Identificação, dentro da teologia bíblica e cristã, de um núcleo de doutrinas que pertencem, em direito, à razão natural
Caracterização da tradição bíblica como portadora de uma revolução racional de desmitificação e desdivinização do mundo
Atividades proféticas e legislativas de Israel compreendidas como trabalho de racionalização no plano ético e cosmológico
Em direito, essas verdades são universais e acessíveis à razão; em fato, foram historicamente trazidas pela tradição judaico-cristã
Existência factual de filosofias com estruturas não-cristãs ou pagãs (ex.: Hegel, Schelling) que professam teses incompatíveis com os princípios cristãos
Conclusão: pode-se falar de uma filosofia cristã como se fala de uma geometria euclidiana, para designar um sistema baseado em princípios específicos
As verdades da “filosofia cristã” são, em direito, universais e acessíveis a qualquer razão; sua designação refere-se à sua origem histórica concreta
Distinção operacional final: filosofia cristã refere-se às verdades naturais trazidas em fato pelo cristianismo; teologia cristã refere-se aos mistérios revelados que excedem a razão natural