A inteligência da criatura reside no verbo formado e manifestado, o que a leva a projetar na divindade uma imagem corpórea e afecções polarizadas entre o bem e o mal.
Faculdade criaturial de conceber ideias e imagens combinadas.
Crença errônea da razão de que Deus possa se encolerizar ou integrar-se em qualidades duais.
Suposição da razão decaída de que existiria uma deliberação eterna ou escolha prévia de eleição divina sobre o destino da criatura.
Imaginação de um sentimento vindicativo divino para manifestar amor e misericórdia nos eleitos por meio da ira.
Constatação de que a ira divina manifesta a glória e a majestade assim como o fogo manifesta a luz.
A incapacidade da razão humana após a queda impede a compreensão exata da vontade de Deus e da distinção entre o verbo manifestado e a criatura.
Impossibilidade de uma manifestação eterna e sem limites caso Deus tivesse deliberado ou tomado conselho em si mesmo.
Necessidade de um começo temporal e de um objeto prévio para que uma deliberação ocorresse na
Trindade.
Exigência teórica de ideias, pensamentos e imagens impressas na divindade para julgar a própria operação.
O Deus único constitui o primeiro princípio absoluto de todas as coisas, o que torna conceitualmente impossível qualquer processo de deliberação interna.
Definição de Deus como o olhar de si mesmo, o aspecto de todos os seres e a causa de toda essência.
Origem da natureza e da criatura na qualidade una e primeira da divindade.
Ausência de inimigos contrários, de anterioridade ou de posterioridade em relação ao Ser Supremo.
Caracterização de Deus como o único que é, existe, quer, pode e aperfeiçoa.
A imutabilidade do Ser Divino exclui o pensamento deliberativo, pois a vontade eterna opera continuamente o próprio engendramento trinitário.
Identificação de Deus como o olho de quem vê e o princípio dos seres.
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Ausência de desejos ou deliberações adicionais na vontade única e sem fundo fora desse engendramento.
Limitação do querer divino à própria totalidade, visto que desejar algo além implicaria uma falta de onipotência para realizá-lo.
Identificação absoluta de Deus com tudo o que foi querido por ele de toda a eternidade.
Unidade indissolúvel que impede a contrariedade interna e a necessidade de mediação para disputas.
Os seres derivados do princípio eterno possuem individualidade e vontade próprias, mas geram desarmonia quando se desviam da harmonia universal.
Nascimento e existência de cada ser como uma entidade individual com natureza própria.
Autonomia da vontade individual sem elementos anteriores que a possam romper ou cessar.
Produção de divisão e desarmonia quando a vontade própria entra em uma concentração alheia ao primeiro princípio.
Definição da queda de
Satanás e da alma humana como um desligamento da vontade divina universal para se dobrar sobre o próprio desejo criaturial.
Necessidade de analisar a causa principal que origina o desvio da criatura.
A diferenciação das potências divinas em qualidades e propriedades constitui a condição indispensável para a existência da natureza e das criaturas.
Inexistência de
anjos, criaturas, natureza ou propriedades sem a introdução das potências na divisão.
Permanência do Deus uno, invisível e incompreensível em sua própria tranquilidade e Sabedoria caso não houvesse separação.
Unidade absoluta de todos os seres em um único ser sem distinções.
Ausência de essências ou existências nesse estado ideal, restando apenas um delícia e uma alegria perfeita na Sabedoria eterna.
O exame das escrituras sagradas e da manifestação nas coisas criadas revela o fundamento verdadeiro da realidade divina.
Citação do texto de João 1:1—3: No começo era o Verbo, e o Verbo estava perto de Deus e Deus era o Verbo.
Continuação da citação: Ele estava no começo perto de Deus.
Conclusão da citação de João: Todas as coisas são feitas por ele, e, sem ele, nada é feito de o que é feito.
O conceito de começo designa a concentração eterna da vontade insondável no espaço infinito para gerar a essência e a sensibilidade do Espírito.
Concentração da vontade sem fundo para encontrar um fundo e formar a essência divina.
Introdução em potência e progressão da potência no Espírito.
Modelação no Espírito de uma sensibilidade e compreensibilidade das potências infinitas.
Definição das potências eternas enclausuradas em uma única força como o princípio do Verbo.
