O homem inserido no mundo sensível preserva poderes prodigiosos adormecidos, cuja recuperação depende do entendimento sobre o Cristo, a prece e a Regeneração.
Necessidade de um médium simultaneamente divino e humano como energia luminosa emanada do
Pai para reparar o mal após a perda da língua de luz decorrente da queda.
Comparação do Cristo ao receptáculo de todas as faculdades divinas expressas, funcionando como a palavra sensível que abriga os pensamentos, permitindo aos que o recebem tornarem-se filhos da luz.
Vinculação do Cristo a um sol espiritual e órgão da onipotência que liga o finito ao infinito, revelado historicamente sob os nomes de Ormuzd pelos persas, Jeová pelos judeus e Logos pelos gregos.
Atribuição de unidade ao quadro do universo pelo Cristo como tipo universal, animando o homem com novas energias, assegurando a imortalidade e transformando o ser intelectual no verdadeiro Templo do Espírito.
Descida de Deus para realçar a natureza alterada, escolhendo o centro do tempo durante uma verdadeira crise do mundo, simplificando as coisas temporais até o grande sábado da paz e do amor universais.
Aparição do Cristo no meio de todas as épocas entre o primeiro e o segundo ternário do grande tempo, de modo análogo ao surgimento do sol no quarto dia da criação.
União das energias de todos os corpos no corpo do Cristo, mantido como a forma sensível mais pura.
Ausência de pai para
Jesus, assim como Adão não tinha mãe, servindo sua morte como prova analítica da natureza superior humana.
Penetração do Cristo na mortalidade para preencher tudo com sua energia deslumbrante.
Manifestação da faculdade de reprodução em espírito no seio da mais pura das virgens, que recuperou pelo poder divino o estado de Adão quando este era virgem masculina.
Elevação da virgem mais pura por sua vontade até a luz para receber pelo Espírito o Homem-Deus, atuando como mediador entre o
Pai e a humanidade, em contraposição ao Homem-Espírito tornado terrestre por sua vontade.
Definição do Cristo como Sabedoria, princípio da razão e fonte do conhecimento mais puro, e como Amor, princípio da moralidade.
Identificação de
Jesus como a luz do mundo e a substância da Sabedoria, ungido com a claridade divina e atuando como o Verbo real pelo qual tudo foi feito desde o começo.
Atuação da Sabedoria como o centro do Paraíso e da luz, sendo o único órgão real para a comunicação da força divina.
Caracterização desse órgão como a natureza imortal, pura e indestrutível que vivifica e conduz tudo à máxima perfeição e felicidade, matéria a partir da qual o primeiro homem foi criado.
Identificação frequente entre o Cristo e a Sophia por
Eckartshausen.
Irrigação da natureza pela força toda-poderosa da substância luminosa liberada nos prodígios da morte do Cristo, permitindo a regeneração e o reverdecimento da árvore da vida.
Definição da corporeidade de Deus como a própria raiz da árvore da vida e substância pura.
Identificação da verdadeira videira como a matéria universal onde reside a luz ou a corporeidade crística.
Divisão do corpo de
Jesus entre o natural, que sofreu, e o sobrenatural transfigurado pós-ressurreição, capaz de atravessar objetos e subir ao céu, ao qual a humanidade deve se unir.
Envio do Espírito aos discípulos apenas após a Ascensão, necessitando a essência divina de uma forma particular constituída por uma substância ígnea tirada do corpo luminoso de
Jesus para se unir ao homem.
Difusão futura desse Espírito do Salvador sobre todos os homens sob a forma real do sel da Sabedoria, conforme a escrita sobre serem todos salgados pelo fogo.
Compreensão do processo espiritual através dos três modos de união do Espírito: a descida da forma espiritual sobre o Jordão no batismo, as línguas de fogo sobre os apóstolos e a santificação da forma etérea no coração da matéria.
Utilização dessa substância pelos crentes como remédio, sendo a óleo de unção destinado aos Eleitos de Sião.
Recepção do Verbo físico pelo homem que busca e ama o Cristo em seu coração, gerando a iluminação da razão pelo amor e o conhecimento progressivo das analogias da natureza.
Revelação do Verbo por meio desse conhecimento, sendo a cruz a verdadeira forma de luz e essência do Cristo que expressa o grande mistério da separação e da união.
Apreensão de Deus exclusivamente em sua corporeidade, ou seja, em Cristo como reflexo divino e essência corporal, de modo análogo à compreensão do espírito humano através do corpo em que habita.
Compreensão do Espírito no Verbo, sendo por ele feito tudo o que existe.
Impossibilidade total da regeneração humana sem o Cristo.
Contestação generalizada da divindade e santidade de
Jesus por aqueles que o reduzem a profeta, sábio ou charlatão, investigando a natureza para explicar os
milagres de forma natural.
Indicação do caminho mostrado por
Jesus como a única via para a Sabedoria e a arte real dos santos e profetas, afastando as demais vias em direção à idolatria.
