Além do aspecto cristológico, que corresponde à imagem da Sophia divina, outro aspecto mariológico, que corresponde à Sophia da criatura, à glorificação do criado.
Símbolos que marcam a representação iconográfica da Sabedoria de Deus, esta teologia em forma e em cores
Ocidente até na Idade Média quanto na Reforma, ignorou o tema da Sophia
Exceto a doutrina da Jungfrau Sophia em Jacob Boehme, o misterioso sapateiro de Görlitz (séc. XVII)
Influência desta obra de Boehme sobre Schelling, Hegel, Baader e os românticos alemãs
influência na Inglaterra, místico inglês do séc. XVIII, o médico Pordage, autor de uma série de tratado sobre a Sophia.
Todas estas obras a partir de Boehme são estudadas pela maçonaria mística russa, ao final do séc. XVIII e durante o séc. XIX
O escritor Gogol busca fazer de sua obra um verdadeiro sacrifício a Deus
Obra de Dostoievski
A “mãe, terra úmida”
“A livre teocracia”
Obra de Fedorov
No final do séc. XIX toma-se a forma de uma teologia particular cujo traço dominante é a sofiologia
Vladimir Soloviev (1853-1900)
Conferências sobre a teantropia (1877-1881), fornece uma formação filosófica e teológica de uma doutrina da Sabedoria de Deus.
A Rússia e a Igreja Universal (1885)
Traços de sistemas gnósticos, assim como da sofiologia de Boehme
Considerado por Bulgakov como seu guia filosófico para o Cristo, sem compartilhar suas tendências gnósticas.
Serge e Eugênio Troubetskoy
Nicolas Berdiaeff
Padre Florensky
A Coluna e o fundamento da Verdade
Um Ícone da Anunciação e seu Simbolismo Cósmico
O Enquadramento turquesa da Sophia e o simbolismo da cor
Interpretação teológica dos testemunhos iconográficos e litúrgicos da veneração da Sabedoria de Deus
O próprio Bulgakov
A filosofia da economia
A Luz sem declínio
A sofiologia é uma Weltanschauung
Visão cristã do mundo
Concepção teológica ou dogmática que caracteriza uma tendência da ortodoxia
Ponto de vista sofiológico define uma interpretação particular do conjunto de dogmas e das doutrinas
Concernentes à Santa Trindade
Concernentes à Encarnação
Concernentes às questões do cristianismo prático
Problema central, ponto de partida da sofiologia, é a relação entre Deus e o mundo ou Deus e o homem.
Questão do poder e do sentido da Teantropia, não do Deus-Homem ele mesmo, Verbo Encarnado, mas da dei-humanidade, união de Deus com a criação inteira por e no homem
Luta secular: dualismo e monismo
Solução no mono-dualismo — Teantropia
Maniqueismo negador do mundo, que separa Deus do mundo por um abismo intransponível, e assim abole a Teantropia
Secularismo que recebe o mundo com é e se inclina diante de seus valores
Ateísmo: cosmoteísmo e atropo-teísmo
Forma de paganismo
Não é o zero mas o “menos” do cristianismo
“Cristianismo social” em estado de trágica impotência
Há uma escada da terra ao céu, sobre a qual descem e sobem os anjos?
A ascensão do Senhor é o ato último, geral e conclusivo ou uma segunda vinda do Cristo no mundo, a Parusia, deve segui-lo, enquanto julgamento final e começo da nova e eterna presença do Cristo no mundo?
Resposta inclusa no dogma fundamental do cristianismo: a Teantropia.
Cosmismo e anticosmismo combatem no mundo como duas partes divididas e singularizadas do único teocosmismo teantrópico.
Secularismo é produto da Reforma e da Renascença
A recepção do mundo pelo humanismo é uma reação contra sua rejeição pelo cosmismo anticósmico
Teantropia, eis o tema essencial da sofiologia.
No centro dos dogmas cristão a serem compreendidos, encontra-se o dogma de base: “O Verbo foi carne”
Raízes deste dogma nas profundezas do céu e da terra, no seio da Santa Trindade e da natureza criada do homem
O dogma do “encarnacionismo” na base dos do anglicanismo, protestantismo, ortodoxia e catolicismo, é derivado, e depende de uma série de premissas necessárias da doutrina sobre Deus e o homem, sobre a Teantropia primordial.
Outro dogma da Teantropia: Pentecostes, enquanto descida no mundo e presença do espírito Santo, e sua ligação com a Encarnação.
Para qualquer ecumenismo é preciso conhecer a Igreja como Teantropia manifesta, como Sophia, Sabedoria de Deus.
A história se descobre como apocalipse; o apocalipse como escatologia; o fim, como realização; o advento do Cristo na Parusia, como seu acolhimento pela Igreja.
A concepção sofiânica do mundo guarda o futuro do cristianismo na vida, seu destino
A sofiologia é o ponto de convergência de todos os problemas dogmáticos e práticos da teologia e da ascética contemporâneas