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O Salvador ensina a vinculação entre o amor a Deus e o amor ao próximo, transformando a concepção judaica de proximidade.
O segundo mandamento é semelhante ao de amar a Deus sobre todas as coisas.
Ao ser questionado sobre quem é o próximo, o Salvador não adota a definição dos judeus baseada em consanguinidade, cidadania, proselitismo ou submissão à mesma lei.
A narrativa introduz o homem que descia de Jerusalém a Jericó, ferido por ladrões e abandonado semimorto.
O sacerdote passou de largo e o levita o desprezou, mas o samaritano, embora segregado, compadeceu-se dele.
O samaritano veio preparado com azeite, ligaduras, montaria e dinheiro para o hospedeiro.
O próximo é aquele que mostrou misericórdia, ensinando que a caridade frutifica em beneficência.
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O comentário de Clemente detalha a articulação entre os dois mandamentos do amor expressos no texto de Lucas.
A caridade é indicada em ambos os preceitos, mantendo-se a primazia para o amor direcionado a Deus.
O samaritano é identificado expressamente como o próprio Salvador.
Os homens são descritos como levados quase à morte pelos príncipes tenebrosos deste mundo, carregando feridas, temores, concupiscências, iras, tristezas, enganhos e prazeres.
Jesus atua como único médico dessas chagas, cortando as paixões até a raiz do mal, diferentemente da Lei que atacava apenas os frutos externos.
O vinho derramado representa o sangue da videira davídica sobre as almas, e o azeite significa a misericórdia vinda das entranhas do
Pai.
As ligaduras insolúveis da saúde são a caridade, a fé e a esperança.
Os
anjos, principados e potestades receberam ordens para servir aos homens com grande retribuição, sendo libertados da vaidade do mundo.
Os mandamentos do amor a Deus e ao próximo encontram-se intimamente unidos na estrutura da teologia cristã.
A parábola redefine o conceito de próximo por caminhos diferentes daqueles que eram partilhados no ambiente israelita.
O entendimento israelita definia o próximo por critérios de consanguinidade na semente de Abraão ou por pertença às tribos de Jacó.
A obediência à mesma Lei de Moisés determinava os parâmetros externos da proximidade social e religiosa.
O ensinamento de Cristo alterou as concepção externas através da narrativa do bom samaritano.
O próximo é definido como aquele que ama com caridade benéfica e demonstra misericórdia para com o outro por amor.
A definição abrange um elemento interno, que é o amor, e um elemento externo, constituído pela beneficência.
O elemento interno do amor assume o papel de característica fundamental na determinação da proximidade.
A ação externa só estabelece a verdadeira relação de proximidade se provier de um amor isento de interesses sensíveis ou terrenos.
Qualquer homem é considerado próximo em decorrência de sua própria humanidade, independentemente de haver uma relação de inimizade.
Jerônimo em seus comentários afirma que todo o gênero humano deve ser recebido como irmão e próximo por sermos gerados de um mesmo pai, ultrapassando os limites da consanguinidade.
A doutrina sobre a universalidade do próximo é o ensinamento evocado por Clemente na leitura da parábola.
O samaritano representa o Salvador, enquanto o homem ferido simboliza a humanidade sob o ataque das potências do mundo.
As enfermidades humanas que envolvem temores e paixões encontram remédio exclusivo na ação de
Jesus.
Os ladrões descritos no texto evangélico correspondem aos príncipes tenebrosos deste mundo na exegese clementina.
Clemente utiliza o termo picado ou atravessado para descrever a condição do homem ferido pelos ladrões.
O uso de um verbo semelhante ao do texto de
João 19,37 levanta indagações sobre a existência de um sentido oculto.
O paralelismo com a ferida de Cristo na cruz sugere que Adão e todo o gênero humano foram atravessados de forma análoga.
O hoteleiro possui um simbolismo múltiplo que atua de forma correlativa à figura dos ladrões.
O hospedeiro representa os
anjos, principados e potestades aos quais o Salvador confia o cuidado da humanidade.
O mestre alexandrino apresenta dados sobre o tratamento oferecido pelo médico
Jesus em comparação com o regime da Lei.
A Lei de Moisés cortava apenas os frutos visíveis das paixões malignas, enquanto o Salvador ataca a raiz do mal.
O Verbo de Dios encarnado penetra até a base do pecado para arrancá-lo definitivamente.
Clemente se inspira em concepções que guardam afinidade com Hebreus 4,12 e com a obra de Filon de Alexandria.
Ireneu também utiliza a metáfora da machado colocada à raiz das árvores conforme o testemunho de João Batista.
O médico
Jesus derrama vinho e óleo sobre as feridas humanas como expressão de sua ação salvífica.
O vinho simboliza o sangue originário da videira davídica, apontando para o sacrifício do Calvário com eficácia sobre as almas.