Apelo à união firme com o mediador para evitar a separação por qualquer infortúnio ou pecado, permitindo o retorno ao estado de homem-espírito.
Reunião dos hieróglifos e ideias de verdade no centro da verdade desde o surgimento do Cristo, consertando a cadeia quebrada e liberando os torrentes de vida pelo agrupamento das centelhas ao raio divino.
Atração da graça pela fé, recebendo-se a existência e a vida unicamente por meio do Cristo, fonte primordial de toda a criação do serafim ao verme.
Vivificação de todas as coisas por Ele e Nele, definhando como árvore sem raiz tudo o que dele se priva.
Definição da grande tarefa dos que conhecem e oram em espírito e verdade como o ato de receber a vida para espalhá-la, colher a luz para iluminar e absorver o calor para amar o próximo.
Caracterização do Espírito do Cristo mencionado por
São Paulo como o sopro de Deus e a presença invisível de
Jesus que substitui a presença visível junto aos seus.
Atuação desse Espírito para guiar, instruir, fortalecer, proteger, purificar e animar, ensinando o que não foi dito pelo Cristo ou por outros cristãos.
Exigência de semelhança dos cristãos com o Cristo em pensamento, vontade e ação, assim como todos os homens guardam semelhança com Adão.
Elevação do físico à dignidade de espírito pelo Cristo, o sol do mundo dos espíritos, reparando a destruição da falta de Adão ao unir o físico ao divino.
Introdução da força de luz do sangue crístico no âmago da terra para devolver a vida ao que estava morto.
Repercussão da morte na cruz com o fendimento de montanhas, o ressurgimento de mortos e o velamento do sol diante da fuga das trevas, salvando tanto a alma quanto o corpo.
Relevância da energia humana e divina residente no espírito que atua fisicamente sobre a natureza.
Centralidade de
Jesus ressuscitado em toda a natureza espiritual e física, atuando como a virtus adaptrix de todas as coisas.
Disposição de todos os eventos históricos em função do momento do Cristo, considerado o único instante durável em meio às cenas passageiras das revoluções.
Esperança no momento em que o Cristo será Tudo em tudo, tema que encerra a obra sobre os Hiéroglyphes.
Apego particular de
Eckartshausen à pessoa física e histórica de
Jesus, detentor da beleza espiritual e corpórea e conhecedor da natureza humana acima dos filósofos.
Recordação de horas da juventude passadas pelo teosofista com amigos falecidos chorando pelo desejo de serem discípulos zelosos.
Dedicação de um volume quase integral ao relato da paixão com tom lírico, omitindo alusões esotéricas para o público católico, ressaltando a harmonia do Cristo com a divindade.
Separação de
Jesus dos seus com o intuito de atrair ao céu o coração de seus amigos.
Superioridade do Senhor frente aos grandes homens, ilustrada na comparação entre o idoso Sócrates e o jovem Cristo perante Herodes.
Desejo de morrer expressado na cruz por meio de uma prece de seu país, o Psaume 22, cujas primeiras palavras pronunciadas guardam um desfecho de alegria e esperança.
Caracterização de
Jesus como o maior herói, mártir e triunfador, servindo de guia para a vida espiritual e para o comportamento social.
Descendência dos verdadeiros sacerdotes a partir de Melquisedeque, o primeiro Sacerdote-Rei ao qual o Cristo se uniu, cujo nome significa instrutor na verdadeira substância da vida e na sua separação da matéria perecível.
Resolução de todos os verdadeiros hieróglifos através dos
Evangelhos.
Captação da energia sagrada do Cristo pela fé por meio do sangue retificador vertido pela alma, situada entre o corpo e o espírito.
Combate de
Eckartshausen ao arianismo e a evocação de testemunhos históricos como Joséfo, Suetônio, Tácito, Plínio e Luciano sobre o Cristo e os primeiros cristãos.
Conhecimento de autores como
Orígenes,
Tertuliano, Calcidônio e Macróbio, com a menção de Flegonte e Talo sobre as trevas na morte de
Jesus registradas em arquivos públicos.
Perfeição inicial do movimento do sistema nervoso de
Jesus e pureza dos sucs que o nutriram no ventre materno, ajustados ao sentimento de amor.
Atração contínua de grande quantidade de éter exterior pelas fibras tenras e sucs puramente formados do corpo de
Jesus após o nascimento, devido à porosidade adequada.
Detenção da maior potência elétrica pelo corpo do Cristo, explicando a produção de efeitos extraordinários no mundo físico pela concentração dessas forças.
Comunicação constante de vibrações ao éter exterior pelo sistema nervoso de
Jesus através do amor, preces ferventes e formas perfeitas nascidas de seus sucs.
Multiplicação das ações benéficas pela constância e paciência no cumprimento de penas e sofrimentos amargos.