Exalação da potência concentrada para permitir a contemplação e a intuição de si mesma.
Identificação dessa autotemperança com o axioma de que o Verbo estava no começo perto de Deus e era Deus.
A
trindade divina distribui-se funcionalmente entre a vontade original, a concentração na potência e a emanação espiritual que manifesta a inteligência.
O
Pai definido como a vontade eterna que não se pode aprofundar e o começo de tudo.
O
Filho definido como a mesma vontade concentrada na potência.
A essência da potência caracterizada como a ciência, o desejo ou a causa da palavra.
Distribuição da inteligência efetuada pelo espírito ao proceder da potência para torná-la distinta e manifesta.
A transição da tranquilidade das potências para a emissão de uma voz ou som articulado exige a contratualização do desejo e da força atrativa.
Repouso de todas as potências na grande tranquilidade da potência divina única.
Impossibilidade de vozes, palavras ou sons sensíveis sem a concentração do desejo de deleite em uma força atrativa.
Concentração da alegria perfeita da imensidade em uma ciência interna para atrair as potências em uma compactação.
Origem do linguagem dos cinco sentidos a partir da formação dessa palavra ou som sensível.
Reunião de todas as faculdades internas na Sabedoria, na sensibilidade e no gosto interno.
Caracterização desse estágio como uma primeira sensibilidade espiritual e não como uma criatura corpórea.
A distinção filológica entre os termos denota a diferença entre a potência pura não concentrada e a potência estruturada na ação.
Interpretação do Verbo como a potência formada que estava no começo perto de Deus.
Associação da potência não formada à preposição no, indicando tranquilidade.
Associação da potência formada e concentrada à preposição perto, indicando o início do movimento.
Origem da natureza, da criatura e de toda existência a partir da concentração desse desejo.
A atribuição arbitrária do mal à vontade divina constitui uma presunção ímpia decorrente do amor-próprio e do obscurecimento da razão humana.
Necessidade de fixar a inteligência na distinção correta entre Deus e a natureza.
Crítica à afirmação de que Deus quer o mal.
Definição de toda má vontade como um
Satanás, caracterizado por uma vontade voltada e concentrada sobre si mesma.
Busca pelo orgulho e amor-próprio para forjar uma existência isolada que é apenas fantasia e delírio separado do Ser Supremo.
O leitor é exortado a abandonar as construções sofísticas e as fantasias intelectuais para apreender o verdadeiro princípio interior.
Compromisso de desenvolvimento do princípio interior verdadeiro.
Identificação das potências com Deus, por meio das quais ele engendra o Verbo.
Definição da ciência, do desejo e da força atrativa divina como o começo da natureza.
A manifestação da majestade divina e da luz exige a atuação da força atrativa como a primeira qualidade motriz da natureza.
Impossibilidade de manifestação das potências sem o desejo ou força atrativa.
Dependência da glória e da majestade em relação a esse efeito de movimento para gerar a alegria da vontade primeira.
Ausência de luz na potência divina caso o desejo atrativo não se concentrasse ou sombreasse em si mesmo.
Fundamentação do princípio das trevas a partir desse sombreamento originário.
Progressão do efeito do movimento até o embrasamento do fogo, onde Deus se nomeia um Deus de cólera e um fogo devorador.
Origem da grande separação, da dissolução, da morte e da vida criaturial nesse centro ígneo.
Apelo à mofada e sábia reflexão para compreender essa estrutura.
A analogia de uma vela acesa ilustra como o consumo da essência pelo fogo gera uma nova sensibilidade e propicia a iluminação do espaço.
Atração e devoração da essência da vela pelo fogo.
Transformação da essência consumida em um espírito ou movimento por meio da morte das trevas.
Distinção radical entre a natureza da luz e a natureza do fogo.
Ausência de vida sensível perceptível na vela antes da combustão.
Introdução da essência da vela em uma sensação penível e móvel pelo ato de queimar.
Processo pelo qual o nada ou o Uno eterno torna-se aparente, luminoso e aclarador por meio dessa vida sensível e penível.
Deus introduz a vontade insondável no desejo de formar a natureza para que a potência se manifeste como o reino da felicidade eterna.
Permanência de tudo em repouso no Eterno Uno se a natureza não fosse formada.
Entrada da natureza na pena e na concentração para conferir movimento à tranquilidade eterna.
