Deus é o Bem em si, a própria Misericórdia e um abismo de Bondade que excede todo nome e todo conceito, de modo que a obtenção de sua misericórdia se realiza pela união com ele mediante a participação nas virtudes e pela súplica orante que vincula a criatura racional ao Criador.
A participação nas virtudes dispõe o ser humano virtuoso a receber Deus por semelhança.
A oração opera essa recepção e consagra misticamente o impulso humano em direção ao divino, desde que ultrapasse as paixões e os pensamentos por meio de uma compunção ardente.
O espírito preso às paixões não alcança a união divina nem obtém misericórdia enquanto permanece nessa disposição.
Quanto mais os pensamentos são afastados, tanto mais cresce a compunção, e na medida dessa compunção participa-se da misericórdia e de suas consolações.
A perseverança humilde nesse estado transfigura inteiramente a parte passional da alma.
O espírito se une à Mônada trinitária suprema quando sua unidade se torna trina sem deixar de ser una, pois então fecha todas as saídas para o erro, domina a carne, o mundo e o príncipe deste mundo, e permanece em si mesmo e em Deus na alegria espiritual que nele brota.
A unidade do espírito se torna trina quando o espírito se volta para si mesmo e sobe de si mesmo para Deus.
A conversão do espírito para si mesmo consiste em guardar-se a si próprio.
A ascensão do espírito para Deus realiza-se sobretudo pela oração, ora recolhida e concentrada, ora mais extensa e mais laboriosa.
A perseverança na concentração do espírito e no impulso para Deus, com contenção enérgica das fugas do pensamento, aproxima interiormente de Deus e faz possuir bens inefáveis.
O sentido espiritual permite provar o século futuro e conhecer a bondade do Senhor.
A palavra do salmista afirma: “Provai e vede como o Senhor é bom!” (Sl 34,9).
A união da oração à guarda do espírito não é em si extremamente difícil, mas a permanência prolongada nesse estado gerador do inefável constitui a dificuldade própria da vida espiritual.
O labor de qualquer outra virtude permanece leve e insignificante em comparação com a perseverança nesse recolhimento.
Muitos abandonam o estreitamento próprio da virtude da oração e não chegam aos amplos espaços dos carismas.
Aos que perseveram, maiores auxílios divinos os sustentam, conduzem-nos alegremente adiante, tornam fácil a própria dificuldade e conferem à natureza humana uma aptidão quase angélica.
A natureza humana passa a viver na familiaridade das naturezas que a superam.
O profeta afirma: “Os que perseveram voam como águias, recebem novas forças” (Is 40,31).
O espírito também designa sua própria energia, constituída por pensamentos e conceitos, bem como a potência que produz esses efeitos e que a Escritura chama coração, rainha das potências humanas e fundamento da alma racional.
A energia do espírito, isto é, seus pensamentos, regula-se e purifica-se facilmente pela dedicação à oração, especialmente à oração monológica.
A potência que produz essa energia só é purificada quando todas as demais potências também são purificadas.
A alma é uma essência dotada de múltiplas potências, e o mal surgido de uma delas mancha a alma inteira, pois todas se comunicam na mesma unidade.
Cada potência possui seu ato próprio, de modo que certo ato pode ser purificado por algum tempo mediante aplicação, sem que a potência correspondente seja plenamente purificada.
A potência permanece antes impura que pura quando continua comunicada às outras potências ainda não purificadas.
A purificação parcial da energia do espírito pela oração não deve ser confundida com a pureza total do coração, pois a iluminação parcial da ciência ou do relâmpago espiritual pode tornar-se ocasião de presunção e engano.
Quem se julga purificado por uma iluminação parcial se ilude e abre largamente a porta ao enganador que aguarda ocasião para iludir.
Quem mede a impureza do próprio coração e transforma a pureza parcial em auxílio progride na humildade e amplia a compunção.
A impureza das outras potências da alma torna-se mais claramente visível quando a pureza parcial não alimenta a soberba.