Correção de toda a natureza pelo sangue de
Jesus que exalava amor.
Diferenciação entre as vibrações de bilhões de homens rebeldes que exalam formas de seus estados mentais no éter e as forças da natureza originária, destruindo-se as primeiras pelas leis da heterogeneidade diante do verdadeiro amor.
Purificação do éter exterior por
Jesus através da absorção em um organismo puríssimo, espalhando em um único dia mais éter luminoso e formas de amor que uma geração inteira.
Ocupação do ser de
Jesus por pensamentos nobres acordado e por sonhos elevados e benfazejos durante o sono.
Criação de emanações etéricas rápidas por uma atividade harmoniosa de todo o organismo de
Jesus, penetrando as criaturas em um imenso raio de ação.
Reação de cada produto vivo da natureza movido por essa força física para o bem dos demais objetos, sendo o amor de
Jesus superior aos nuvens como a luz do sol.
Indissociabilidade entre o ensinamento da Verdade por
Jesus e a crença em uma vida futura.
Dever de agir conforme a destinação original da natureza realçada pelo Cristo ao se unir à humanidade.
Florescimento perene da árvore da vida pela sabedoria e amor do Cristo, exigindo a separação dos ramos da inteligência e do coração em relação à árvore do mundo para enxertá-los na árvore da vida.
Nascimento do Cristo no homem e a encarnação do Verbo na carne, animando e aquecendo o coração humano.
Descoberta incessante de novos objetos da razão por quem caminha em Cristo, comparável ao caminhante que descobre o panorama sob o sol.
Proximidade de
Jesus até o fim do mundo, permitindo que seja visto e sentido.
Conhecimento de tudo pelo conhecimento da luz, encontrada pelo homem apenas na própria luz.
Definição do amor como o calor do sol dos espíritos e da sabedoria como sua luz.
Esforço do Cristo para espalhar a vida, purificar e dissolver as trevas e a morte.
Superioridade de um único pensamento no espírito do Cristo para o conhecimento em poucos instantes face a anos de esforço na ciência exterior, que não penetra o interior das coisas.
Abertura dos olhos do interior pela confiança e fé em Cristo, facultando a contemplação em espírito e verdade por ser o Mestre o órgão vivo da Sabedoria.
Definição do objetivo da ciência suprema como a união da inteligência e da vontade a
Jesus, propiciando elevação superior a qualquer agente espiritual ou celestial.
Exclusividade de
Jesus como a única via para a sabedoria, verdade e conhecimento, atuando como mediador entre a vida e a alma.
Necessidade de semelhança com o Cristo para a transformação em homem-espírito, aprendendo a unidade harmônica de retorno.
Recomendação de imitação diária por virtudes não limitadas a atos exteriores, germinando o reino de Deus no coração por obra da graça.
Destinação humana de retorno à região de paz a partir das profundezas da obscuridade, recuperando o ponto afastado desde a queda.
Assimilação benéfica decorrente da manutenção da imagem do Salvador na mente durante as ações cotidianas, sendo
Jesus o único mediador com Deus.
Caracterização como verdadeiro sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque daquele que tem a inteligência, o coração e as ações penetrados pela vontade divina, tornando-se invencível.
Força do cristianismo face à fraqueza da filosofia, cujo filósofo vê os planos destruídos pelas paixões enquanto o cristão é sustentado pela energia divina do mediador que venceu a morte e o inferno.
Disposição do
Pai para acolher os filhos pródigos de braços abertos.
Facilitação do retorno pela imitação de
Jesus, estimulando o desapego dos sentidos, a nutrição espiritual, o equilíbrio das paixões e a purificação.
Serenidade do espírito, fluxo calmo do sangue e visão das coisas sob nova luz gerados pela vontade de seguir o Cristo.
Centralização do espírito no interior como o verdadeiro santuário onde Deus habita implícito e onde sua
Trindade deve operar explícita.
Definição do Cristo como a causa meritoria da graça que permite a iluminação pelos raios da Sabedoria e o aquecimento pelas chamas do amor.
Desconfiança de
Eckartshausen perante o idealismo filosófico abstrato.
Preferência por um vocabulário que expressa o valor positivo da matéria na economia da salvação, sintonizada ao espiritualismo concreto de
Oetinger,
Baader, Novalis e
Saint-Martin.
Definição do Verbo como algo corpóreo onde o sobrenatural se une ao sensível e o espiritual ao corporel, devendo o material glorificar-se ao se espiritualizar.
Visão da matéria não como o Mal em si, embora decorrente dele de certa maneira.
Primazia do conhecimento do Cristo como a ciência mais nobre, lamentando-se quem tudo sabe sem conhecê-Lo.
Ausência de condenação para os que viveram na ignorância sobre o Cristo, dada a existência de muitas moradas na casa do
Pai onde atuarão como servidores e não como herdeiros.
Definição do reino de Deus como a posse perfeita de
Jesus no coração, iluminando a razão por dentro para penetrar a casca externa da natureza.
