Grande lutador

ANTONIO ORBECRISTOLOGIA GNÓSTICA

CAPÍTULO 4: O “GRANDE LUTADOR”

Desde a mais remota antiguidade, recorreu-se à ideia de luta para um dos aspectos mais profundamente religiosos do homem, e a Escritura abunda em imagens agonísticas que foram aplicadas tanto aos mártires e ascetas quanto ao próprio Cristo.

2. O “GRANDE COMBATE” NA FILOSOFIA PAGÃ

O paganismo havia se adiantado aos cristãos ao aplicar a expressão “grande combate” (megas agon) à vida, como se vê em Platão, Plutarco e Hierocles.

3. ISAÍAS 7,13

A expressão “grande lutador” (megas agonistes) denuncia suas raízes escriturárias em Isaías 7,13, conforme a leitura de Tertuliano e São Cipriano, que vinculam o “não pequeno certame” ao signo da virgem que conceberá e dará à luz o Emanuel.

4. SENHORIO E NÃO MINISTÉRIO DA MORTE

O “grande lutador” Jesus Cristo se apresenta diante do fracasso da Lei e do demiurgo, que, apesar da grande e sedutora promessa de reinar sobre a morte (basileia tou thanatou), converteram-se em “ministério da morte” (diakonia thanatou), conforme 2Coríntios 3,7.

5. CONCLUSÃO

O epíteto “grande lutador”, aplicado a Cristo, sintetiza um dos aspectos mais relevantes de sua atividade terrena e responde exatamente ao “certame não pequeno” anunciado por Isaías 7,13, vinculado ao signo da virgem.