A distinção entre “fé” e “razão” prejudicou a compreensão do cristianismo.
A distinção importante é entre a consciência dos próprios estados e as reações inconscientes do pensamento e da emoção.
A autoatenção é o ponto que traz conhecimento real e fé real, que não são opostos.
O autor sentiu que essa era a verdadeira abordagem da gnose cristã (conhecimento que transforma o ser do homem).
O dilema entre saber e crer baseia-se na contradição entre o que o intelecto sabe e o que o coração acredita.
O pensamento, sozinho, não pode mudar a natureza humana; é preciso algo mais difícil e evasivo.
O impulso interno para a Verdade não é a função de pensar nem a de sentir como comumente entendidas.
A palavra “fé” não pode ser igualada a “crença” (convicção emocional oposta a explicações intelectuais).
O impulso interno é “oposto” a toda a mente comum, incluindo razão e crença.
O verdadeiro inimigo da fé é a tendência humana de confiar em apenas uma parte da mente ou do eu.
O debate entre crença e razão, aplicado à busca do “cristianismo perdido”, nunca terminará.
Um lado enfatiza o compromisso emocional com Cristo; o outro lado (da “razão”) enfatiza a necessidade de compreensão, confirmação externa e desconfiança da atração ou repulsa emocional.
O que está em jogo é a ativação, dentro do ser do homem, de uma faculdade inteiramente nova de atenção.
Os primeiros Padres observando o que lhes acontecia no estado de oração: esta foi a resposta de Antônio sobre a origem dos métodos cristãos de luta espiritual.
O ato de auto-observação é a semente da verdadeira gnose cristã, um nível além do debate entre crença e razão.
O conhecimento que salva só pode ser adquirido em um estado específico de consciência!
As raízes da Tradição só podem ser conhecidas em um estado interior específico.
Existem duas histórias do cristianismo, correspondendo às duas direções que a própria vida humana pode tomar.