Realidade e cognoscibilidade conferidas por
Jesus no mundo dos espíritos, de forma idêntica à atuação do sol no mundo dos sentidos.
Caracterização da prece como o primeiro passo para a Regeneração, sendo o Cristo o mediador essencial.
Recomendação de retirada a locais solitários e silenciosos para meditar sobre as verdades religiosas, experimentando sensações celestes, ouvindo a música das esferas e consolidando a obra pela fé.
Exemplo de oração frequente fornecido pelo próprio Cristo e ilustrado pelo personagem Simon Pietri, que confiava a Deus suas alegrias e dores.
Descida da luz divina na razão como inspiração e a resposta humana como expiração, transformando ideias luminosas em palavras no coração sob o fogo celestial que consome o sacrifício de amor.
Abolição pela prece do espaço intermediário que separa a humanidade da Unidade no mundo, comunicando a razão com la luz e o coração com o mundo dos espíritos.
Aparição de chamas, energias e potências denominadas espíritos por meio da oração.
Definição da prece como a pura elevação da alma à luz original e da fé como a contemplação permanente desses raios, exigindo o amor ao que se conhece para evitar o inverno espiritual da alma por falta de calor.
Estímulo à aproximação resoluta de Deus mesmo em estado de pecado, orando em espírito e verdade com o cuidado de evitar o fanatismo dos exaltados, os ares de mago e a superstição.
Busca pelo sentido interior da prece na contemplação da Sabedoria Divina, desfrutando da felicidade de união expressa nos versos sobre a satisfação do espírito.
Recomendação de pensamento diário em Deus ao despertar, formando ideias puras do Criador e compreendendo a elevação gradual até a prece do Espírito.
Poder da prece para curar os homens de sua cegueira e a definição do direito perante Deus como silêncio, demanda e espera.
Definição dos sábios como a salvação do mundo, sendo o coração o altar espiritual, o amor o fogo, a virtude o incenso e o próprio coração o primeiro sacrifício à divindade.
Caracterização de cada prece como uma ação que acarreta uma contra-ação, consistindo em um toque espiritual recíproco entre a alma e a divindade pelo qual flui a graça.
Alegria da alma pela prece de modo análogo à vivificação das flores pelo orvalho, definhando os seres longe da fonte como flores distantes do sol.
Elevação exclusiva do coração até Deus na verdadeira prece, dispensando a obrigatoriedade de moldes exclusivamente cristãos, conforme o diálogo de Karl von Reben sobre a oração que sobe do coração e não de templos.
Possibilidade de oração a cada instante pela onipresença de Deus em espírito e amor, prescindindo de palavras sensíveis no templo do coração.
Elevação do coração com confiança infantil e esperança alegre por meio de palavras de fogo da própria alma.
Importância do momento presente face ao perigo de focar no passado ou no futuro, buscando a Deus a cada minuto na ordem de Sua Providência.
Presença do
Pai no mais profundo do ser humano e o usufruto do pão de vida sem tentações para os membros vivos do corpo de
Jesus.
Recomendação de permanência na oração constante do coração prescrita por
Jesus e seus apóstolos.
Abandono de debates que tratam Deus como sujeito filosófico sujeito ao espaço e tempo, o que obstrui a percepção de sua natureza amável e admirável e gera julgamentos antropomórficos errôneos.
Prática de Robert Boyle de guardar um minuto de silêncio e descobrir-se antes de prosseguir após pronunciar o nome de Deus.
Atendimento da máxima felicidade terrestre na aproximação interior de Deus, ocupando a alma de forma que todas as energias atuem para um único fim.
Dissipação de dúvidas sobre os caminhos divinos por curtas exclamações de adoração quando as palavras se mostram fracas para expressar o pensamento.
Confiança total na capacidade e na permissão para amar a Deus, rejeitando ideias da infância que o apresentavam como um ser terrível ou semelhante a juízes humanos que se alegram com o sofrimento alheio.
Promoção da confiança para uma vida feliz e livre mesmo na restrição.
Necessidade de recepção do raio luminoso diretamente de Deus sem desvios pela vontade própria, situando-se em nós mesmos os nuvens que ocultam o sol crístico.
Desejo de silenciar a vontade própria em prol do puro amor e de uma passividade radical, assumindo o teosofista a condição de instrumento maleável na mão divina.
Influência do quietismo sobre o autor.
Atuação da vontade própria como uma gravidade que prende o ser ao mundo dos sentidos e impede a atração divina.
Súplica à luz eterna para a abdicação da vontade própria a fim de tornar o coração um lugar santo onde a divindade se expresse, desfazendo a separação da queda.
Fruição de grandes alegrias interiores e deleite espiritual expressos em tom lírico pelo teosofista diante da presença divina.
Raridade dos momentos de toque sensível da presença de Deus na alma, cuja permanência anularia as alegrias da terra como a luz dissipa a noite.
