia foi elaborada sob a liderança do luterano Jakob Andreae e imposta ao clero saxão pelo Príncipe Eleitor August sob ameaça de demissão.
O Livro de Concórdia é visto pelos luteranos contemporâneos como um documento de fundação que codificou e salvou o Luteranismo para sempre.
Valentin
Weigel e alguns contemporâneos luteranos encararam o documento como uma intrusão imperdoável do poder terreno no reino do espírito.
Valentin
Weigel assinou a fórmula de fé contendo as condenações associadas, mas nunca a aceitou internamente, agindo por fraqueza, incerteza ou senso de futilidade.
A voz do Auditor no Diálogo sobre o Cristianismo de 1584 descreve a pressão exercida para a assinatura e a escassez de fundamentos para oferecer resistência.
A aceitação da assinatura justificava-se pelo alinhamento da intenção do documento com as escrituras apostólicas:
Não subscrevi o ensino deles ou os livros humanos, mas sim, uma vez que a intenção deles estava voltada para a escritura apostólica e a mesma deve ser preferida a todos os livros humanos, como deve ser, eu pude suportar isso.
A imposição de qualquer autoridade humana acima das escrituras dos profetas e apóstolos teria provocado a recusa da assinatura:
O processo de assinatura caracterizou-se pela pressa extrema, sem concessão de tempo para reflexão individual:
A leitura e a exigência de assinatura do calhamaço de documentos concentraram-se no intervalo de uma única hora:
A recusa em assinar serviria apenas para alimentar as acusações clericais de não conformidade com a doutrina oficial:
Terceiro, eu, pobre Auditor, não achei por bem preparar e servir um banquete para o
diabo, sabendo que o grupo todo teria gritado: Olha lá, nós sabíamos o tempo todo: ele não está em conformidade com a nossa doutrina!
Valentin
Weigel permaneceu convencido de suas próprias posições teológicas, embora tenha cedido formalmente à pressão externa de maneira idêntica ao Auditor.
O conhecimento sobre os círculos de relacionamento e o impacto póstumo demonstra que o autor não se encontrava totalmente isolado ou desprovido de seguidores.
O pastor trocava ideias e emprestava seus manuscritos a colegas de ministério e correspondentes leigos de mentalidade semelhante durante o pastoreio.
O diácono Benedikt Biedermann juntou-se a Valentin
Weigel no início do pastoreio em Zschopau, seguido posteriormente pelo cantor Christoph Weickhart.
Ambos os auxiliares eclesiásticos simpatizavam com as opiniões de Valentin
Weigel.
Considera-se que Benedikt Biedermann e Christoph Weickhart ajudaram a redigir o corpo de obras que se tornou famoso sob o nome de
Weigel.
As produções intelectuais dos três indivíduos provavelmente fundiram-se na época em que as sucessivas cópias manuscritas começaram a surgir em formato impresso.
Nenhuma obra de Valentin
Weigel foi publicada em vida, com exceção de um elogio fúnebre sem maior destaque.
O conjunto de manuscritos e livros que misturam textos autênticos e espúrios está sendo organizado e publicado atualmente em uma edição abrangente.
O Dr. Horst Pfefferl de Marburg atua como o editor encarregado de decifrar o enigma secular que envolve o corpo de obras weigeliano.
A nova edição da Frommann-Holzboog não conseguirá solucionar cada mistério contido no corpus de escritos de Valentin
Weigel.
Informações importantes sobre a relação de Valentin
Weigel com o Luteranismo e a dissidência religiosa vêm à luz a cada novo volume publicado.
Descobertas significativas foram realizadas em conexão direta com as obras reproduzidas no volume em questão.
A pré-história das edições impressas das obras de Valentin
Weigel remonta ao início do século dezessete.
O primeiro livro do opus clandestino a aparecer em formato impresso foi De Vita Beata no ano de 1609.
Obras de caráter mais radical seguiram-se rapidamente na esteira da primeira publicação impressa.
As publicações apresentavam um tom e conteúdo marcadamente anticlerical, radical e antiautoritário.
Os estudiosos modernos julgaram autênticas as referidas publicações radicais.
A onda de publicações atingiu seu ápice com dezoito edições no ano de 1618, coincidindo com o início da Guerra dos Trinta Anos.
O autor póstumo emergiu como uma figura profética por meio de trechos de sua obra On the Life of Christ de 1578 no momento em que os eventos escalavam para a guerra.
A crítica contida no texto aponta para a disposição das facções evangélicas em guerrear pelo uso da violência:
O desejo de combater pela força dependia apenas da posse de um exército regular pelos religiosos:
As perseguições mútuas estendiam-se por todas as denominações sem encontrar um termo definitivo:
A solução proposta para o impasse envolvia a humilhação coletiva perante Deus e o reconhecimento da cegueira comum:
Oh, se ao menos todos nós nos puséssemos de joelhos diante de Deus e confessássemos uns aos outros o nosso pecado, a nossa própria cegueira, que tínhamos nos afastado inteiramente da fé, da vida de Cristo, então seriam ajudados.
A onda de publicações editoriais arrefeceu à medida que a Guerra dos Trinta Anos entrava em seu curso pleno.
Um espectro passou a assombrar a Alemanha assolada pelo ódio ao longo das três décadas de conflito religioso.
Indivíduos classificados como weigelinos passaram a ser vistos pela ortodoxia como uma conspiração de rebeldes, heréticos, neutralistas e contestadores.
O fantasma opositor exercia na época um papel semelhante ao que a Maçonaria ou a Ameaça Vermelha representaram em períodos posteriores.
O fantasma pode ter sido uma projeção da má consciência daqueles que pregavam ativamente a guerra religiosa.
Evidências históricas sugerem que sentimentos antibelicistas motivaram a publicação das obras weigelianas ou pseudoweigelianas.
Múltiplas vozes de oposição mística e anticlerical ecoavam em uma época marcada pela destruição motivada por razões religiosas.
Jacob
Boehme herdou e recriou temas weigelinos em escritos que começaram a aparecer após o ano de 1612.
Os dissidentes e opositores do uso da violência eram enquadrados pela ala ortodoxa como membros de uma liga sombria de heréticos.
A poetisa protestante Anna Ovena Hoyers resumiu a situação de perseguição aos que falavam em nome do espírito na fase final da Guerra dos Trinta Anos.
Quem discursasse sobre o espírito sofria duras punições, prisões ou exílio:
Quem quer que apareça e fale do espírito / É mandado embora de forma muito dura / Acusado como herético, preso ou enviado ao exílio / Rotulado como um Schwenkfelder ou Fantasiador / Rosacruz ou Entusiasta / Milenarista ou Weigelino / Davidiano ou Neutralista.