Entre os gregos essa objeção é fútil, pois quem está disposto pode encontrar a verdade — mas no caso dos que aduzem desculpas irracionais, sua condenação é incontestável.
Havendo demonstração, é necessário condescender às questões, e averiguar por meio de demonstração pelas próprias Escrituras como as heresias falharam, e como somente na verdade e na Igreja antiga está tanto o conhecimento mais exato quanto o melhor conjunto de princípios — airesis.
Dos que divergem da verdade, alguns tentam enganar somente a si mesmos, e alguns também aos seus vizinhos.
Os chamados doxosofoi — sábios em suas próprias opiniões —, que pensam ter encontrado a verdade mas não têm verdadeira demonstração, enganam-se ao pensarem que alcançaram um lugar de repouso; e não pequeno é o número dos que evitam investigações por medo de refutações, e fogem das instruções por medo da condenação.
Os que enganam os que buscam acesso a eles são muito astutos — sabendo que nada conhecem, mas obscurecem a verdade com argumentos plausíveis.
A natureza dos argumentos plausíveis é de um caráter, e a dos verdadeiros é de outro — e os sofistas, extraindo certas coisas para a destruição dos homens e enterrando-as em artes humanas inventadas por eles mesmos, gloriam-se mais em estar à frente de uma Escola do que em presidir a Igreja.