Consolação obtida no recolhimento como prova das verdades da religião, superando a felicidade do mundo.
Entusiasmo gerado no coração pela meditação sobre a Encarnação e o conhecimento de Deus na alegria de viver de Aglais.
Impossibilidade de felicidade perfeita na Terra, obtendo-se apenas antegozos trazidos com doçura para consolação.
Uso dos prazeres da imaginação para o incremento da felicidade e o exemplo de Simon Pietri orando de joelhos com fervor em caminhadas.
Atenção do coração para perceber os ditames divinos e saborear a doçura oculta nos mistérios pela misericórdia infinita.
Indispensabilidade de cooperação humana, esforço e constância para a germinação da vida de amor e fé concedida por Deus.
Conhecimento das tristezas da noite escura após períodos de gozo inexprimível, sucedidos por privação espiritual antes do amor puro.
Orientação para interromper a prece quando ausente o gosto, evitando a inquietação por faltas passadas desde que não repetidas, mantendo a esperança.
Confusão frequente entre abalos sensíveis e efeitos vantajosos, notando-se que lágrimas causadas por vozes agradáveis raramente fertilizam a alma.
Coexistência de moleza espiritual no coração com graves defeitos morais.
Composição espontânea de orações em tratados filosóficos e folhas de moral direcionadas a Deus ou ao Cristo.
Sucesso da obra sobre o amor puríssimo contendo preces para escritores, homens de corte, momentos de tempestade, guerra e ritos como a missa.
Pregação da obediência aos príncipes e autoridades.
Súplica final na obra sobre o príncipe para obter o aprendizado no combate aos preconceitos, destruição de erros e proteção da verdade.
Exigência de estudo dos sintomas da mística para distinguir estados de alteração dos sentidos da verdadeira separação do mundo sensível observada em exaltados.
Elevação à iluminação por prece, solidão e silêncio em momentos de pulsão de evidência, validando o preceito de Pitágoras sobre a dissolução da alma no Uno.
Queda de centenas de homens na falsa exaltação por carência de juízo saudável, sendo a verdadeira mística ativa no amor e cumpridora das obrigações sociais e trabalhos prescritos por Deus.
Centralidade da união com Deus em todas as ciências autênticas, pois apenas Ele detém a vida para transmiti-la.
Apresentação aos discípulos de efeitos da verdade dignos de investigadores, rejeitando a satisfação de curiosidades vãs de indivíduos de sistema nervoso desordenado.
Existência histórica de homens iluminados dotados de objetividade interior das verdades da fé, dividida entre a iluminação no entendimento e a inspiração no sentimento.
Definição como arrebatamentos da abertura do sensorium interior para visões divinas e transcendentais.
Eliminação dos efeitos da queda pela abertura do olho interior espiritual, facultando a contemplação dos mundos interiores.
Destinação da prece com auxílio crístico para o processo de Regeneração, término de um cenário que engloba criação, queda e reintegração.
Demonstração do desvio da destinação inicial pelo vazio experimentado nos prazeres sensoriais, impondo a lei essencial de aproximação.
Definição da Regeneração como um renascimento e nova transfiguração garantidora da paz interna e com a natureza.
Dependência da restauração face ao apagamento do que obscurece a natureza interior e afasta a humanidade da origem.
Semelhança do homem a um fogo concentrado em invólucro grosseiro, separado do fogo primordial.
Necessidade de queima do invólucro para expandir a étincelle, consumindo o impuro, modificando o corpo para torná-lo receptivo às influências da alma da natureza e restituindo a dignidade real de comando sobre a criação.
Facilitação da alquimia pela presença de uma substância pura no âmago físico que liberta o coração divino, tratando-se da essência paradisíaca acorrentada na matéria grossa desde a queda.
Presença de um germe do
anjo futuro no homem, desenvolvido por energia do alto e assimilado ao espiritual.
Significação da união do centro humano ao centro da Unidade pelos conceitos de assimilação, união e semelhança, constituindo a lei do espírito.
Mistério da Regeneração focado no retorno à condição de ideia, verbe e letra pura da divindade, transformando o homem-animal em homem-espírito capaz de ler o Nome sagrado e aprender as relações do divino, intelectual e sensível.
Investidura do homem renascido na dignidade real destinada a Adão, exercendo primado sobre sensos, paixões e o universo contra o efêmero.
Abertura dos livros da Sabedoria com auxílio da Revelação por meio de um trabalho diário do espírito.
Facilitação da tarefa pela ocupação de um lugar fronteiriço ao mundo angélico na cadeia das coisas, seguindo a via mostrada pelo Cristo.
Divisão tripla da Regeneração nos planos da reflexão, do Verbo e da ação, fundindo vontade e inteligência nas diretrizes de Deus.
Representação da Regeneração pelos números 3, 6 e 9 como inversão do princípio natural material.
