sobre a Sophia é considerada a mais notável e a primeira na história do pensamento cristão, sendo uma intuição perfeitamente original.
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A Sophia é descrita como pura, virgem, casta e integral, sendo a imagem e semelhança de Deus no homem.
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A doutrina da Sophia está inseparavelmente ligada à do Andrógino, que representa a integridade inicial do homem.
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A queda do homem é a perda da Virgem-Sophia, que sobe aos céus, enquanto Eva, a feminilidade, aparece na terra.
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A teoria andrógina de
Boehme conecta-se ao Banquete de Platão e à Cabala, mas distingue-se por ser uma doutrina da Virgem e da virgindade.
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Em citação direta de
Boehme, Adão, primitivamente andrógino, perdeu sua Virgem pelo pecado original e obteve a mulher.
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A alma era virgem e o homem foi criado com uma alma virgem e íntegra, possuindo um elemento celeste e divino, a Sophia-Virgem.
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A aparição do homem-andrógino e do homem terreno sexuado são fases diferentes do processo antropogônico, havendo uma catástrofe entre elas.
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A virgindade do homem significa a união das naturezas masculina e feminina, não seu isolamento, sendo a imagem de Deus a “virgem masculina”, nem mulher nem homem.
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A ciência moderna confirma a bissexualidade da natureza humana, e a personalidade é construída pela conjunção dos princípios masculino (antropológico e criador) e feminino (cósmico e gerador).
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O sentido místico do amor é a busca da imagem andrógina e da integridade, que é inacessível nos limites da organização psicofísica atual.
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As teologias que negam a doutrina do andrógino também negam o Homem Celeste (Adão-Cadmon), apegando-se a uma antropologia veterotestamentária.
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Boehme afirmava a androginia de Cristo, ensinando que Deus se tornou plenamente pessoal na Segunda hipóstase, sendo Cristo a imagem da personalidade perfeita, virgem-adolescente.
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Cristo é visto como um andrógino porque nele a natureza humana atingiu novamente a perfeição da imagem de Deus, unindo o masculino e o feminino.
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A doutrina da Sofia e da imagem andrógina é fundamental para
Boehme, representando a intuição da luz, assim como a Ungrund representa a intuição das trevas.