Formação de vozes e sons a partir da sensibilidade adquirida pelas potências no Verbo divino.
Preservação da eternidade e da luz em relação à pena do fogo, que apenas dinamiza a alegria tranquila.
A natureza opera como o instrumento da eternidade tranquila para manifestar o Verbo sem que o Deus oculto incorpore propriedades naturais.
Emprego da natureza para formar, operar, separar e concentrar em vista da felicidade perfeita.
Recepção da natureza pelo Verbo no âmbito da ciência ou do desejo.
Permanência do Deus Jeová fora da apropriação da natureza, habitando nela e por ela.
Analogia com o sol que permanece nos elementos ou com o nada que reside na luz do fogo.
Revelação do nada como aparente e luminoso pelo fulgor do fogo.
Identificação desse aparente nada com o próprio Deus que é tudo.
A comparação estrutural com os componentes de uma vela serve para detalhar as propriedades latentes na temperatura original.
Visualização de uma semelhança entre a essência divina e a essência natural no objeto aceso.
Mistura indistinta de todas as propriedades em uma mesma essência e peso igual.
Coexistência de gordura, fogo, luz, ar, água, terra, enxofre, mercúrio e sal na matéria.
Impossibilidade de isolar ou diferenciar as propriedades antes da ativação do fogo.
Clausura das propriedades na temperatura divina sem conhecimento de sua diferença individual.
A manifestação do Deus oculto inicia-se quando a vontade paterna se fixa na Sabedoria e projeta a diversidade de potências pela exalação.
Situação original das potências na temperatura do Deus Jeová incompreensível e sem começo.
Concentração da vontade eterna do
Pai em uma inteligência na Sabedoria para estabelecer seu próprio assento.
Exalação dessa concentração de potência na temperatura e fixação no ato de exalar.
Saída de si mesmo por meio da ciência para operar a separação das forças.
Aparição de uma multidão infinita de potências como o aspecto eterno do Eterno Uno.
Conversão do Eterno Uno em algo distinto, visível, separado, sensível e essencial para os sentidos.
O surgimento da natureza e do ser espiritual no Grande Mistério fundamenta as contradições e polaridades descritas nos textos bíblicos.
Identificação do Grande Mistério com o Deus manifesto ou com a manifestação divina.
Relação mútua entre as diferentes denominações de Deus na escritura e esse ser manifesto.
Citação das expressões: Deus é bom; Deus é colérico e ciumento; Deus não pode querer mal.
Citação bíblica complementar: Deus endurece o coração deles, para que não creiam, nem façam sua salvação.
Citação profética: Não há, nem se faz nenhum mal na cidade que o Senhor não faça.
Citação complementar sobre a ira: Por isso te suscitei, a fim de que eu possa mostrar, por ti, a potência de minha cólera.
Origem de toda eleição, oposição e diferenciação elemental na ciência ou no desejo que atrai.
A oposição recíproca na natureza não visa promover o ódio entre as criaturas, mas sim dinamizar o mistério por meio do combate.
Manutenção do movimento e da manifestação por meio da contrariedade e do combate.
Entrada do grande mistério em diferenças para proporcionar uma exaltação de alegria no Eterno Uno.
Introdução do Espírito de Deus no mistério espiritual para a contemplação de si mesmo.
Conversão do espiritual invisível em algo visível e material pelo movimento dos quatro elementos no tempo.
O mundo visível e os corpos celestes refletem fielmente a estrutura do cosmos espiritual e o dinamismo do mistério elemental.
Iluminação da profundidade do mundo pelos raios do sol que aquecem a essência da terra.
Germinação, vegetação e crescimento da terra desencadeados pelo calor solar.
Ativação solar da essência no Grande Mistério, no espírito do mundo, no enxofre, no mercúrio e no sal.
Desenvolvimento do fogo mágico de onde derivam o ar, a água e o elemento terrestre.
Divisão do elemento único em quatro elementos ocultos reciprocamente na atração magnética do mistério.
A interação recíproca entre a radiação solar e o mistério material possibilita a manifestação e a ignição das forças da natureza.
Desenvolvimento mútuo das plantas, minerais e raios solares no mundo exterior.
Dependência da manifestação solar em relação à presença da qualidade espiritual oculta no enxofre, sal e mercúrio.
