Se a “Vida” é originalmente estranha, sua morada está “fora” ou “além” deste mundo, entendido como sistema fechado e delimitado — algo aterrador em sua vastidão para os que nele se perdem, mas finito no âmbito total do ser.
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O mundo é um sistema de poder, uma entidade demoníaca carregada de tendências pessoais e forças compulsivas.
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Enquanto “mundo” significar “o Todo”, a soma total da realidade, não há especificação necessária; mas quando o cosmos deixa de ser o Todo e é limitado por algo radicalmente “outro” porém eminentemente real, ele passa a ser designado como “este” mundo.
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O pronome demonstrativo tornou-se, assim, um acréscimo relevante ao termo “mundo”, e a combinação é um símbolo linguístico fundamental do gnosticismo, intimamente ligado ao conceito primário do “estranho”.