Indicação de corrupção pela progressão onde os extremos 3 e 9 somam 12 e superam o meio 6, denotando o domínio indevido do material sobre o espiritual.
Configuração da harmonia perfeita no arranjo 3, 9, 6, equilibrando o exterior e o interior.
Correspondência dos símbolos alquímicos à mesma chave: sal (3), mercúrio (6) e enxofre (9).
Exigência de reviravolta da terra para que a substância luminosa predomine sobre o sel, tornando o mercurial essencial e o enxofre terrestre espiritual.
Libertação da luz interior das amarras dos sentidos através da água e do fogo.
Permanência da semente para a recuperação do corpo luminoso, aguardando a clarificação final pelo agente divino que tria o minério.
Dissolução da casca que aprisiona o coração divino na grande construção do Templo de união eterna entre Deus, natureza e homem.
Redivinização conferindo perfeição astral ao corpo, celeste à alma e angélica ao espírito por ação da pedra filosofal que reúne espírito, água e sangue.
Funções dos elementos: a água (sal) purifica, o sangue (enxofre) expande as forças puras e o espírito (mercúrio) leva à perfeição na tinktur de renovação da vida, submetendo os sentidos à vontade.
Presença de energia ígnea no coração como tipo do
Pai que gera a luz tipo do
Filho, derivando o espírito de conhecimento.
Definição do coração como a centelha íntima, imagem de Deus e reino dos céus perdido, coberto por nuvem removível por circuncisão e batismo.
Identificação da água do batismo com o instrumento de circuncisão e com o sel da Sabedoria.
Assimilação da óleo de onção de renovação humana à tinktur, sendo esse elemento divino o veículo do espírito de Deus, vestuário de ouro, Verbo físico e corpo do Messias.
Atuação do
Espírito Santo através de quem for ungido por essa óleo luminosa incombustível, instituindo-o como rei e sacerdote.
Presença de uma substância indestrutível e princípio de vida incorruptível no âmago de cada corpo.
Apropriação pelo homem desse princípio metafísico real das verdades imperecíveis, em oposição ao princípio físico corruptível dos fenômenos.
Vinculação do primeiro ao fruto da árvore da vida e do segundo ao da perdição.
Atuação do princípio vivificante para ressuscitar o morto, garantir a incorruptibilidade, expandir a luz interna, dissolver o gluten do sangue e descortinar a matéria e o mundo dos espíritos.
Modificação da proporção original de três partes de luz para uma de matéria para o arranjo inverso pós-queda, operando-se a Regeneração pela permuta de três partes de matéria em três de luz no corpo transfigurado.
Ativação do intelecto divino antes latente pela degustação do fruto da árvore da vida, superando os defeitos de amor-próprio, honra-própria e prazer-próprio nascidos no fruto da ciência.
Rompimento das correntes da carne identificadas com a crosta e o gluten.
Relato de instrução recebida de um menino em visão sobre a regeneração dos corpos físicos pela mesma lei, constatada com olhos de carne.
Divisão em três graus para a abertura do sensorium na Nuvem: elevação ao moralmente bom com atuação do mundo transcendental por inspirações; abertura ao espiritual e intelectual por iluminações internas; e a contemplação total no mundo dos espíritos.
Afirmação de uma objetividade própria do mundo espiritual, independente do mundo exterior.
Vedação da mistura de domínios, rejeitando medir o sobrenatural pela métrica dos sentidos.
Reconhecimento à filosofia de Kant pela distinção de domínios indicada previamente por
São Paulo sobre o julgamento de realidades de espírito por termos de espírito.
Imposição de barreiras ao fanatismo dos exaltados da razão, realçando a Revelação.
Abertura de novas objetividades por novos sentidos, afastando a nuvem para transitar das aparências à verdade.
Substituição da cabana adâmica pelo Templo da verdade através do desenvolvimento do sentido interior, primando o princípio metafísico sobre o terrestre.
Passagem da luz condicionada à ausência de corpos opacos, aguardando a recepção sem constranger ninguém.
Recuperação da imortalidade pelo consumo de um fruto imortal, de forma análoga à mortandade gerada pelo fruto mortal.
Identificação da religião como o único meio para afastar o fermento venenoso que mantém a vida das forças oprimidas em sono de morte, providenciando o Cristo esclarecimentos sobre as verdades ocultas.
Domínio sobre a natureza, comunicação com mundos superiores e comércio visível com o Senhor após o revestimento do corruptível pelo elemento indestrutível.
Definição da verdadeira ciência como a reunião do homem caído com Deus, denominada real por guiar à dominação da natureza e sacerdotal por santificar e espalhar bênçãos.
Origem da ciência na revelação oral de Deus, preservada na Igreja Interior e nos profetas sob o sumo sacerdócio de
Jesus.
Ensino do conhecimento de Deus no homem e de sua expressão na assinatura das coisas na natureza, em linha com o pensamento de
Boehme.
