aborda o logion da exaltação com base no conhecimento das próprias fraquezas da alma.
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O homem obtém os benefícios divinos apenas se reconhecer antecipadamente a sua indigência e a sua incapacidade corporal de praticar o bem sem o Criador.
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O enfermo que ignora a sua própria enfermidade não sabe procurar o médico, e o homem que não confessa as faltas não alcança a absolvição.
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O indivíduo que atribui o bem ao seu próprio patrimônio gera a arrogância da alma e incorre na ruína característica da queda do
diabo.
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O fariseu portava uma mente ingrata que desconhecia ter recebido tudo de Deus, ao passo que o publicano fazia profissão de sua miséria carnal e de sua dependência.
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As Homilias sobre Jeremias asseveram que o fariseu representa o povo de Israel que subiu ao monte encruado da soberba sem golpear o peito e sem notar os próprios delitos.
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O desprezo com que o fariseu tratava os demais homens motivou a reprovação por parte do Deus que pune a arrogância.
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O Comentário sobre João conecta a vaidade farisaica à postura dos hipócritas que se aproximaram do batismo de João sem frutos de penitência.
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A palabraria e as justícias externas do fariseu ocultavam o veneno interior de víboras e áspides que não escapa à vista de Deus.
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O alexandrino analisa o gesto de deitar os olhos, advertindo que o pranto e a lejanía do publicano respondem a disposições particulares e não a regras fixas.
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O discípulo que vive junto a
Jesus deve razoavelmente erguer a vista para contemplar as regiões brancas para a ceifa.
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O templo na parábola simboliza alegoricamente a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade eclesial.
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Afastar-se do templo equivaleria a isolar-se da congregação cristã, o que expõe o pecador ao perigo de fraquejar na fé.
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Os grandes pecadores públicos devem ser excluídos da oração comum nas Igrejas de Cristo para evitar que o fermento corrompa a unidade da massa.
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Jesus ilustrou o princípio de exclusão ao deitar para fora os indignos e reter apenas os três eleitos na ressurreição da filha de Jairo.
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É errôneo e arrogante isolar-se de modo individual por considerar os irmãos impuros, visto que em tudo convém a justa medida.
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Orígenes cita a frase de Isaías sobre os puritanos e catafrigas que dizem para o próximo não se aproximar por estarem limpos.
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Os montanistas proibiam as segundas núpcias e o uso do vinho, assemelhando-se à jactância farisaica que cria normas à margem da lei eclesial.
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A etimologia do nome fariseu provém do termo hebreu Phares, que significa divisão ou separação dos demais homens.
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A essência do fariseísmo reside no orgulho, na falsidade e na total ausência de amor para com Deus e para com o irmão.
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O publicano descendeu justificado apenas em termos comparativos e em relação à soberbia do fariseu, sem que isso implique uma justiça absoluta.