PHILOKALIA-THERAPEUTES LYPE

Jean-Claude Larchet — Terapêutica das Doenças Espirituais

Lype — Tristeza

As duas formas de lype a serem distinguidas:

O homem manifesta nesta paixão um comportamento duplamente patológico: por um lado não se aflige como deveria sobre uma questão tão aflitiva — seu estado de decadência, de pecado, de doença; por outro lado, se entristece a respeito de objetos, de estados, de situações, etc., que não merecem realmente qualquer consideração. A faculdade da aflição a qual dispõe o homem não somente não lhe serve, como Deus o havia desejado em lhe fazendo este dom, a se distanciar de seu estado de pecado, mas se encontra ao contrário utilizada de maneira absurda e insensata, em relação a sua finalidade natural, a manifestar seu apego a este mundo, entrando paradoxalmente a serviço do pecado.

A lype aparece como um estado da alma, diferente do que o termo parece indicar, feito de desencorajamento, astenia, peso e dor psíquicas, abatimento, desespero, opressão, depressão, acompanhada o mais freqüente de ansiedade ou mesmo de angustia.