Simbolismo da arca da aliança: madeira representa a matéria ígnea; revestimento de ouro denota a matéria luminosa; quatro anéis são modificações da luz; dimensões indicam forças agissem e receptivas.
Significado dos querubins como duas energias divinas luminosas de bênção reunindo luz e calor, com asas para baixo indicando fixidade.
Simbolismo interno da arca: tábuas da Lei representam a razão e leis do universo; maná evoca o amor purificador da vontade; bastão de Aarão aponta a força do espírito sobre o cosmos.
Reconstituição da harmonia entre interior e exterior perdida no afastamento da Unidade por meio de tais símbolos.
Atributos de quem recupera a harmonia espiritualizando a vida: habitação entre pensamentos, cerco pelo divino, poder sobre elementos e futuro, e serviço pelos tesouros visíveis e invisíveis.
Ampliação do horizonte, purificação do ar e participação na harmonia das esferas onde o querubim adora o Todo-Poderoso, exigindo o retorno ao centro e não à periferia.
Validação da tese de Herder sobre o homem como intermediário de dois mundos, auxiliando os olhos e ouvidos espirituais na recepção do divino.
Auxílio oferecido a
Jesus por Eleitos e agentes celestes.
Desconhecimento das grandes verdades pela incredulidade da época, chaves que decifram hiéroglyphes e mistérios de todas as religiões.
Exigência de unificação com o próximo e com Deus, sendo mais difícil praticar o bem por causa de Deus do que por si mesmo.
Divisão dos seis estágios do homem-animal face aos sete estágios não temporais do homem-espírito focado na nostalgia superior, sentidos subordinados, aliança, paz, renovação, vida espiritual e transformação do coração em Templo.
Exclusão da transfiguração para a totalidade dos ressuscitados, conforme a indicação de
São Paulo sobre os filhos de Adão.
Preparação de uma eternidade isenta de morte, erro ou sofrimento amoroso para os escolhidos.
Capacidade humana de receber raios luminosos e concentrá-los como espelho ardente espiritual, tomando como patamar o refinamento e a pureza da alma.
Desenvolvimento das forças divinas e penetração no interior das coisas desde o plano terrestre, configurando a verdadeira magia pelo espírito de Deus na alma regenerada.
Destinação do objetivo da criação para o bem-estar humano, sinalizado pelo anseio por luz e verdade para ingressar no santuário como sacerdotes.
Despertar das energias latentes ilustrado na obra sobre Kosti por
anjos que saem de caixões com vestes etéreas após o toque de um martelo por um ancião.
Dever de retornar à condição de ideia, letra e pensamento puro sob a lei da Unidade, sendo o amor de Deus a lei, o do próximo o meio e o de si o fim.
Atração exercida pela Unidade em direção ao centro, garantindo o triunfo da ordem sobre a confusão no regresso a Deus.
Rompimento dos muros da prisão para alcançar o topo da montanha como pátria real.
Exigência de labor contínuo para recompensa do investigador, conforme os versos sobre a recusa dos deuses ao preguiçoso.
Captação de energia sagrada na elevação do interior às esferas superiores de modo análogo à fertilização da terra pelas fumaças que retornam em orvalho.
Extração dos primeiros conhecimentos da filosofia superior em Deus, isentando a experiência dos erros dos sentidos no campo da evidência.
Recepção das emanações divinas pela alma como reflexo de espelho, estabelecendo o liame harmônico com a Unidade.
Natureza prática do mundo acessado por energia e vida, fechado à razão pura e aberto pelo coração ou vontade sob o fogo do amor.
Pressentimento de uma Regeneração humana próxima descrita na obra sobre o porvir.
Evolução histórica da humanidade dividida entre as leis da natureza, da disciplina, do amor e a futura era da Sabedoria, coexistindo quatro grupos equivalentes em cada nação.
Conclusão dos três primeiros períodos temporais e a aproximação da Sabedoria como maturidade do grande homem que retorna formado à casa paterna.
Advento do período do Espírito para o encerramento das coisas, transitando a força vital do centro à periferia para o aperfeiçoamento dos receptores.
Processamento invisível do bem a partir do interior após o término das fermentações, sem correspondência com espetáculos ou a relevância nula de grandes Estados face a números superiores.
Anúncio da grande mutação por um Eleito ensinado pelo espírito de Deus sobre a árvore e o fruto da vida para alcançar a imortalidade, contrapondo-se ao papel do espírito de perdição com Eva.
Condição de pecador do Eleito que restabelecerá a vida e a dita, enfrentando maior dificuldade para colher o fruto do que no evento do Bem e do Mal.
Parto de um Salvador pela terra, devolvendo a dita por intermédio de um cristão.
Identificação desse homem com o terceiro Adão, pecador crente iluminado pelo
Espírito Santo e nascido por água e Espírito, situando
Jesus como o segundo Adão.
