kosmos — mundo
Cerca de 200 entradas no NT sendo que o Evangelho de João reúne aproximadamente 1/4 destas entradas. Em João estas entradas geralmente se referem à noção de mundo como aquilo que nos tornamos e nos cercamos, e que atua em rechaço permanente a nossa elevação, aproximação e união ao Divino em nós mesmos. O próprio reconhecimento deste divino, desta presença, em nós mesmos, é o primeiro obstáculo à qualquer trabalho espiritual (praxis) sobre si mesmo, qualquer purificação (katharsis), quanto mais qualquer “retiro” (anachoresis) do mundo. Os sufis têm um ditado que exprime esta relação “saudável” com o mundo: “Estar no mundo, não ser do mundo”.
Quanto à noção secundária de mundo como cosmos, universo, mundo físico, material e sensível, onde habitamos por nosso corpo material e sensível, recomendamos a leitura da entrada Cosmologia.
Al apartarse el espíritu humano de la multiplicidad de las cosas, por obra de su unión más o menos perfecta con el espíritu que todo lo abarca, y sumirse, en cierta Medida, en la unidad indistinta, la percepción de la naturaleza que obtiene con esta «visión» no puede ser detallada y analítica. Pero el mundo cobra entonces para él como una transparencia, pues en todas sus manifestaciones percibe el brillo de los eternos «arquetipos». Y dondequiera que esta visión no se ofrece inmediatamente, los símbolos obtenidos por medio de ella pueden despertar la «memoria» o la «intuición» de los arquetipos. De esta índole es la contemplación hermética de la Naturaleza.
Lo fundamental para esta visión no es ya la naturaleza de las cosas, que puede medirse o contarse y que está supeditada a causas y circunstancias temporales, sino sus propiedades esenciales, que, utilizando el símbolo de un tejido, podemos representarnos como los hilos verticales de la urdimbre con los que se entrelazan los hilos horizontales de la trama, que es la que da al tejido su consistencia y trabazón: los hilos de la urdimbre simbolizan el contenido inmutable o «esencia» de las cosas, mientras que la trama representa su calidad material, determinada por el tiempo, el espacio o condiciones semejantes (sobre el simbolismo del tejido, véase René Guénon, Le Symbolisme de la Croix, París, 1931).
De esta comparación puede deducirse que una visión del cosmos basada en un legado espiritual puede ser exacta en el sentido «vertical», aunque resulte imprecisa en el sentido «horizontal», es decir, en el de la observación encaminada a la medición y al análisis.
O mundo que lida os seres encarnados não é aquele que faz face a puros espíritos, a um sujeito racional — um mundo abstrato do saber teórico e da ciência, com seus objetos eles mesmo abstratos, despojados de toda qualidade sensível, definidos por parâmetros matemáticos. O mundo dos seres encarnados é composto de objetos sensíveis, descolados e determinados por necessidades e afetos, portadores do conjunto dos valores que lhes confere a vida. O mundo dos homens é assim o mundo dos viventes, um mundo-da-vida — Lebenswelt, como o nomeiam os filósofos alemães. A oposição que o cristianismo estabelece entre o homem e o mundo nada tem de uma distinção teórica entre um sujeito de conhecimento e seu objeto. Ela separa os seres encarnados deste mundo-da-vida que é o deles, um mundo de valores correspondendo às necessidades, às pulsões, às emoções que formam a substância de nossa carne. Nesta oposição se encontra constantemente afirmado o primado do homem, compreendido como Si carnal vivente, sobre o conjunto das coisas úteis a sua vida e que têm desta seu valor.