Reunindo os elementos polêmicos fundamentais de Paulo — I Tes. 2,14-16; Gál. 2,1-10; I Cor. 1,12; 10,23-30; 6,12-19; 15,12-34; Rom. 14,19; 16,17-18; Col. 2,4; 2,8; Fil. 1,28 e Ef. 4,20; 5,6 e cap. 3 — observa-se que todos eles combatem exegeses judaizantes de viés doutrinário, cultual ou ético, sem nenhuma relação com o gnosticismo, enquanto Paulo utilizou um vocabulário e ideias que foram amplamente usadas pelos gnósticos.
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Na época do Apóstolo era fácil ver conviver níveis de compreensão doutrinal que não se opunham, mas se complementavam, junto com outros que já se descartavam por considerarem minimizadores da doutrina do Senhor
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Alguns rasgos de II Cor. nos capítulos 11 e 12, centrados no Cristo histórico e sublinhados provavelmente por Ef. 4,5 — Uno é o Senhor, una a fé — permitem pensar que Paulo se opunha à abertura da gnose sobre a fé, indicando assim qual seria o caminho que a Igreja haveria de seguir como grande Igreja em seu futuro imediato
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O caminho se vai desenhando claramente em alguns dos chamados escritos dos PP. Apostólicos, na Didaqué, nas Cartas de Inácio de Antioquia e na II de Clemente, culminando na obra de Justino Mártir
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Saeve-Soederbergh estudou as tradições gnósticas e canônicas dos
Evangelhos em O.d.G., pp. 552-562