A comunidade mandeia divide-se em sacerdotes e leigos, com uma hierarquia que inclui sacerdotes comuns (tarmidé), bispos ou 'tesoureiros' (ganzibré) e um 'chefe do povo' (ris ama), sendo que o
coração de sua religião reside no culto realizado em santuários junto a rios ou canais.
O texto descreve que o santuário atual consiste em uma pequena cabana de culto (manda, bit manda) diante da qual há uma piscina artificial com 'água corrente' (yardna), e toda a área (mandi) é cercada por uma cerca.
Os escritos mais antigos mencionam o termo maskna ('morada, templo'), que certamente foram outrora maiores e mais impressionantes do que as humildes cabanas de hoje.
Os principais ritos incluem o batismo (masbūtā), a missa pelos mortos (masīqtā), a consagração de padres e bispos, casamentos e ritos festivos.
O batismo (masbūtā) ocorre aos domingos em 'água viva' (rios ou piscina do mandi), que recebem o nome de 'Jordão' (yardna), e consiste em imersão tripla, unção com óleo, oferta de pão e água, e imposição de mãos, tendo como propósito a comunhão com o Mundo da Luz e a purificação.
O texto observa que a cerimônia batismal mandeia não surgiu como uma imitação do rito cristão-sírio, sendo possível demonstrar que certos traços remontam a um período pré-cristão e têm origem nas práticas lustrais e batismais do judaísmo não ortodoxo.
A missa pelos mortos (masīqtā) é a 'ascensão' da alma ao Mundo da Luz, exigindo rituais complexos, incluindo a preparação de pães achatados ungidos com óleo e carne de pombas, para fornecer alimento para a alma em sua perigosa jornada de quarenta e cinco dias.
O texto descreve que a alma, em sua jornada, enfrenta esferas demoníacas perigosas e 'lugares de detenção' (matarata), sendo que o mandeu nunca tem certeza de que alcançará o outro mundo e teme o castigo e o aprisionamento.