O texto enuncia: “Assim como, quando se adormece e se está no meio de pesadelos — corre-se em uma direção ou é-se incapaz de se mover quando se tenta escapar do que nos persegue, ou participa-se de uma briga ou recebem-se golpes, ou cai-se de alturas ou é-se aspirado pelo ar, sem ter asas. Às vezes também tem-se a impressão de que nos matam, sem que ninguém nos persiga, ou então de que se mata um próximo, pois se está coberto de seu sangue —, até o momento em que, após ter atravessado todos esses sonhos, se acorda. No meio de todos esses transtornos, não se vê nada, pois tudo isso não era nada. Da mesma forma, é assim para os que rejeitaram a ignorância, assim como se afasta o sono, pois percebem que ela não é nada e que suas características não pertencem ao real. Deixam-na de lado como um sonho noturno e sabem que o conhecimento do
Pai é como a aurora. […] É assim que se age na ignorância: como se se estivesse adormecido. E é assim que se chega ao conhecimento quando se está desperto” —
Evangelho da Verdade 28, 32-30, 9