Cada potência da alma exige remédios apropriados: pela ação purificam-se as faculdades ativas, pela ciência as faculdades de conhecimento, e pela oração a faculdade contemplativa.
Esse itinerário conduz à pureza perfeita, verdadeira e estável do coração e do espírito.
Ninguém alcança tal pureza sem a perfeição da ação, da contrição perpétua, da contemplação e da oração contemplativa.
Alguns profissionais da cultura profana afirmam que seria equivocado recolher o espírito no corpo e que se deveria expulsá-lo dele a todo custo, censurando os que aconselham os iniciantes a voltar o olhar para si mesmos e a introduzir o espírito em si por meio da inspiração.
Esses adversários alegam que o espírito não está separado da alma e, por isso, não poderia ser introduzido em si aquilo que não está separado, mas unido.
Eles acrescentam caluniosamente que alguns hesicastas falariam de introduzir a graça em si pelas vias nasais.
Tal acusação é apresentada como calúnia, pois nada semelhante teria sido ouvido no meio hesicasta.
A deformação deliberada facilita a invenção e acrescenta malignidade às demais acusações.
A questão dirigida ao pai espiritual pede a explicação de por que se procura introduzir o espírito no interior de si mesmo e por que não há erro em recolhê-lo dentro do corpo.
O corpo nada tem de mau em si mesmo, pois é bom por natureza, e condenável é apenas o espírito carnal ou o corpo prostituído ao pecado.
O mal não procede da carne, mas daquilo que nela habita.
O problema não consiste no espírito habitar o corpo, mas na lei oposta à lei do espírito exercer-se nos membros.
A lei do pecado é combatida e expulsa do corpo para que nele seja introduzida a autoridade do espírito.
A autoridade do espírito fixa uma lei para cada potência da alma e para cada membro do corpo, dando a cada um o que lhe corresponde.
Aos sentidos são atribuídos sua natureza e seus limites de exercício, e essa obra da lei chama-se temperança.
À parte passional da alma é concedido o hábito excelente da caridade.
A parte racional é melhorada pela rejeição de tudo o que se opõe à ascensão do espírito para Deus, e essa parte da lei chama-se sobriedade.
Quem purifica o corpo pela temperança, transforma o irascível e o concupiscível em ocasiões de virtude pela caridade, e apresenta a Deus um espírito purificado pela oração, adquire e contempla em si a graça prometida aos corações puros.
A palavra apostólica afirma: “Trazemos este tesouro em vasos de barro” (2Cor 4,6-7), entendendo-se por vasos os corpos.
Reter o espírito dentro do corpo não ofende a nobreza sublime do espírito.
A alma é uma essência provida de múltiplas potências e possui como órgão o corpo que ela anima, enquanto sua potência chamada espírito opera por meio de certos órgãos.
Ninguém supõe que o espírito tenha sede nas unhas, nas pálpebras, nas narinas ou nos lábios.
Há consenso em situar o espírito no interior do ser humano, embora haja divergência quanto ao órgão interior a ser designado.
Alguns colocam o espírito no cérebro como numa acrópole.
Outros atribuem ao espírito a região central do coração, pura de todo sopro animal.
A alma racional não está dentro do ser humano como se estivesse num vaso, pois é incorpórea, nem está fora dele, pois está unida ao corpo.
A alma racional está no coração como em seu órgão.
A localização do coração como sede da razão apoia-se naquele que formou o ser humano e na tradição espiritual que reconhece ali o princípio das más ou boas disposições interiores.
Cristo afirma: “Não é o que entra pela boca que mancha o homem, mas o que sai dela… pois é do coração que vêm os maus pensamentos” (Mt 15,11.19).
Macário afirma que o coração preside a todo o organismo.
Macário afirma que, quando a graça se apodera das pastagens do coração, reina sobre todos os pensamentos e todos os membros.
Macário afirma que no coração se encontram o espírito e todos os pensamentos da alma.
O coração é, portanto, a sede da razão e seu principal órgão corpóreo.
