A análise do Tratado sobre a Ressurreição corrige uma percepção equivocada frequente na interpretação da soteriologia
valentiniana: a encarnação é etapa indispensável na lógica global da salvação, não menos significativa do que a “des-carnação” subsequente do Salvador, e constitui um evento histórico sem o qual o Salvador não poderia tornar-se ser humano e entrar na história.