Luz criadora dos homens

F.-M. BRAUN. JEAN LE THÉOLOGIEN. SA THÉOLOGIE. LE MYSTÈRE DE JÉSUS-CHRIST (1966)

CAPÍTULO PRIMEIRO — A LUZ DOS HOMENS

A ação criadora de Deus, significada pelo verbo bara’, marca o início da história, subordinando o desenrolar do tempo a um desígnio gratuito e soberano.

I — NA AURORA DA CRIAÇÃO

João recorreu à Palavra criadora (Debar Yahweh) para notificar o papel de Cristo na origem do mundo, indo além de uma cristologia funcional.

II — DO MUNDO-UNIVERSO À RAÇA HUMANA

João afirmou que todas as coisas (panta, ha-kol) foram criadas pelo Logos, expressando-se à maneira de São Paulo (Romanos 11:36; 1 Coríntios 8:6; Colossenses 1:16).

III — A LUZ VERDADEIRA

O termo “luz” pertence ao estilo de todas as religiões e os gnósticos usaram-no à saciedade, especialmente no Poimandrés, onde o par vida-luz é relacionado ao grande Noûs e ao Homem arquetípico.

IV — O LOGOS ENTRE OS SEUS

A expressão “eis ta idia” (João 1:11) refere-se à propriedade (domínio ou morada) onde se está em casa, e os “hoi idioi” são os que moram sob o mesmo teto.

V — A ALIANÇA ETERNA

Embora a teofania do Sinai venha primeiramente à mente quando se fala da Aliança, os escritos sapienciais recordam frequentemente o pacto concluído com Moisés (Provérbios 2:17; Ecle 24,23; Sab 18,4).