De Sophia se separou sua Intenção (Enthymesis), misturada de paixão. A operação sobre ela será pois dupla, a primeira é uma formação que se realiza em dois tempos “segundo a substância” e “segundo a gnose”. A Intenção /
Achamoth se agitou no vazio. Estava fora do Pleroma e era informa e sem espécie, como um aborto, já que Sophia não havia conhecido varão. Mas o Cristo tem piedade dela. Se estende sobre a Cruz e “forma” com sua potência a esta Sophia, formação de substância e não de gnose. Depois o retirou sua potência com o objetivo de que esta Sophia de baixo se desse conta da paixão que albergava excluída do Pleroma, e aspirasse ao superior, deixando, além do mais, sobre ela certo aroma de incorruptibilidade, proveniente do Cristo e o
Espírito Santo (em
Hipólito, Cristo-
Espírito Santo, separam ao aborto, Cristo formou uma Sophia exterior, Éon Perfeito, capaz de Chegar a ser igual aos Eones do Pleroma).