O azeite atua como o símbolo da misericórdia paterna, evidenciando o jogo linguístico comum entre óleo e misericórdia.
A unção régia de David com o óleo santo serve de base para associar o elemento à misericórdia.
O crisma facilitava a transição conceitual entre o óleo e a misericórdia na literatura antiga.
O
Evangelho da Verdade define a unção como a misericórdia do
Pai que teve compaixão dos eones.
A menção às entranhas remete ao texto de
Lucas 1,78, onde as entranhas de misericórdia de Deus são apontadas como a origem da economia evangélica.
O testamento dos patriarcas e as análises de Jean
Daniélou confirmam essa associação simbólica.
O Salvador ofereceu em abundância o óleo da misericórdia recebido do
Pai e derramou o vinho de seu sangue para a cura dos pecados.
O óleo atesta a condição e o caráter divino de
Jesus em sua atuação junto à humanidade.
Sendo
Filho de Deus cheio de misericórdia,
Jesus perdoa os delitos e arranca as paixões da alma de modo superior à Lei.
Orígenes interpreta o vinho como a palavra que ensina e o óleo como a palavra de compaixão.
Autores posteriores como Gregório de Elvira, Pseudo-
Atanásio,
Ambrósio e
Agostinho modificam ou ampliam o simbolismo dos elementos.
O médico eficaz, por ser homem e Deus, remove os pecados do coração, diferenciando-se da antiga legislação.
As ligaduras aplicadas pelo bom samaritano também possuem uma interpretação simbólica no texto clementino.
Clemente interpreta as ligaduras como as virtudes teologais definitivas aplicadas pelo Senhor para a cura.
O Senhor vinculou o homem às virtudes da fé, esperança e caridade para mantê-lo protegido contra as forças do mal.
O alexandrino identificou na tríade das virtudes ligaduras que exercem funções curativas e preservativas da integridade humana.
O Stromateus introduz dados sobre o papel do hospedeiro sem desenvolver uma alegoria direta e fechada.
Os
anjos e as potestades assumem a função de servir aos seres humanos.
Os
anjos, principados e potestades receberam o encargo de servir aos homens na dispensação terrena.
O samaritano confia o enfermo ao hospedeiro, assim como o Salvador encarrega as potências angélicas de ministrar aos homens.
A Igreja e os ministros prolongam a atividade de cura e ensino realizada originalmente pelo Salvador.
O Deus misericordioso reveste o homem para a salvação dos próprios homens, utilizando primeiro os profetas e agora a Igreja.
O semelhante deve servir ao semelhante em vista de uma salvação comum.
As notas de Lilla e Rüther examinam as demandas éticas e o conceito de apatheia em Clemente.
Os apóstolos e instrutores continuam a tarefa de curar as doenças da alma e ensinar a verdade divina.
A transição entre as funções dos profetas, apóstolos e
anjos ocorre sem dificuldades no pensamento clementino.
O Senhor opera por meio de arcanjos e
anjos que são chamados espíritos de Cristo.
O Salvador reservou uma grande retribuição para os
anjos em razão do serviço prestado à humanidade.
O prêmio prometido aos
anjos consiste em sua própria libertação da vaidade do mundo por ocasião da revelação da glória humana.
Tanto o ser humano quanto o
anjo alcançarão a libertação da vaidade do mundo através da intervenção do Salvador.
Os
anjos atuam como ministros auxiliares da economia salvífica sem reter o poder exclusivo de efetuar a salvação.
O homem recebe a recompensa da vida eterna representada pelo denário único na parábola dos operários.
A retribuição do
anjo baseia-se nos serviços prestados em benefício da humanidade.
Clemente presume que os
anjos encontram-se sujeitos à vaidade do cosmos por não terem mantido perfeitamente o serviço ao homem.
O destino final do
anjo envolve a liberação da servidão em relação ao mundo corruptível.
O
anjo ficará exonerado do serviço direcionado aos homens após a introdução da humanidade na vida eterna.
As indicações da primeira carta de Pedro servem de referencial para caracterizar a condição futura das potências angélicas.
Os Excertos de Teódoto e as Adumbrações discutem o aperfeiçoamento desejado pelos
anjos.
Orígenes figura entre os comentadores clássicos da parábola, apresentando a matéria em sua homilia trinta e quatro sobre Lucas.
O Salvador proferiu a parábola em resposta à tentativa do doutor da Lei de justificar a si mesmo e limitar o conceito de próximo.
Querendo o doutor da Lei justificar a si mesmo e mostrar que ninguém era seu próximo, disse quem é meu próximo, e o Senhor introduziu a parábola do homem que descia de Jerusalém a Jericó.
O texto ensina que o descendente não foi próximo de ninguém, exceto daquele que quis guardar os preceitos e se preparar para ser próximo de todo homem que necessita de auxílio.
