Fílon de Alexandria, em Vida Contemplativa, descreve os terapeutas: “O gênero de vida escolhido por esses filósofos se manifesta imediatamente no vocábulo que os designa, pois chamam-se terapeutas e terapêutrides. Essa escolha corresponde exatamente ao sentido do termo, porque praticam uma arte superior: a de curar. Maior do que a que se pratica nas cidades, já que esta só cuida dos corpos, enquanto aquela se aplica também às almas oprimidas pelas doenças penosas e de difícil cura, que sobre elas lançam os prazeres, os temores, as ambições, as insensatezes, as injustiças e a imensa multidão das outras paixões e vícios. A natureza e as leis sagradas os honraram a servir ao Que É.”