Durante a presente era, porém, os
valentinianos consideram que Paulo aconselha os que, como ele, têm gnose, a moderar sua expressão de liberdade pneumática por causa dos “fracos” (Romanos 14-15; 1 Cor 2:15, 8, 9); em Filipenses ele insta o eleito a “tornar-se como eu sou” (Fl 3:17), a tornar-se como Cristo, que voluntariamente renunciou a suas prerrogativas divinas a fim de “tomar a forma de escravo,” a “semelhança da forma humana” (2:6-8); em Efésios e Colossenses os
valentinianos veem o louvor de Paulo ao Cristo pneumático, que encabeça todo o corpo de sua ecclesia — este é o “mistério revelado entre os gentios,” que o eleito reconhece como “Cristo em nós” (1:27); por fim, os
valentinianos reivindicam discernir em Hebreus o contraste de Paulo entre Moisés, o “servo” demiúrgico, e os sacerdotes levíticos que o adoram “na tenda exterior, que é uma parábola da era presente” — os psíquicos — e o eleito pneumático que adora a Deus “espiritualmente” no santo dos santos, e nesta epístola “o apóstolo” insta os iluminados a deixar para trás “as doutrinas elementares” e alcançar a iniciação (teleiosis) oferecida aos que são pneumáticos (Hb 6:1-6).