” encontram expressão explícita no mito e na poesia gnósticos, especialmente nas narrativas e hinos mandeanos, nas fantasias valentinianas sobre as aventuras da Sophia extraviada e nas longas lamentações da Pistis Sophia.
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De G 261 ff.: Manda d'Hayye fala a Anosh: “Não temas e não te atemorizes, e não digas, eles me deixaram sozinho neste mundo dos malignos. Pois em breve virei a ti… Os malignos conspiram contra mim… Dizem uns aos outros, Em nosso próprio mundo o chamado da Vida não será ouvido… Dia após dia busco escapar deles, enquanto fico sozinho neste mundo. Ergo meus olhos para o caminho pelo qual meus irmãos andam… Manda d'Hayye veio, chamou-me e disse: Pequeno Enosh, por que tens medo, por que tremeste?… Como o terror te dominou neste mundo, vim iluminar-te. Não temas os poderes malignos deste mundo.”
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De J 196: “Ó como me alegrarei então, eu que agora estou aflito e com medo na morada dos malignos! Ó como meu coração se alegrará fora das obras que fiz neste mundo! Por quanto tempo ainda vagarei, e por quanto tempo ainda afundarei em todos os mundos?”
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De G 346: “Uma videira sou eu, uma solitária, que está no mundo. Não tenho plantador sublime, nem guardião, nem manso ajudante que venha e me instrua sobre cada coisa.”
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De I 62: “Os Sete me oprimiram e os Doze tornaram-se minha perseguição. O Primeiro me esqueceu, e o Segundo não pergunta por mim.”
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De G 328: “Considero em minha mente como isso aconteceu. Quem me levou para o cativeiro, para longe de meu lugar e de minha morada, da casa dos pais que me criaram? Quem me trouxe para os culpados, os filhos da morada vã? Quem me trouxe para os rebeldes que fazem guerra dia após dia?”
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De G 454 f.: “Sou um Mana da grande Vida. Sou um Mana da poderosa Vida. Quem me fez viver no Tibil, quem me lançou no toco do corpo?… Meus olhos, que foram abertos desde a morada da luz, agora pertencem ao toco. Meu coração, que anseia pela Vida, veio aqui e foi tornado parte do toco. É o caminho do toco, os Sete não me deixarão seguir meu próprio caminho. Como devo obedecer, como suportar, como devo aquietar minha mente! Como devo ouvir sobre os sete e doze mistérios, como devo gemer! Como deve a palavra de meu manso
Pai habitar entre as criaturas das trevas!”
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Do
Salmo da Alma
Naasseno, em
Hipólito V.10.2: a Alma, imersa no Caos em forma indigna, luta e se afana; presa da Morte, ora tem poder régio e contempla a luz, ora é mergulhada na miséria e chora; é por ela que
Jesus pede ao
Pai que o envie com os selos que o habilitam a passar pelos Éons e a desencadear seus Mistérios.
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Da Pistis Sophia, cap. 32: “Ó Luz das Luzes, na qual tive fé desde o princípio, escuta agora meu arrependimento. Livra-me, ó Luz, pois pensamentos malignos entraram em mim… Fui e me encontrei nas trevas que estão no caos abaixo, e não tinha poder para me apressar e retornar ao meu lugar… E clamei por socorro, mas minha voz não saiu das trevas… E eu estava naquele lugar, lamentando e buscando a Luz que vira no alto… Agora, ó Luz das Luzes, estou aflita nas trevas do caos… Livra-me da matéria desta escuridão, para que não me submerja nela… Minha força olhou do meio do caos… e esperava meu esposo, que viesse lutar por mim, e ele não veio.”