O texto narra: “Com sete anos,
Jesus fazia um dia com seus companheiros figurinhas de barro representando animais, asnos e bois; cada um elogiava suas próprias produções e achava seu trabalho o mais belo.
Jesus disse: As estatuetas que fiz, quando eu lhes ordenar que andem, elas andarão. Os outros meninos disseram: Então tu és o filho do Criador?
Jesus lhes ordenou que andassem e eis que elas começaram a correr. Se lhes ordenava que partissem, elas partiam e se lhes ordenava que voltassem, elas voltavam. Assim, ele fazia pássaros, ordenava-lhes que voassem e eles alçavam voo. Ordenava-lhes que poisassem em suas mãos e comessem. O mesmo se dava com os animais, asnos e bois; ele lhes dava cevada e palha e eles comiam e bebiam. Esses meninos foram contar isso a seus pais e estes os advertiram contra
Jesus, dizendo: Guardai-vos de brincar com ele ou de frequentá-lo, pois é um mágico. Evitai-o. E os meninos cessaram de frequentá-lo” —
Evangelho Árabe da Infância 35, 1-4, Escritos Apócrifos Cristãos, I, p. 226