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Na Igreja, existem bons “presbíteros” que sucedem os apóstolos e receberam o carisma da verdade segundo o beneplácito do
Pai, opondo-se aos hereges que se afastaram da sucessão autêntica.
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Entre uns e outros, movem-se aqueles que são tidos por muitos como “presbíteros” mas são escravos de suas paixões.
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O Verbo repreenderá aqueles que, inchados pelo cargo, servem aos próprios prazeres, ultrajam os outros e agem ocultamente, semelhantes aos velhos ímpios de Daniel.
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O servo infiel de
Mateus 24,48ss representa os presbíteros ou bispos que merecem a repressão aplicada por Daniel aos dois juízes impuros.
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Esses presbíteros infiéis esquecem o temor do Senhor, imaginam que Cristo não virá em sua segunda vinda e ultrajam os companheiros, como está escrito: “Se, porém, o mau servo disser em seu coração: Meu senhor tarde vem, e começar a ferir os servos e as servas, e a comer, beber e embriagar-se, virá o senhor daquele servo no dia em que não espera e na hora que não sabe, e o punirá severamente e lhe porá a sua parte com os infiéis”.
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Os verdadeiros presbíteros, dignos do nome, conformam a vida com a dignidade da ordem e oferecem uma palavra sã e uma conduta irrepreensível, dóceis à exortação divina mediante os profetas.
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A Igreja nutre tais presbíteros, dos quais o profeta diz: “Darei os teus príncipes na paz e os teus bispos na justiça”.
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O Salvador os retrata no servo fiel da parábola: “Quem será, pois, o ator fiel, bom e sábio, a quem o Senhor pôs sobre a sua família para dar-lhes o sustento a seu tempo?
Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar fazendo assim”.
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O ecônomo ou servo fiel corresponde, no Novo Testamento, às dignidades do Antigo, pois nele repousam os carismas de Deus, sendo depositário da verdade e sucessor dos apóstolos no governo da Igreja.
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A leitura “ator” presente em Irineu latino, onde outros leem “dispensador”, não altera o sentido, representando o ecônomo ou servo um sucessor dos apóstolos, indivíduo qualificado de rango presbiteral ou episcopal.
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O Senhor é o Salvador, que pode vir na segunda vinda quando menos se pensa, e a parábola aplica-se ao intervalo entre a vinda humilde “in forma servi” e a vinda gloriosa “in forma Dei”.