Ao primeiro contato com a literatura gnóstica, o leitor é surpreendido por elementos de expressão recorrentes que revelam, mesmo fora de contexto mais amplo, algo da experiência fundamental, do modo de sentir e da visão de realidade característicos da mente gnóstica.
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Essas expressões variam de palavras isoladas com sugestão simbólica a metáforas extensas.
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São significativas não pela frequência de ocorrência, mas pela eloquência intrínseca, frequentemente intensificada por novidade surpreendente.
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Essa abordagem confronta um nível de enunciação mais fundamental do que a diferenciação doutrinária nos sistemas gnósticos completados.
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A literatura mandeana é especialmente rica no tipo de cunhagem original que exibe com força o selo da mente gnóstica.
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Essa riqueza expressiva é, ao menos em parte, o reverso de sua pobreza no plano teórico.
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A relativa distância geográfica e social dos mandeanos em relação à influência helenística os tornou menos suscetíveis à tentação de assimilar suas ideias às convenções intelectuais e literárias ocidentais.
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A fantasia mitológica abunda em seus escritos, com variedade não contida pelo cuidado com a consistência e o sistema.
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Na poesia mandeana, a alma gnóstica expressa sua angústia, nostalgia e alívio em um fluxo incessante de simbolismo poderoso.