A colpa exerce uma função dialética na vida moral ao se constituir como o momento negativo necessário para a alma reconhecer sua miséria e vivenciar a própria condição de criatura.
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A salvação germina nas próprias raízes do mal, pois a consciência da desolação aproxima imediatamente a alma de Deus.
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O texto traz a formulação: Quanto mais alguém se sente miserável e quanto mais numerosos são os seus pecados, tanto mais tem razão de se vincular, em uma dedicação absoluta, a Deus que não possui defeito nem pecado.
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A passagem citada provém da página vinte e dois do texto de origem.
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O drama da alma cumpre-se inteiramente na interioridade, e não na tensão entre o exterior e o interior.
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O bem moral consiste na dedicação pura à vontade divina e no distanciamento da realidade externa, enquanto a culpa reside na dispersão no mundo, no desejo de posse e no apego aos bens terrenos.
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Quem perde a consciência da interioridade divina por meio do pecado experimenta a angústia do nada, percebendo o desvalor das coisas amadas.
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A angústia alerta o indivíduo sobre a necessidade de se reconquistar e de se recolher no próprio íntimo.
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O círculo espiritual se restabelece quando o homem atende ao apelo da angústia e, por um ato de amor e dedicação, liberta-se dos apegos pecaminosos e dos motivos práticos para aderir à vontade de Deus.
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O ato da vontade que instaura o presente divino na dispersão do tempo resgata a totalidade do passado, concentrando a via moral do homem.
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O mestre afirma textualmente: Encontrando agora bem disposto o mortal, Deus não repara no que foi antes: Deus é um Deus do presente; qual te encontra tal te toma e te deixa e não pergunta o que tu foste, mas o que tu és agora.
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As linhas desse pronunciamento localizam-se na página vinte e um do original.