Definição do desejo das estrelas como uma quintessência superior aos quatro elementos.
Penetração e ignição do sol no mistério exterior por ser mais interior que o espírito do mundo.
Ativação do caráter ígneo dos raios solares pela força atrativa do mistério terrestre.
O sol atua como a alma do Grande Mistério elementar e constitui uma imagem visível da divindade interior oculta.
Projeção do desejo da ciência em direção ao sol por meio da quintessência e dos três efeitos do movimento.
Identificação dos três primeiros efeitos com o enxofre, o mercúrio e o sel.
As estrelas buscam continuamente a virtude solar por afinidade magnética e redistribuem essa força vivificada aos elementos.
Introdução da ciência astral no espírito do mundo para atrair a virtude do sol.
Penetração recíproca do sol nas estrelas para receber a ciência delas.
Obtenção da luz e da virtude estelares a partir da interação com o astro solar.
Comunicação da virtude animada aos quatro elementos como resultado da atração.
Operação mútua que preserva o equilíbrio e impede a soberania de uma única propriedade sobre as demais.
A manifestação temporal do universo representa uma figuração da eternidade espiritual realizada pelo verbo falante e pelo grande mistério.
Deus assemelha-se a um sol eterno cuja potência majestosa necessita da natureza espiritual para se diferenciar e se revelar.
Inexistência de meios para a manifestação da potência divina fora da natureza eterna.
Entrada do Eterno Uno no começo natural sem o propósito de se tornar algo mau.
Objetivo de introduzir distinção, separação e compreensibilidade em suas forças.
Estabelecimento de um jogo de amor onde as potências se sentem e lutam mutuamente.
Manifestação do fogo imenso do Amor na geração e no assento da Santa
Trindade para atuar na natureza eterna.
A distinção entre o movimento penoso do fogo e o fluxo suave da luz revela a transição entre a ciência atrativa e o amor divino.
Conhecimento da natureza na ciência atrativa pelo movimento penível do fogo.
Revelação do fogo divino do Amor pelo movimento doce e bem-fazejo da luz.
Dispersão e doação da luz em todas as coisas para gerar essência e vida.
Identificação dessa doação com a produção de um ar e de uma água espiritual.
Residência da vida do fogo, do amor e da luz nessa água oleosa que serve de alimento à própria iluminação.
Extinção imediata da luz caso ela fosse comprimida e impedida de se resolver no espaço infinito pelo nada.
Resolução por meio da temperatura onde as forças estão integradas em uma única potência.
Transformação da água resolvida em um óleo ou quintessência que atua como virtude do fogo e do brilho.
O conhecimento da água da vida eterna gerada pelo fogo divino constitui o segredo fundamental de toda a realidade espiritual.
Possessão da fonte e do princípio de todos os segredos por meio desse conhecimento.
Identificação dessa substância com a água mencionada por Cristo para dessedentar a humanidade.
Citação de João 4:14 sobre a fonte que jorra para a vida eterna.
Distinção entre a água interior e a água exterior derivada do fogo visível.
O Verbo do linguagem mental é proferido por Jeová a partir da temperatura essencial para conduzir a potência à majestade por meio do fogo.
Pronunciamento do Verbo no desejo de formar a natureza e estabelecer a separação ou contrariedade.
Necessidade de desenvolvimento das potências santas através da natureza do fogo para atingir o esplendor.
Condução do
Filho ou coração pelo
Pai através do fogo rumo ao triunfo da alegria e felicidade perfeita.
A imersão temporária do nada eterno no movimento do fogo resulta no nascimento da vida sainte e no ganho de sensibilidade.
Presença da morte no fogo e entrega momentânea do nada ao movimento penoso.
Esclarecimento de que o processo não constitui uma morte real, mas uma prova que manifesta o amor eterno.
Aquisição de vida sensível e compreensível pela Unidade eterna por meio da natureza.
Atuação da Unidade ao sair do fogo como uma doce potência que se comunica e ilumina.
A separação operada no centro ígneo define o caráter da ira divina como uma força consumidora dos elementos atraídos pelo desejo.
Diversificação da natureza eterna por meio do fogo na separação do desejo.
Pronunciamento divino no fogo: Eu sou um Deus de cólera e de ciúme, um fogo devorador.