A vigilância e a correção da razão pela sobriedade atenta exigem reunir o espírito disperso ao exterior pelas sensações e reconduzi-lo ao coração, sede dos pensamentos.
Macário ensina que é necessário olhar para o coração a fim de ver se a graça gravou nele as leis do Espírito.
O órgão diretor, trono da graça e lugar do espírito e dos pensamentos da alma, é o coração.
Quem se decide a vigiar-se na quietude necessita reconduzir e recolher o espírito no corpo, sobretudo no corpo dentro do corpo chamado coração.
O reino dos céus está dentro do ser humano, de modo que quem se aplica deliberadamente a fazer o espírito sair de si exclui-se do reino.
A palavra evangélica afirma: “O reino dos céus está dentro de nós” (Lc 17,21).
Salomão afirma: “O coração reto busca o sentido” (Pr 27,21).
Esse sentido é também chamado por Salomão de “espiritual e divino” (Pr 2,5).
Os Padres afirmam que o espírito, inteiramente espiritual, está envolvido por uma sensibilidade espiritual.
A busca desse sentido deve prosseguir tanto dentro quanto fora de si.
A luta contra o pecado, a aquisição da virtude e a participação antecipada na recompensa do combate virtuoso exigem reconduzir o espírito ao interior do corpo e de si mesmo.
Querer fazer o espírito sair não apenas do pensamento carnal, mas do próprio corpo, para ir ao encontro de espetáculos espirituais, constitui o ápice do erro grego ou pagão.
O espírito deve ser reconduzido não apenas ao corpo e ao coração, mas também a si mesmo.
A objeção segundo a qual o espírito não poderia regressar por não estar separado ignora a distinção entre a essência do espírito e seu ato ou energia.
A confusão deliberada entre essência e energia do espírito abriga impostura sob aparência de equívoco.
O espírito não é como o olho, que vê outros objetos sem ver a si mesmo.
Segundo
Dionísio, o espírito realiza exteriormente seus atos por um movimento longitudinal e retorna a si mesmo por um movimento circular.
O movimento circular é o ato mais excelente e próprio do espírito.
Por esse ato, o espírito por vezes se transcende para unir-se a Deus.
Dionísio trata desse movimento nos Nomes divinos, capítulo 4.
Basílio e
Dionísio confirmam que o espírito que não se dispersa ao exterior retorna a si mesmo e se eleva de si mesmo a Deus por caminho infalível, ao passo que o pai do erro suscita cúmplices para persuadir até os hesicastas de que seria melhor manter o espírito fora do corpo durante a oração.
Basílio afirma: “O espírito que não se derrama ao exterior retorna a si mesmo e se eleva de si mesmo a Deus por um caminho infalível.”
A formulação pressupõe que o espírito pode sair e que, por isso, deve retornar.
Dionísio é apresentado como testemunha infalível do mundo espiritual e como aquele que ensina que esse movimento do espírito não pode extraviar.
O pai do erro e da mentira continua tentando desviar o ser humano.
Certos escritos procuram convencer até os que abraçaram a vida superior da quietude de que convém manter o espírito fora do corpo durante a oração.
João, na Escada celeste, define: “O hesicasta é aquele que se esforça por circunscrever o incorpóreo no corpo.”
Todos os pais espirituais ensinaram a mesma doutrina.
A razão se soma às considerações espirituais para demonstrar que quem aspira possuir-se verdadeiramente e tornar-se monge segundo o homem interior deve fazer o espírito regressar e permanecer dentro do corpo.
Não é inadequado convidar sobretudo os iniciantes a olhar para si mesmos e a introduzir o espírito em si juntamente com o sopro.
Não convém afastar dos procedimentos de recolhimento aquele que ainda não chegou à contemplação de si mesmo.
Nos que acabam de entrar na arena espiritual, o espírito escapa logo depois de ser reunido, e por isso é necessário insistir em reconduzi-lo.
