Para implementar os aspectos práticos de seu programa,
Schwenckfeld produziu incessantemente cartas, tratados e dissertações voltados à edificação dos leitores, configurando uma teologia prática centrada na regeneração, no homem novo, na educação da consciência, na paciência sob a cruz e na oração cristã, com vistas à reforma da vida e da doutrina.
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Regeneração e homem novo — categorias centrais da ética schwenckfeldiana
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“Von dreierlai Leben der menschen” (1546) — tratado ético mais importante de
Schwenckfeld
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“Vom guten und bösen gewissen” (1529) — tratado sobre a educação da consciência
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Imitatio Christi — obra editada por
Schwenckfeld em 1531, associada à paciência sob a cruz
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“Catechismus Vom Worte des Creützes” (1545) — texto sobre a palavra da cruz
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“Vonn der himlischen artzney des waren artzets Christi” (1545) — tratado sobre a medicina celestial de Cristo
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“Vom Gebeet” (1547) — tratado sobre a oração cristã
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Schwenckfeld não produziu uma ética sistemática — disciplina ainda não isolada como tal em sua época
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Homem de caráter inatacável e consciência límpida,
Schwenckfeld suportou com compostura exemplar os ataques vituperativos que lhe foram dirigidos ao longo de grande parte de sua vida.
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Schwenckfeld revelou ocasionalmente tendências puritanas, sobretudo na ênfase em comunidades restritas de verdadeiramente regenerados, mas nunca foi um perfeccionista teológico, e sua defesa consistente da tolerância religiosa plena o distinguia nitidamente de muitos contemporâneos.
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Ecclesiolae — pequenas comunidades ou conventículos dos verdadeiramente regenerados, em contraste com as massas de cristãos nominais
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Somente os regenerados seriam dignos de receber os sacramentos; somente um ministério consagrado poderia servir eficazmente entre eles
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Novatiano — figura do cristianismo primitivo associada ao rigorismo eclesiástico, invocada como paralelo a
Schwenckfeld
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Fraseologia de
Schwenckfeld: “Eles [pregadores luteranos] … desejam levar ao céu mais pessoas do que Deus quer lá”
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Formula Concordiae — documento luterano que o acusou incorretamente de perfeccionismo teológico
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Schwenckfeld rejeitava o moralismo puro resumido na frase: “Não se deve saber muito, mas apenas viver piedosamente”
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A verdadeira piedade cristã só poderia proceder “do conhecimento de Deus e da compreensão de Cristo”
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A fé nunca era cega ou desinformada — a ignorância dos mistérios apreendidos pela fé implicava desqualificação diante desses mistérios
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Leo Jud — pastor em Zurique, destinatário de cartas de
Schwenckfeld sobre a liberdade cristã
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Johannes Kühn — autor de Toleranz und Offenbarung (Leipzig, 1923), obra que examina a tolerância em
Schwenckfeld
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A “Reforma do Caminho do Meio” implicava, portanto, não apenas um programa de educação e iluminação moral, mas também uma teologia mediadora concebida primordialmente como corretivo ao evangelho luterano, que, segundo
Schwenckfeld e seus associados silesios, exercia escasso efeito empírico sobre o povo comum.