O livro de F. Cumont e J. Bidez, Les Mages hellénisés, Paris, 1938, esclareceu o papel desempenhado por Zoroastro na literatura esotérica do paganismo e do cristianismo.
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Os próprios Oráculos caldeus foram tardiamente atribuídos a Zoroastro, e alguns supuseram que esses Oráculos se identificassem com a Apocalipse de Zoroastro
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Segundo
Clemente de Alexandria, Strom., I, 15, 69, 6, o gnóstico Pródico e seus seguidores serviam-se de “livros secretos” de Zoroastro
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O mesmo Clemente, Strom., V, 14, 103, 2, seguido por Eusébio, Praep. Evang., XXIII, 13, 30, cita o prólogo de um escrito apocalíptico em que “Zoroastro o Panfílio” relatava, em termos semelhantes aos atribuídos por Platão em Rep., X, 614 b a “Er, filho de Armênio, originário da Panfília”, a revelação que, descendo ao Hades, teria aprendido dos deuses
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Proclo, em seu Comentário à República, t. II, p. 109, 13 — p. 110, 2 Kroll, analisa um Peri physeon (Sobre a natureza) em quatro livros atribuído a Zoroastro, com visões astrológicas e o sol colocado no meio dos sete planetas segundo a “ordem caldeia”
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O ar é assimilado à anagke: traço de origem iraniana, pois Vayu, deus do Ar ou da Atmosfera, é também o deus do acaso, do destino, da Necessidade
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Arnóbio, Adversus nationes, I, 52, lança um desafio a Zoroastro distinguindo vários Zoroastros: “Venha agora, por favor, através da zona ígnea, o Mago do mundo interior, Zoroastro, segundo concordemos com o autor Hermipo; venha também aquele da Báctria, cujos feitos Ctésias expõe no primeiro livro de suas histórias, e o armênio Zostriano, sobrinho e familiar de Ciro, o Panfílio”