JUSTINO

Peter Lampe. From Paul to Valentinus: Christians at Rome in the first two centuries. Tradução: Michael G. Steinhauser. Minneapolis: Fortress Press, 2003.

As informações histórico-sociais diretas e indiretas sobre Justino complementam-se, provenientes de suas duas Apologias, do Diálogo com Trifão e dos Atos de seu martírio.

INFORMAÇÕES HISTÓRICO-SOCIAIS INDIRETAS: COMPONENTES DA EDUCAÇÃO

A lista autobiográfica de experiências educacionais em Diálogo 2 pode ser verificada pelos componentes da educação presentes nos escritos de Justino.

EDUCAÇÃO FILOSÓFICO-LITERÁRIA DE JUSTINO

Justino não apenas se refere a poetas, filósofos e escritores pagãos em geral, mas também cita nominalmente vários autores, incluindo Platão, Sócrates, Homero, Pitágoras, Heráclito, Empédocles, Xenofonte, Epicuro, Sótades, Filânis, Arquestrato, Histaspes, a Sibila, Menandro, Musônio Rufo e Corinto, o Socrático.

EDUCAÇÃO PAGÃ GERAL

Justino revela uma boa educação pagã geral, com conhecimento frequente de mitologia pagã, cometendo erros apenas ocasionalmente.

ELEMENTOS DE EDUCAÇÃO JURÍDICA

Os escritos de Justino demonstram conhecimento de vários princípios e leis romanas.

CONHECIMENTO GEOGRÁFICO, ETNOLÓGICO E LINGUÍSTICO

Justino demonstra conhecimento de geografia local da Samaria, da Judeia, da Arábia e da Índia (esta como topos literário).

HABILIDADE LITERÁRIA DE JUSTINO

Justino não parece possuir habilidade literária excepcional, desviando-se da organização de material que propôs e ficando confuso na sintaxe prolixa.

O PAPEL DE JUSTINO COMO FILÓSOFO

A PRETENSÃO DE SER FILÓSOFO

A educação filosófica de Justino corresponde à sua pretensão de ser entendido e aceito seriamente como filósofo mesmo após tornar-se cristão.

O QUÃO PREPARADO ESTAVA O AMBIENTE PARA ACEITAR A PRETENSÃO DE QUE O CRISTIANISMO DE JUSTINO ERA FILOSOFIA?

A pretensão de Justino era nova e deve ter parecido ousada tanto para romanos pagãos quanto para cristãos, pois a literatura cristã anterior usava “filosofia” negativamente para sistemas pagãos.

EM QUAIS RELAÇÕES SOCIAIS JUSTINO VIVEU?

CONTATO COM FILÓSOFOS PAGÃOS

Justino, o filósofo, toma posição em uma discussão escolar platônica corrente sobre se o mundo veio a existir, fazendo isso como cristão.

A ESCOLA DE JUSTINO

Em Roma, ouvintes e estudantes reuniam-se em torno de Justino, e pelo menos dois alunos são conhecidos por nome: Taciano (da Assíria) e Euelpisto (um escravo imperial da Capadócia).

O PAPEL DO FILÓSOFO NA SOCIEDADE DO SEGUNDO SÉCULO

Justino reivindicou o papel de filósofo em um ambiente que estava parcialmente predisposto a essa reivindicação, sendo seu nível de educação igual ao dos filósofos do Médio Platonismo.

A RENDA DE UM FILÓSOFO E A PROIBIÇÃO DE COBRANÇA DE HONORÁRIOS

Se um professor é pago por seus esforços depende de sua origem social, sendo os membros da classe senatorial proibidos de se envolver em trabalho remunerado.

FUNÇÃO CATALISADORA DOS APOLOGETAS

Os apologetas cristãos tiveram uma dupla função catalisadora: teológica (infiltração do pensamento filosófico na doutrina cristã) e histórico-social (tornar o cristianismo mais socialmente aceitável).