O sacerdote e o levita falharam na proximidade, mas aquele que fez a misericórdia tornou-se o verdadeiro próximo, recebendo a ordem de ir e agir de igual modo.
A abordagem interpretativa de
Orígenes destaca o espanto diante da postura do legista, que parecia não reconhecer nenhum indivíduo como próximo.
O legista considerava que ninguém agia como próximo em relação a ele, ou acreditava que a proximidade não existia de forma geral na sociedade.
A parábola demonstrou ao legista que a condição de próximo deve ser exercida para com todos, mesmo quando não há reciprocidade.
Todo indivíduo que carece de assistência assume a condição de próximo em relação aos demais seres humanos.
Orígenes transcreve a interpretação de um antigo presbítero anônimo antes de apresentar suas próprias considerações exegéticas.
O presbítero anônimo decodifica os componentes da parábola identificando o homem como Adão, Jerusalém como o paraíso e Jericó como o mundo.
Dizia um dos presbíteros, querendo interpretar a parábola: o homem que descia é Adão, Jerusalém é o paraíso, Jericó é o mundo, os ladrões são as forças contrárias, o sacerdote é a Lei, o levita são os Profetas, e o samaritano é Cristo.
As feridas representam a desobediência, a montaria significa o corpo do Senhor, e a hospedaria tipifica a Igreja que recebe a todos os que querem entrar.
Os dois denários significam o
Pai e o
Filho, e o hoteleiro é o chefe da Igreja a quem a dispensação foi confiada.
A promessa de retorno do samaritano figurava a segunda vinda do Salvador.
Orígenes manifesta aprovação fundamental em relação ao comentário alegórico transmitido pelo presbítero.
Os elementos comuns aparecem de forma explícita nas duas abordagens interpretativas da escola alexandrina.
Os ladrões correspondem aos príncipes tenebrosos ou às forças contrárias.
O samaritano representa o Salvador ou Cristo em ambas as leituras.
O hospedeiro significa as potências angélicas em Clemente e o chefe da Igreja no presbítero, mantendo a equivalência hierárquica.
Outros componentes interpretativos encontram-se implícitos e operam em perfeita harmonia entre os autores.
Jerusalém equivale ao paraíso e Jericó representa o mundo sensível situado abaixo daquela região.
O presbítero foca na ferida original da transgressão de Adão, ao passo que Clemente enfatiza as consequências dessa queda sobre a humanidade através das paixões.
O homem ferido encarna Adão ou os seus descendentes.
A hospedaria figura a Igreja onde os
anjos exercem o serviço em benefício do homem, e o retorno sinaliza a segunda parusia.
Certos elementos são exclusivos de cada uma das abordagens, mas mantêm compatibilidade mútua e se complementam.
O exame comparativo não revela elementos incompatíveis entre a exegese do presbítero e a de
Clemente de Alexandria.
A harmonia interpretativa sugere a identidade entre o presbítero mencionado e a tradição de Clemente ou de Panteno como fonte comum.
Os componentes exclusivos do presbítero revelam-se integrados ao edifício teológico comum e dispensam análises exaustivas.
O sacerdote não interrompeu a marcha porque a Lei mosaica, que ele simbolizava, era incapaz de efetuar a cura das feridas humanas.
O presbítero desenvolve sua linha teológica em conformidade com as epístolas de Paulo sobre a insuficiência da Lei.
Apenas Cristo detém o poder de remover os pecados do mundo mediante sua obediência e o sacrifício de seu sangue.
O levita personificava o coro dos profetas e compartilhava a mesma limitação em relação à cura da humanidade.
A difusão dessa exegese foi ampla na literatura patrística posterior a partir das bases estabelecidas por
Orígenes.
O jumento que transportava o samaritano simbolizava o corpo e a humanidade assumida pelo Senhor.
Hipólito de Roma utiliza uma imagem semelhante ao tratar da bênção de Jacó, apresentando o Verbo como cavaleiro e a natureza humana como cavalo.
O descenso do samaritano não ocorreu a partir de Jerusalém, mas sim do seio do
Pai.
O Verbo desceu ao seio virginal de Maria e assumiu a carne humana como montaria para caminhar pelas estradas do exílio mundano.
O simbolismo da montaria abrange a união pessoal entre o Unigênito e sua humanidade como meio indispensável para o resgate do enfermo.
O presbítero identifica os dois denários como o
Pai e o
Filho sem estender a explicação do símbolo.
As moedas foram entregues pelo Salvador ao
anjo ou dirigente da hospedaria eclesial.
Os denários da parábola do samaritano destinam-se ao galardão do serviço angélico e diferem do denário da parábola dos operários.
É necessário distinguir o salário da vida eterna pago ao homem pelo
anjo da Igreja e o prêmio dos dois denários dado pelo Salvador ao próprio
anjo.
