Das causas, algumas são aparentes, outras apreendidas por um processo de raciocínio, outras ocultas, e outras inferidas analogicamente — e das ocultas, algumas o são temporariamente, outras por natureza.
Das ocultas por natureza, algumas são capazes de serem apreendidas por analogia através de sinais, como a simetria das passagens dos sentidos, contemplada pela razão; e algumas não são capazes de serem apreendidas em modo algum.
A causa Procatártica sendo removida, o efeito permanece; mas a causa Sinética é aquela cuja presença mantém o efeito e cuja remoção remove o efeito — sendo chamada de sinônimo de perfeita em si mesma, pois é suficiente por si só para produzir o efeito.
A causa co-operante auxilia ainda a Sinética de modo a intensificar o que é produzido por ela; mas a Causa Conjunta não cai sob a mesma noção — pois algo pode ser Causa Conjunta sem ser causa Sinética, sendo concebida em conjunção com outra que não é capaz de produzir o efeito por si mesma.
A causa Co-operante difere da Causa Conjunta nisto: a Causa Conjunta produz o efeito naquilo que por si mesmo não age; mas a causa Co-operante, sem efetuar nada por si mesma, por sua acessão àquilo que age por si mesmo, co-opera com ele para a produção do efeito no grau mais intenso.