Spangenberg, sucessor de Zinzendorf, reconhece a complexidade de sua doutrina e não elude os problemas, embora sua própria ação pastoral tenha levado a uma subestimação dessa complexidade.
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Spangenberg relata que os adversários dos Irmãos acusavam a disciplina do segredo de encobrir teorias ou práticas condenáveis para a Igreja, o Estado ou a moral.
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As ideias perigosas para a Igreja incluiriam a negação da eternidade das penas, e as temidas pelo príncipe seriam as teorias do reinado milenar de Cristo na terra.
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As suspeitas de práticas imorais ligavam-se à mística nupcial professada por Zinzendorf, cuja expressão foi considerada ousada, fazendo lembrar as licenças gnósticas de Eva Buttlar.
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Embora as teorias e práticas dos Irmãos não fossem subversivas ou imorais, sua apresentação como mistérios fazia com que verdades audaciosas parecessem chocantes aos não iniciados.
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Spangenberg aprova a reserva sobre os mistérios essenciais, concordando que nem toda verdade deve ser dita em qualquer momento, lugar ou a qualquer pessoa.
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Spangenberg reprova Zinzendorf por não ter seguido esse preceito com rigor, por não ter conseguido calar sua esperança, resultando no que se chama de um esoterismo tagarela.
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Spangenberg optou conscientemente pela teologia pública sem negar o fundamento da teologia arcana, sendo mais rigoroso que Zinzendorf ao deplorar que o mestre tivesse traído seus próprios mistérios.