Essa doutrina aristotélica da substancialidade em
Eckhart permanece fora da questão da existência propriamente dita, tratando—se unicamente do que existe.
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O mesmo ocorre em
Boécio, apesar de fórmulas como o diverso é o ser e o que é ou em todo composto uma coisa é o ser e outra ele mesmo, as quais se referem ao princípio do ser substancial ou à forma pela qual a substância é o que é.
O mundo eterno de Aristóteles que desconhece a criação a partir do nada deve ser transcendido para responder às exigências da teologia cristã, contexto no qual a questão da existência se colocou para São Tomás.
Abordar o problema da existência exige ultrapassar a ontologia de Aristóteles onde a forma é o complemento último que constitui a substância em sua atualidade.
O pelo qual é que a forma representa no composto surgirá como secundário em relação ao ato de existir que é a atualidade de todas as coisas e das próprias formas.
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São Tomás formula essa primazia na Suma Teológica, analisada também por Étienne
Gilson.
É necessário indagar se o pelo qual é colocado além das essências indigentes constitui o ato de existir finito que São Tomás distinguia da essência em cada existente criado.