“Quando meu olho está aberto, é um olho; quando está fechado, é o mesmo olho; quanto à madeira, que seja vista ou não, nada lhe acrescenta nem retira. Mas se acontecer que meu olho, que é uno e simples em si mesmo, esteja aberto e projete sua visão sobre a madeira, cada um permanece o que é, e contudo, no cumprimento da visão, tornam-se como um, de sorte que se pode dizer em verdade 'olho-madeira', e a madeira é meu olho. Mas se a madeira fosse sem matéria e absolutamente imaterial como a visão de meu olho, poder-se-ia dizer em verdade que no cumprimento da visão a madeira e meu olho constituem uma única essência.”