Expectativa pela execução dos planos divinos pelo segundo ungido, demandando tempo para a consolidação do poder sobre a natureza e para apoiar palavras em ações que superam a física.
Identificação do último dos escolhidos com Jung Eugenius, o Elias pressentido pelos Rose-Croix, anotado por Herbort como Elias Artista.
Crença no castigo e justificativa das penas eternas por
Eckartshausen, interpretando que um Deus isento de punição seria protetor do vício e pior que um tirano, não cabendo premiar o crime com dita eterna.
Atribuição de sentido cósmico ao salvamento na tradição teosófica, expandindo o ensinamento de
São Paulo sobre a expectativa da natureza.
Interrupção da comunicação do Espírito com a matéria externa após a queda pela perda do homem como intermediário, encarnando-se a Sabedoria para restaurar a ordem entre Deus, Homem e Natureza.
Nostalgia da natureza por sua renovação e o testemunho empírico das dores do parto na criação.
Pertencimento do autor a uma escola voltada à separação da essência paradisíaca em relação à matéria grosseira, transformada em forma metafísica indestrutível pela morte do Cristo.
Necessidade de reunião com o espírito divino para o restabelecimento da dignidade real humana sobre os elementos.
Cristo, cuja força reparadora dissolve a matéria e liberta o Gemüth.
Explicação das trevas físicas pela dispersão do sangue crístico sobre o mundo no momento da inserção do princípio vital na física.
Questionamento sobre a imperfeição atual derivar da primazia da substância terra sobre a substância sol, vislumbrando índices de aproximação da era de restabelecimento proporcional.
Execução de experiências químicas desde 1800 por
Eckartshausen e colaboradores voltadas ao aperfeiçoamento do globo com matéria virgem.
Comportamento da terra virgem desafiando os elementos ao secar no úmido e vice-versa, gerando hastes de trigo incombustíveis exceto por fósforo ou sol.
Ennobrecimento da terra comum pela mistura de duas partes da matéria pura com rega, almejando a uniformização climática e a redução das dissemelhanças humanas pelas exalações vegetais.
Cultivo planejado para 1802 de flores e uvas na terra virgem por amigos do autor.
Alimentação de galinha com farinha de trigo germinado na terra pura, revelando no abate a ausência de gluten sanguíneo e a conservação do sangue em garrafa sem putrefação.
Ordem inversa de retorno à perfeição iniciando-se pela natureza física, seguida pela moral e culminando na espiritual, contrariando a sequência da queda.
Atuação do Sábio voltada à união com a natureza pura e desta com Deus, constituindo-nos sacerdotes da natureza.
Encarnação do divino na natureza média para operar sobre a matéria, unindo no sangue de Cristo a matéria puríssima ao ser paradisíaco.
Dispersão de vida em regiões de morte pelo sangue vertido, conferindo ao Cristo o título de regenerador físico.
Vitória sobre a natureza corruptível pela cruz encarada como solvens universale.
Aspiração total da natureza pela redenção e a glorificação dos filhos de Deus pela agissem etérea na Terra.
Efeito físico das línguas de fogo sobre os apóstolos demonstrado em curas, imposição de mãos e poliglota pela detenção da força etérea.
Fluxo simbólico de Deus no Cristo, deste no homem, do homem na natureza e o retorno da natureza purificada a Deus.
Elevação da natureza sensível e salvação do mundo humano dividido entre razão e sentidos pelo Cristo.
Retirada da luz incorruptível do universo material acorrentando a natureza nas trevas, motivando a assunção da carne por Deus.
Conversão do princípio mortal em imortal pelo escoamento total do sangue de
Jesus na terra, capacitando o solo a gerar frutos de vida.
Continuidade da corruptibilidade pelos alimentos devido ao caráter inacabado da obra.
Prática da Regeneração focada no aperfeiçoamento mútuo do homem e dos objetos naturais, integrando os saberes de Deus, homem e natureza contra o isolamento das ciências exteriores.
Plano da Sabedoria prevendo a transformação do princípio corruptível no centro da terra em substância vivificante pela cobertura divina em carne e sangue.
Tingimento ou extração eficaz da terra pelo sangue na morte do Cristo, penetrando o solo e provocando a quebra de rochas, eclipse e o recuo das partes tenebrosas do centro para a periferia.
Atividade contínua da força divina no centro do globo desde a crucificação para a preparação das substâncias e o retorno à perfeição.
Governança do mundo pelo cetro da essência luminosa crística.
Cessação do infortúnio pelo restabelecimento da harmonia entre o sensível e o invisível, blindando a natureza contra a corrupção.
Configuração da natureza atual e do homem como mera preparação para um ordenamento posterior, ilustrada no mergulho final da terra no sol, do fogo na luz e do homem no Logos.
Conceituação da matéria como barreira ou adjetivo perecível na visão de
Saint-Martin,
Boehme e
Baader, obstando desvios maiores do homem antes da perfeição definitiva.