Recusa em denominar esse fogo isolado como o Deus Santo, por ser ele a expressão da ira e do ciúme.
Caracterização da ira como força devoradora do que é atraído na particularização da ciência.
O isolamento de uma vontade própria acima da temperatura divina gera o nascimento de mentes corrompidas e alienadas da harmonia original.
Orgulho da particularização que busca se colocar acima da doce e humilde temperatura divina.
Introdução no movimento do amor-próprio e da própria fantasia.
Detalhamento do desligamento efetuado por
Lúcifer e pela alma de Adam em relação à vontade universal.
Persistência desse desvio na ciência, no desejo e na vontade do homem contemporâneo.
Geração de filhos de falsa ciência, orgulhosos e assemelhados a espécies de urtigas e cardos.
Citação de João 10:26 onde Cristo afirma que tais seres não pertenciam às suas ovelhas.
Definição do
Filho de Deus como aquele cuja alma é gerada pela verdadeira ciência divina da temperatura eterna e não pela carne.
Identificação do eleito como aquele que provém do tronco do fogo do amor segundo João 1:13.
Reintrodução do fogo de Amor em Cristo no desejo corrompido de Adam para enraizar novamente o homem na luz livre.
O âmbito da luz manifesta o verdadeiro caráter divino onde todas as qualidades submetem seus movimentos à temperatura de um único Espírito.
Reconhecimento de dois princípios distintos desenvolvidos no embrasamento do fogo.
Aplicação do nome de Deus estritamente em relação à luz e às suas potências manifestadas.
Submissão das vontades e propriedades à vontade única da temperatura divina.
Movimento das qualidades em um ambiente de grande e ardente amor mútuo.
Caracterização do conjunto como uma potência doce e bem-fazeja que penetra e influi em tudo.
Divisão em diferentes cores, virtudes e potências para manifestar a Sabedoria infinita de Deus.
O ciclo natural da terra espelha a dualidade entre os frutos gerados na harmonia divina e as ervas daninhas decorrentes da maldição.
Crescimento de plantas e floração de árvores que produzem doces frutos na primavera sob a temperatura divina.
Produção de maus frutos, espinhos e cardos nas áreas de compactação ou sob a maldição pronunciada pela queda.
Submissão futura da terra ao fogo da coupelle em seu foyer.
Presença de um princípio bom oculto nos espinhos devido à sua origem primordial.
Latência da temperatura na quintessência, aguardando a separação final no término do mundo terrestre.
A potência divina pura carece de intenções malévolas ou conhecimento do mal, situando-se a negatividade apenas no princípio da cisão natural.
Ausência de mal no Verbo que distingue as qualidades e propriedades divinas.
Localização da ciência do bem e do mal exclusivamente no ponto de divisão da vontade eterna no fogo da natureza.
Inclusão do princípio da natureza e da criatura nesse centro de divisão ígnea.
A criação de entidades espirituais exige a presença do triângulo ígneo e de uma vontade própria destacada como um raio do princípio universal.
Impossibilidade de nascimento ou existência criaturial a partir apenas do desejo divino do Amor.
Necessidade de inclusão do triângulo ígneo do fogo penível na estrutura da criatura.
Definição da vontade própria como uma ciência separada e exalada a partir da vontade primeira sem fundo.
Saída do raio no ponto onde o Verbo das potências se separa pelo fogo em direção à luz.
A origem dos
anjos e da alma humana fixa-se na ciência ígnea da natureza, exigindo o retorno desses seres à harmonia da luz universal.
Alimentação dos desejos atrativos por meio da quintessência do fogo e da água espiritual da luz.
Conversão do fogo em uma fonte de alegria e felicidade perfeita por essa alimentação.
Atuação da água espiritual como uma suavização e um amortecimento contínuo do desejo ígneo.
Transformação do desejo em uma temperatura regida pela vontade única de amar o que provém do mesmo tronco.
Penetração instantânea da luz divina no fogo dos
anjos e das almas bem-aventuradas.
Manutenção de uma fome contínua de se alimentar da potência e do Amor de Deus para adocicar o próprio fogo.
Transmutação do fogo do triângulo em pura santidade, amor, grande alegria e felicidade.
Axioma final de que nada pode durar eternamente sem ter seu princípio na vontade sem fundo ou no desejo ígneo do Verbo divino.