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Primeiro estrato: opiniões heterodoxas influenciadas por mitos platônicos, rejeitadas pela Igreja.
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Inclui subordinação das Pessoas Divinas, comum antes de Niceia, e separação forte de papéis na história da salvação.
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Ideia de que alma é apenas imagem e semelhança do Logos, e apenas imagem indireta do Pai, tornou-se obsoleta após ensino trinitário do primeiro concílio geral.
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Tendência à subordinação trinitária tem origem greco-gnóstica, conectada a tentativa de preencher lacuna entre Deus e mundo por emanações, esferas, degraus.
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Ideia de que Logos encarnou-se em todos estes estágios, sendo anjo para anjos, e alma que sobe torna-se escada viva para céu.
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Subida da alma através estágios celestes e igualdade essencial entre humanos e anjos pertencem a mundo de ideias helenístico.
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Viagem ascendente é contraparte do primeiro pecado mítico, origem da diferença qualitativa das almas.
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Deus deu a cada alma, conforme seu afastamento da luz primordial, corpo mais espesso e pesado ou mais espiritual.
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Círculo fecha conexão entre preexistência, subordinação, encarnação em todos os níveis, movimento ascendente e tornar-se anjo.
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Segundo estrato: influência puramente formal das doutrinas descritas em todo seu pensamento.
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Mais questão de atitude do que conteúdo, quase completamente separável das doutrinas materiais.
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Pouca barreira para aceitação desta atitude formal na Igreja, pois toda era do declínio da antiguidade a respirava como atmosfera comum.
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Filtro não foi forte o suficiente para manter fora este estrato, que se tornou invisivelmente onipresente na teologia cristã.
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Diferentes nomes dados a esta manifestação: platonismo dos Padres, fuga do mundo.
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Atitude melhor caracterizada por movimento direcional formal lido a partir do primeiro estrato: caminho para Deus como reascensão.
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Theologia gloriae dos gregos em geral e de Orígenes em particular: tudo graduado para cima, tudo dirigido às ascensões no coração.
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Cruz, túmulo, dor e sofrimento não são suprimidos, mas sempre como nuvens que desaparecem, cortinas levantadas.
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Orígenes sabia que toda vida cristã deve ser perseguição; escreveu exortação ao martírio e sofreu martírio.
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Teoria da aporia: insight em palavra do Logos só é dado quando espírito parece perdido em desesperança e perplexidade.
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Ataque dos poderes inimigos e morte interior tornam-se mais fortes à medida que se sobe, mas são batalhas épicas e oportunidades heroicas.
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Co-redenção do mundo com Cristo: sempre o mais forte, mais avançado, que luta pelos membros mais fracos do corpo místico.
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Modelo de ascensão frequentemente confundido com pelagianismo e piedade de obras; falsamente, pois cada passo para cima implica ser erguido e atraído.
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Consciência de status do avançado unida a humildade não hipócrita e consciência do pecado.
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Tudo o que é, é somente pela graça de Cristo.
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Este Orígenes entrou sem reservas nos mais amplos alcances do pensamento da Igreja: alexandrinos posteriores, Panfílio, Gregório Taumaturgo, Dídimo, Eusébio, Capadócios, Jerônimo, Hilário, Ambrósio e Agostinho aceitaram seu modelo.
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Através destas figuras dominantes, também pequenos pensadores, pregadores, povo.
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Terceiro estrato: aspecto unicamente pessoal, misterioso e inimitável deste grande espírito, não transmissível.
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Modelo e hábitos formais de pensamento podem ser reformulados em forma escolar, mas paixão e sopro do gênio escapam necessariamente.
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Núcleo mais vital no pensamento do Mestre foi rapidamente negligenciado até por adeptos cegos.
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Ideias que tocam este núcleo íntimo só têm brilho completo quando vistas a partir deste centro.
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Sustentação e ponto médio deste círculo íntimo é amor igualmente apaixonado e terno pelo Verbo.
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Por causa deste amor, muitas coisas transformaram-se de cotidianas em realidade mística infinitamente misteriosa.
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Significado do segundo estágio parece suspenso e revertido: da unidade imediata com Deus-Verbo, insights súbitos irrompem como relâmpagos.
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Insight sobre essência da escritura como grande sacramento da presença real do Verbo divino no mundo.
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Orígenes como maior filólogo da antiguidade cristã, autor da Hexapla; conhecimento gramatical valioso, mas apenas meio para sentir coração batendo internamente do Verbo encarnado neste corpo de humildade.
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Método alegórico só é frutífero quando
BÍBLIA é entendida em relação imediata com encarnação.
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Doutrina da comunhão espiritual do Verbo: conhecimento profundo de Ser absoluto que é Verbo e alimento substancial do espírito criado e necessitado.
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Paixão do Verbo: lançada no Calvário era semelhança sacramental de outra lança que feriu espiritualmente o Verbo e fez fluir.
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Pressentimento de que toda palavra de Deus derramada neste mundo se deve a esta lança.
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Insights sobre mistério da
kenosis e esvaziamento de Deus são raros após Orígenes; nele, surgem brevemente e contra corrente de seu pensamento.
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Esvaziamento é sabedoria, descida é sabedoria, esterilidade é sabedoria, fraqueza e impotência são sabedoria.
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Sabedoria esvaziada, derramada, crucificada teve de despontar em raros momentos para este amante intenso da sabedoria.
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Visão de Orígenes sobre Igreja de seu tempo: sonho primitivo cristão da noiva sem pecado de Cristo chegou ao fim.
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Igreja imaculada é pura apenas porque é absolvida diariamente pelo sangue de Cristo de sua nova infidelidade e prostituição.
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Se ascensão ocorre aqui, é apenas em descida simultânea, até o fundo do poço.
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Lágrimas do Salvador sobre Jerusalém aplicadas à sua dor sobre a Igreja; mais tarde, esta dor perturbou profundamente Agostinho.