O
anjo recebe uma gratificação pelo serviço prestado em favor de Adão e de seus filhos.
A análise da parábola dos operários esclarece as razões pelas quais a moeda concedida aos seres humanos é única.
A criatura angélica não recebe a mesma forma de retribuição que é destinada ao ser humano a quem ela serve.
O denário da vida eterna não constitui uma promessa feita a qualquer dignidade angélica, seja ela chefe ou subalterna.
Os dois denários representam o conhecimento singular a respeito do
Pai e do
Filho prometido aos
anjos como prêmio por sua diaconia.
As potências são elevadas gratuitamente a um conhecimento superior que corresponde ao texto de
Mateus 11,27.
Os
anjos bons receberão por graça de Cristo um conhecimento do
Pai e do
Filho que excede os limites de sua própria natureza.
As potências participarão da gnose mútua que existe entre o
Pai e o
Filho.
A gnose angélica operará a libertação dessas potências em relação à servidão do mundo material sentida durante a economia humana.
As Adumbrações explicam que os
anjos bons desejam alcançar o progresso dessa perfeição divina.
A exegese do presbítero apresenta-se sob forma esquemática e madura, servindo de base para o desenvolvimento das linhas de
Orígenes.
O texto origeniano é considerado de exposição clara e fornece os fundamentos indispensáveis para a posterior análise das notícias de
Ireneu.
Orígenes argumenta que nem todo homem realiza a descida pejorativa de Jerusalém a Jericó por motivo de uma falta culpável.
Nem todo homem desceu de Jerusalém a Jericó, nem todos habitam o presente século por causa de um descenso culpável, embora aquele que foi enviado tenha vindo pelas ovelhas perdidas da casa de Israel.
O homem que desceu de Jerusalém a Jericó caiu nas mãos de ladrões porque ele próprio quis descer.
Os ladrões são identificados com aqueles que vieram antes do Salvador e são qualificados como ladrões e salteadores, agindo com extrema malícia ao despojar o homem e cobri-lo de chagas.
As chagas e feridas que cobrem o homem representam os vícios e os pecados contraídos na queda.
O estado semimorto indica que a morte atinge apenas uma parcela da natureza humana, uma vez que a alma permanece imortal.
Agostinho e
Ambrósio discutem o caráter semimorto sob a perspectiva da permanência da fé ou da capacidade de conhecer a Deus.
Ambrósio de Milão destaca que o samaritano não ignora o caído porque reconhece a presença de um elemento vital que permite a recuperação.
A aplicação da teologia de
Ambrósio exerceu influência nas discussões sobre as consequências do pecado de Adão na história da igreja.
As notas sobre a antropologia de
Ireneu detalham esse impacto teológico.
O sacerdote e o levita que desceram pelo mesmo caminho realizaram ações benéficas para outros, mas falharam diante do necessitado.
O samaritano significa o guardião que vela de forma permanente pela proteção e cuidado de Israel.
O samaritano viajou motivado pela condição do semimorto e realizou o descenso com o objetivo específico de salvar o moribundo.
Jesus aceitou o epíteto de samaritano direcionado pelos judeus porque sabia que exercia a função de guardião da humanidade.
O Salvador aproximou-se do homem ensanguentado e moveu-se de compaixão para converter-se em seu verdadeiro próximo.
O remédio composto por óleo misturado com vinho sugere um simbolismo de caráter sacramental ligado à unção.
O samaritano transportava os medicamentos em sua viagem por providência divina, prevendo a assistência a múltiplos necessitados.
O azeite portado pelo samaritano atua com o objetivo de aliviar as inflamações provocadas pelas feridas e alegrar a face do curado.
O ferido foi colocado sobre a montaria do samaritano, o que significa a assunção da carne humana pelo próprio corpo do Senhor.
A Igreja assume a condição de hospedaria universal que acolhe a todos e recusa a denegação de auxílio a qualquer necessitado.
O Salvador retirou duas moedas de prata de seu tesouro provado e honrou o hospedeiro que simboliza o
anjo da Igreja.
Os dois denários significam a notícia do
Pai e do
Filho junto com a ciência do sacramento da mútua inabitação divina.
A gnose divina atua como a recompensa do
anjo para que ele exerça o cuidado com maior diligência, sob a promessa de restituição dos gastos adicionais.
As reflexões de
Orígenes fornecem as balizas teológicas que estruturaram a maior parte da produção interpretativa dos séculos posteriores.
O pensamento do mestre serve de ponto de comparação fixo para analisar a teologia de
Ireneu.
O exame das formulações de
Ireneu dispensa o aprofundamento em outros autores da antiguidade cristã diante do material oferecido pela escola de Alexandria.
Clemente, o presbítero e
Orígenes bastam para caracterizar o cenário exegético.