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Dionísio o Areopagita — Hierarquia Celestial

Capítulo 5. Por que razão todos os seres celestiais são chamados, em comum, de anjos

Esta, então, em nosso julgamento, é a razão para a denominação “angelical” nos Oráculos. Devemos agora, suponho, indagar por que razão os teólogos chamam todos os seres celestiais, em conjunto, de “anjos”; mas, quando chegam a uma descrição mais precisa das ordens supramundanas, denominam exclusivamente de “ordem angelical” aquilo que completa a lista inteira das hostes divinas e celestiais. Antes disso, porém, eles classificam, de forma preeminente, as ordens dos Arcanjos, dos Principados, das Autoridades e dos Poderes, bem como todos os seres que as tradições reveladoras dos Oráculos reconhecem como superiores a eles. Ora, afirmamos que, em todas as ordenanças sagradas, as classes superiores possuem as iluminações e os poderes de seus subordinados, mas as mais baixas não têm os mesmos poderes que aqueles que estão acima delas. Os teólogos também chamam de “Anjos” as classes mais sagradas dos Seres mais elevados, pois elas “também revelam a iluminação supremamente Divina”. Mas não há razão para chamar o grau mais baixo das Mentes celestiais de Principados, Tronos ou Serafins. Pois ele não possui os poderes mais elevados, mas, assim como conduz nossos Hierarcas inspirados aos esplendores da Divindade que lhe são conhecidos, assim também os poderes santos dos Seres acima dele são condutores, em direção ao Ser Divino, daquela Ordem que completa as Hierarquias Angélicas. Exceto, talvez, que alguém possa dizer também que todas as denominações angélicas são comuns, no que diz respeito à comunicação subordinada e superior de todos os poderes celestiais em direção à semelhança divina e ao dom da luz proveniente de Deus. Mas, para que a questão possa ser melhor investigada, examinemos reverentemente as características sagradas expostas a respeito de cada Ordem celestial nos Oráculos.