Michel de Certeau, em A Fábula Mística, séculos XVI-XVII, descobriu nos textos de Rulman Merswin um interesse inovador: o Amigo do Alto País seria a primeira “aparição de uma personagem cujo rastro traça uma linha fundamental da espiritualidade moderna” — a emergência do laico face ao clérigo, a primeira figura do “selvagem” que, da idiota do Egito a Brentano, da irmã Catarina em
Eckhart a Bérulle, descobre a verdadeira fé longe dos palácios universitários