Para que a adoração produza resultados plenamente válidos, o silêncio deve ser “o perfeito equilíbrio das três partes do ser” — espírito, alma e corpo —, pois o ser todo inteiro, em todos os seus elementos constitutivos, deve participar da adoração; esse equilíbrio é, na manifestação, imagem ou reflexo da indistinção principial do não-manifestado.
A indistinção principial do não-manifestado nada tem em comum com a pura potencialidade indiferenciada da matéria prima — sentido inferior que a mesma palavra pode designar em outro contexto
A necessidade do equilíbrio é compreensível porque o equilíbrio representa, na manifestação, a indistinção do não-manifestado, tal como o silêncio a representa; não há motivo para surpresa ante a assimilação que assim se estabelece entre silêncio e equilíbrio