Os noviços ainda não percebem que nada é mais rebelde ao exame de si nem mais pronto a dispersar-se do que o espírito.
Alguns recomendam controlar o movimento de entrada e saída do sopro, retendo-o um pouco, a fim de reter também o espírito enquanto permanecem na inspiração.
Com o auxílio de Deus, o progresso purifica o espírito, impede-o de voltar-se ao mundo exterior e permite reconduzi-lo perfeitamente numa concentração unificadora.
A lentidão do movimento respiratório acompanha espontaneamente a atenção do espírito, sobretudo nos que praticam a quietude do espírito e do corpo.
Em todo ato de reflexão intensa, o vaivém do sopro se torna mais lento.
Os praticantes da quietude celebram verdadeiramente o sábado espiritual.
Suspendendo todas as obras pessoais, eles reduzem quanto possível a atividade móvel, mutável, dispersa e múltipla das potências cognitivas da alma.
Eles reduzem também toda atividade dos sentidos e toda atividade corporal dependente da vontade.
Atividades que não dependem inteiramente do ser humano, como a respiração, são reduzidas tanto quanto possível.
Nos avançados na prática hesicasta, tais efeitos se seguem espontaneamente e sem reflexão deliberada.
Na alma perfeitamente introvertida, esses efeitos ocorrem necessariamente e por si mesmos.
Nos iniciantes, o recolhimento ligado à respiração exige esforço, assim como a paciência é buscada por todos os meios por ser fruto da caridade.
A Escritura afirma: “A caridade tudo suporta” (1Cor 13,7).
O mesmo princípio vale para o recolhimento do espírito, pois se empregam meios para obter aquilo que conduz ao fim maior.
Aqueles que possuem experiência riem das objeções provenientes da inexperiência.
O mestre deles não é o discurso abstrato, mas o esforço e a experiência por ele gerada.
A experiência produz fruto útil e derruba as palavras estéreis dos contestadores.
Desde a transgressão, o homem interior se modela pelas formas exteriores, de modo que a atitude corporal pode ajudar a reconduzir o espírito do movimento longitudinal ao movimento circular e infalível.
Um grande doutor escreveu que “desde a transgressão, o homem interior se modela segundo as formas exteriores”.
Fixar o olhar no peito ou no umbigo pode aproveitar mais que deixá-lo vaguear de um lado para outro.
Ao recolher-se exteriormente em círculo, imita-se o movimento interior do espírito.
A atitude do corpo introduz no coração a potência do espírito que a visão dispersa para fora.
Se a potência da besta interior tem sua sede na região do umbigo e do ventre, onde a lei do pecado exerce domínio e encontra alimento, convém levar ali a lei oposta armada pela oração.
A oração impede que o espírito mau expulso pelo banho da regeneração retorne com sete espíritos piores e torne a condição posterior pior que a primeira.
A referência evangélica afirma a possibilidade de retorno do espírito impuro com sete espíritos piores (Lc 11,26).
A ordem de Moisés para tomar cuidado consigo mesmo exige vigilância integral da alma e do corpo por meio do espírito, pois não existe outro meio de guardar a totalidade de si.
Moisés afirma: “Toma cuidado contigo mesmo” (Dt 15,9).
A guarda deve ser posta diante da alma e do corpo para libertá-los das más paixões.
Nenhuma parte da alma ou do corpo deve permanecer sem vigilância.
Assim se atravessa a zona das tentações inferiores e se comparece com confiança diante daquele que “escruta os rins e os corações”.
Aquele que antes escruta a si mesmo prepara-se para ser julgado sem temor.
A palavra apostólica afirma: “Julguemo-nos a nós mesmos e não seremos julgados” (1Cor 11,31).
Davi expressa essa experiência: “As trevas já não serão obscuras, a noite resplandece como o dia, porque formaste meus rins” (Sl 138,12).
A parte concupiscível da alma torna-se posse de Deus, e até o foco corporal do desejo é reconduzido à origem e elevado para unir-se a Deus.
