O curto Tratado do purgatório pode ser lido como tentativa genial e talvez sem equivalente de repatriar e aclimatar, numa esfera em que a liberdade humana pode se exercer, a consciência avivada da grandeza e da pureza divina que havia contribuído para o desenvolvimento da noção do purgatório, pois Madame de
Guyon aprofunda as noções de criação, liberdade, pureza e amor de Deus até o ponto em que elas recuperam pertinência para a vida terrestre, abrindo perspectiva para a verdadeira condição humana.