Os que se apegam aos prazeres sensíveis da corrupção esgotam na carne toda a potência desiderativa da alma e tornam-se inteiramente carne.
O Espírito não pode permanecer nos que se tornam carne.
Os que elevam o espírito a Deus e estabelecem a alma no amor divino têm a carne transformada e participante do impulso do espírito e da comunhão divina.
A carne torna-se também domínio e morada de Deus, deixando de abrigar a inimizade contra Deus e de desejar contra o espírito.
A carne é o lugar mais apropriado ao espírito da carne que sobe de baixo, e por isso ela não deve ser deixada sem vigilância enquanto nela não habitar a lei da vida.
O apóstolo afirma que nada de bom habita na carne enquanto nela não habita a lei da vida.
A carne só pode pertencer verdadeiramente ao ser humano e ser fechada ao inimigo mediante vigilância.
Quem ainda não possui a ciência espiritual suficiente para repelir os espíritos maus necessita exercitar a atenção também por meio de uma atitude exterior.
Não apenas os iniciantes, mas também pessoas mais perfeitas utilizam essa atitude na oração e assim inclinam a benevolência de Deus.
Essa prática ocorre tanto entre os que vieram depois da descida de Cristo quanto entre os que a precederam.
Elias, consumado na teoptia, apoia a cabeça nos joelhos, reúne vigorosamente o espírito em si mesmo e em Deus, e assim põe fim a uma seca de vários anos.
Os adversários da prática hesicasta compartilham a doença do fariseu, pois desprezam a atitude de oração justificada do publicano e exortam outros a não imitá-la.
O Senhor afirma sobre o publicano: “Ele nem ousava levantar os olhos ao céu” (Lc 18,13).
Imitam o publicano aqueles que, ao orar, aplicam os olhos sobre si mesmos.
Os que chamam os hesicastas de onfalopsíquicos caluniam seus adversários, pois nenhum deles jamais colocou a alma no umbigo.
Esses acusadores agem como detratores de práticas louváveis, não como corretores de erros.
Eles escrevem movidos pela vaidade, não pela causa da vida hesicasta e da verdade.
Seu objetivo não é conduzir à sobriedade, mas afastar dela.
Por todos os meios procuram arruinar a obra hesicasta e aqueles que a praticam com zelo.
Eles poderiam igualmente chamar de ventropsíquico aquele que afirmou: “Meu ventre fremirá como uma harpa…” (Is 16,11).
A mesma calúnia poderia recair sobre todos os que representam, nomeiam e buscam realidades invisíveis por meio de símbolos corporais.
A tradição de
Simeão o Novo Teólogo,
Nicéforo o Hagiorita, Teolepto de Filadélfia e
Atanásio o Patriarca confirma aos iniciantes a prática combatida pelos novos mestres hostis ao hesicasmo.
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Nicéforo o Hagiorita ensina claramente aos iniciantes a mesma prática de recolhimento.
Teolepto, bispo de Filadélfia, e
Atanásio, o Patriarca do fim do século XIII e início do século XIV, são invocados como homens aos quais a potência do
Espírito Santo deu testemunho.
Muitos outros antes, com eles e depois deles, convidaram a guardar essa tradição.
Os novos mestres em hesicasmo desprezam, deformam e arruínam essa tradição sem proveito para seus ouvintes.
A convivência com alguns dos santos nomeados e o discipulado recebido deles fundamentam a adesão a essa tradição.
Aqueles que foram formados pela experiência unida à graça não podem ser desprezados em favor dos que pretendem ensinar apenas com base no orgulho.
A fuga dos adversários do hesicasmo e a escuta dócil dos pais espirituais preservam a bênção interior e ensinam a maneira de fazer o espírito regressar a si.
Davi afirma: “Minha alma, bendize o Senhor, e tudo o que há em mim bendiga seu santo nome!” (Sl 102,1).
A escuta dos pais deve ser dócil, pois eles aconselham o modo de reconduzir o espírito ao interior.